Ekonomista
Ekonomista
14 Out, 2019 - 15:04
Audi e-tron GT

Audi e-tron GT: conheça o futuro desportivo 100% elétrico da Audi

Ekonomista

O Audi e-tron GT traduz-se numa credível aposta no domínio dos carros elétricos. Uma junção de potência e autonomia, já disponível em 2020. Fique a saber mais.

O artigo continua após o anúncio

O novo Audi e-tron GT é o novo elemento da gama elétrica da marca dos quatro anéis. Apresentado ao público no Salão Automóvel de Los Angeles, em 2018, este acaba por ser o terceiro elemento a juntar-se ao grupo de veículos 100% elétricos da Audi (a par do e-tron SUV e do Audi e-tron Sportback).

A atitude na resposta acerca do lançamento de modelos completamente elétricos, por certas construtoras, acaba por ser o reflexo de um mercado cada vez mais competitivo e movido pelas novas democracias e questões ambientais vindas do parlamento europeu, assim como pela nova abordagem de como a mentalidade futura terá que convencer-se que a mobilidade automóvel estará mais dependente da eficiência energética.

Temos, por este contexto, o exemplo de algumas construtoras de automóveis que lançaram, especificamente, programas internos sobre a conceção de veículos elétricos que visam traduzir uma realidade futura sobre a aquisição deste tipo de veículos.

Vejamos o exemplo da Mercedes-Benz, com o seu programa – EQ – e a Renault com a sua gama de veículos elétricos – Z.E -, estes são manifestos claros e evidentes de como as construtoras estão recetivas a oferecer uma lista de modelos que visam a realidade da mobilidade futura, presente nos restantes modelos das gamas.

Porém, há um verdadeiro “responsável” por todo o encadeamento de modelos elétricos no mercado – a Tesla –  que acabou por encadear todas as construtoras numa apresentação mais cuidada, na hora de prestar soluções para veículos elétricos.

É verdade que a mobilidade elétrica não é propriamente uma novidade no setor automóvel, mas foi a Tesla que – ao invés de apenas apresentar modelos protótipos em salões de automóveis – criou de raiz um modelo que conseguiu elevar-se a um patamar realista e comerciável com o Modelo S, através de atributos distintos, quer pelo seu design, quer pelo nível de autonomia/performance de baterias e de condução semi-autónoma.

A Audi reconheceu que estava na hora de desenvolver um modelo que respondesse, quase que diretamente, à Tesla, mas também à sua filosofia, através de um modelo que conjugasse a arquitetura de uma berlina Coupé Gran Turismo, a dinâmica de um super desportivo e a atenção típica ao detalhes de construção, bem presentes no ADN da construtora germânica.

Há quem diga que o Audi e-tron GT é uma espécie de resposta silenciosa aos comentários do primeiro ministro alemão que, no passado recente, assumiu que o estilo dos veículos elétricos das construtoras alemãs não era convincente, nem sensual. Agora que é real, fazemos questão de apresentar todos os detalhes.

O artigo continua após o anúncio

Conheça o novo Audi e-tron GT: astuto, desportivo e elétrico

vista sobre audi etron
Fonte: Audi/divulgação

A equipa de engenheiros da Audi entendeu que a demanda para o desenvolvimento do Audi e-tron GT teria que seguir os princípios da eficiência energética, mas sem prescindir dos seus genes, presentes na categoria de dinâmica de condução.

De forma a cumprir as exigências em desenvolver um modelo de coesão desportiva, a marca recorreu ao apoio de uma das suas parcerias dentro do Grupo Volkswagen – a Porsche. Esta comprometeu-se a alicerçar todo o processo de desenvolvimento da estrutura do Audi e-tron GT.

Muitas destas intervenções técnicas tiveram por base a plataforma do Porsche Taycan – um modelo concept Gran Turismo elétrico de quatro portas – e, claramente, que o e-tron GT herdou, diretamente, toda a sua componente mecânica, assim como o registo elétrico.

Design renovado com a mesma identidade

O Audi e-tron GT não deixa de ser um protótipo, mas a Audi pretende firmemente que este veja a luz do dia a partir de 2020. Como tal, não decidiu exagerar em alguns detalhes visuais – comuns em protótipos – sendo que, na sua generalidade, aplicou o seu know-how no desenvolvimento de uma identidade convivente e bastante natural para os padrões dos modelos de série.

A nova abordagem de design angular da Audi está nitidamente presente, mas a sobriedade, reconhecida na marca, continua bastante presente. Com 4,96 metros de comprimento e 1,96 metros de largura, o e-tron revela-se um modelo que se inspira na linha do modelo A7, mas com um estilo de linguagem muito próprio e elegante, com o predomínio de uma silhueta fiel à de um Gran Turismo.

