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Inês Pereira
Inês Pereira
17 Abr, 2020 - 11:06

Artrite reumatóide: fatores de risco, sintomas e tratamento

Inês Pereira

Numa altura em que várias patologias estão associadas ao novo coronavírus e à COVID-19, está na altura de saber tudo sobre a artrite reumatóide.

Mulher com artrite reumatoide

artrite reumatóide ataca 1 em cada 1000 pessoas, o que equivale a 1% da população mundial afetada por este problema. Curiosamente, as mulheres por volta dos 50 anos são as mais afetadas, mas a doença pode também surgir em crianças, mulheres jovens e homens. A realidade é que ninguém está completamente a salvo de lidar com este problema que limita até os gestos e movimentos comuns do dia-a-dia.

No que diz respeito à pandemia do novo coronavírus que está a assolar o planeta, não há estudos a confirmar que os indivíduos com reumatismos se integram no grupo de risco da COVID-19. Assim sendo, nenhum doente deve suspender o uso de qualquer remédio, corticoide ou biológico, sem conversar com um profissional de saúde.

Contudo, esta pode ser uma patologia muito debilitantes. Calçar um par de sapatos, agarrar num lápis ou abrir uma porta podem ser verdadeiros desafios para os pacientes. Descubra agora as causas, os sintomas e os tratamentos possíveis para esta doença crónica.

Artrite reumatóide: sintomas

Radiografia de artrite reumatoide

A artrite reumatóide é uma doença inflamatória crónica que se caracteriza pela inflamação das articulações, podendo, consequentemente, atingir a cartilagem, os ossos e os tendões. Trata-se da forma mais comum de artrite e causa dores, inchaço, rigidez e, até mesmo, perda de função nas articulações.

Em Portugal existem cerca de 40.000 pessoas diagnosticadas com artrite reumatóide, que, quando não é tratada precocemente, pode originar consequências incapacitantes. Infelizmente esta é uma doença que não pode ser evitada, mas apenas prevenida.

Fatores de risco

Para além da sua evolução crónica, a artrite reumatóide caracteriza-se também por ter origem desconhecida, ou seja, apenas estão identificados alguns fatores de risco:

  • alterações hormonais;
  • historial de doença na família;
  • menopausa;
  • vírus da rubéola;
  • infeções várias.

Importa referir que esta é uma doença autoimune, o que significa que, por algum motivo, as defesas do organismo deixam de “reconhecer” a articulação e começam a atacar os seus próprios tecidos. Por isso, o diagnóstico deve ser feito o mais cedo possível, de modo a tratar a doença precoce e corretamente.

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Sintomas

Como acontece com qualquer outra doença, existem alguns sinais a que deve estar atento para compreender se pode sofrer de artrite reumatóide:

  • articulações inflamadas;
  • dores musculares;
  • nódulos duros (nos cotovelos, nos dedos ou na zona dorsal);
  • deformações nos ossos e articulações;
  • dores nas articulações;
  • fadiga;
  • perda de peso;
  • febre;
  • rigidez articular.

Se verificar algum destes sintomas, especialmente de forma continuada, deve consultar o seu médico. O diagnóstico pode ser feito através de diversos exames, como ressonância magnética, radiografias, exames laboratoriais e ultrassonografias.

Tratamento

Em primeiro lugar, é crucial que um doente com artrite reumatóide seja acompanhado por um médico reumatologista. Especialmente porque a doença exige um tratamento continuado ao longo da vida.

As terapias para este problema podem passar apenas pelo uso de medicamentos ou ir mais longe e ser necessária fisioterapia. Em alguns casos, o médico pode ainda aconselhar a realização de cirurgia.

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