Os faróis rasgados com a tecnologia LED Matrix; o recente desenho da grelha hexagonal incorporado que dá uma atitude mais extravagante e que demarca uma sigla “e-tron”  luminosa; os puxadores das portas que se rebatem de forma a ajudar a aerodinâmica; o perfil contínuo e elegante que desce pela traseira que, em certos ângulos, faz lembrar o desportivo TT, culminando, por fim, com uma faixa luminosa vermelha que une os dois faróis traseiros (com um registo de luzes animadas de tecnologia LED) são algumas das caraterísticas deste modelo.

A carroçaria do Audi e-tron GT traz um conjunto de entradas de ar dianteiras e saídas de ar na lateral para fazer circular o ar para o arrefecimento das baterias, assim como para garantir prestações dinâmicas a alta velocidade, fazendo jus à sua sigla GT.

Na sua generalidade, o e-tron combina a típica robustez minimalista patente na imagem da marca, a qual contrasta com certos elementos mais detalhados de alguns apêndices aerodinâmicos.

O artigo continua após o anúncio

O centro de gravidade é semelhante ao do super desportivo R8 e acaba por dar claros sinais de que os futuros modelos de configuração GT da marca irão sofrer estas mesmas metamorfoses, quer por fundamentos dinâmicos na condução, assim como por uma questão de linguagem de estilo.

Por se tratar de um modelo elétrico, o Audi e-tron GT dispõe de 100 litros de bagageira, debaixo do capot que, outrora, seria classicamente ocupado por um motor a combustão.

Interior: uma nova política sustentável

interior audi etron
Fonte: Audi/divulgação

Os designers preocuparam-se com os fundamentos ecológicos na conceção do interior do Audi e-tron GT. Já algumas construtoras manifestaram esta atitude e a Audi não prescindiu de veicular a mesma sensibilidade para um mundo sustentável e cumprir com a natureza deste modelo.

Os materiais utilizados no interior do e-tron foram escolhidos sem qualquer tipo de recurso direto à origem animal. As tradicionais peles foram substituídas por materiais sintéticos, reciclados e todos os acabamentos e elementos decorativos foram elaborados com uma filosofia sustentável.

O desenho do habitáculo demonstra a típica aliança com a arquitetura angular, sóbria, com materiais de extrema qualidade e um nível de construção singular. Sendo este um modelo elétrico, o mundo digital está presente a bordo deste Audi, através dos dois ecrãs com os sistemas de infoentretenimento devidamente bem embutidos.

Mais uma vez, o interior não foge muito de uma realidade convencional, espaçoso e harmonioso, conservando o típico ambiente a bordo, elegante e elitista, da Audi.

Motor com “coração” elétrico

As prestações do Audi e-tron GT servem de amostra clara e evidente que este é um modelo que pretende registar os seus números e nível de potência face à concorrência elétrica e, particularmente, aos modelos da Tesla.

O e-tron GT vem equipado com dois motores elétricos síncronos que combinam uma potência de 434 kW, equivalentes a 590 cv de um motor a combustão. A transmissão de potência é repartida pelo eixo traseiro e dianteiro – consolidando tecnologia Quattro da marca.

O artigo continua após o anúncio

Como é habitual nos motores elétricos, a disponibilização de potência é imediata e os 0 aos 100 km/h são cumpridos em apenas 3,5 segundos. Os 200 km/h são culminados em 12 segundos e a velocidade máxima atingida é de 240 km/h.

Pode não transparecer uma velocidade “alta”, quando se tratam de quase 600 cv de potência, mas a Audi decidiu limitar os quilómetros por hora e substituí-los por quilómetros de autonomia que, neste caso, fixam-se nos 400 km anunciados, graças às suas baterias de iões de lítio de 90 kWh.

Dinâmica eficiente

traseira audi etron
Fonte: Audi/divulgação

O Audi e-tron GT consolida e eficiência energética na condução com o sistema de regeneração, através do sistema de controlo eletro-hidráulico dos seus travões carbocerâmicos. Claro que as travagens recuperam uma parte da inércia do movimento, sendo que nas travagens mais agressivas, a recuperação é maior, podendo aumentar 30% da autonomia das baterias.

Carregamentos rápidos

O carregamento por cabo é a alternativa mais rápida para enviar energia para as baterias. Graças ao seu sistema de 800 volts, permite que 80% dos 90 kWh sejam carregados em apenas 20 minutos traduzindo, na prática, cerca da 318 km prontos a serem utilizados na condução.

A Audi decidiu apresentar a sua lógica e o conhecimento adquirido durante décadas para o mercado de veículos 100% elétricos. Perante os olhos dos mais céticos, esta perspetiva da marca comprova a sua ambição, com olhos bem postos no futuro da mobilidade elétrica.

Sem descuidar do seu legado e passado histórico, o Audi e-tron GT é uma resposta convincente e realista, perante a atual e curta concorrência.

Veja também