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GUIA DO REGRESSO ÀS AULAS
Prático e Descomplicado
Pedro Andersson
Pedro Andersson
06 Out, 2021 - 10:01

Está preparado para os aumentos na eletricidade?

Pedro Andersson

Esteja muito atento à sua fatura de eletricidade. Se está a pagar a mais do que aquilo que devia, está claramente na altura de mudar de fornecedora de eletricidade ou de renegociar o seu tarifário.

Aumentos na eletricidade

Os preços da eletricidade nunca estiveram tão altos. Em outubro, bateram novos recordes absolutos. O preço da eletricidade na produção (onde as nossas empresas compram a energia para depois nos vender) subiu 300% desde janeiro, graças aos aumentos no preço do gás e das licenças de CO2.

E quem é que vai pagar esses aumentos? Nós, claro! Uma das empresas no mercado nacional já avisou que vai aumentar o preço do kWh em 40% e outras estão a preparar-se para fazer o mesmo. Se não aumentarem já, quase de certeza que vão aumentar em janeiro, como é habitual.

Comece já a pesquisar fornecedores que lhe oferecem preços mais em conta

Mulher a ligar interruptor da luz em casa

O governo já prometeu que não haverá aumentos em 2022 no mercado regulado, mas não garantiu nada quanto a quem está no mercado livre. Se é um dos 930 mil portugueses que ainda são clientes da SU Universal (a antiga EDP), já teve 6% de aumento na sua fatura este ano. Esse aumento vai manter-se em 2022. Vamos esperar pelos preços definitivos que serão fixados em dezembro.

Até lá esteja muito atento à sua fatura de eletricidade. Comece já a analisar os preços atuais em cada empresa do mercado. Tenha sobretudo a consciência de que as pequenas empresas de eletricidade não vão aguentar manter os preços baixos. Se é cliente de uma destas empresas – por muito que nos custe – provavelmente vai ter de se preparar para mudar para um empresa que faça preços mais baixos ou até para regressar ao mercado regulado.

Há dois pontos importantes que deve compreender: se ainda está no mercado regulado sempre esteve a pagar demais face a empresas concorrentes, e com estes aumentos de 6% ainda vai ficar a pagar mais sem necessidade.

Em segundo lugar, tem de saber escolher as empresas mais baratas porque no mercado liberalizado tem também preços que são mais caros do que a SU Serviço Universal. E muitos consumidores não sabem comparar.

Analise a sua fatura da eletricidade

Se é o seu caso, há uma linha na sua fatura de eletricidade que lhe diz em poucos segundos se está a desperdiçar dinheiro ou não. Com estas ou outras palavras, a fatura diz-lhe se “está a pagar mais ou menos do que no mercado regulado”. E até lhe diz o valor exato do tipo ”Está a pagar mais 4,60 € do que se estivesse no regulado”. Procure esta linha. Se está a pagar a mais, está claramente na altura de mudar de fornecedora de eletricidade ou de renegociar o seu tarifário.

Um inquérito da DECO feito em março revelou que nos últimos 12 meses, 9 em cada 10 portugueses não mudaram de empresa de eletricidade. Ora, isso significa que ou estão todos super satisfeitos com o que estão a pagar, ou então que há muita preguiça ou medo de mudar. Não desperdice o seu dinheiro. Mude para a empresa que lhe fizer o melhor preço. Pode poupar quase 100 euros por ano (é o equivalente a duas faturas grátis).

Se até pensa em mudar mas não sabe para onde, basta que vá a um simulador da DECO, da ERSE ou outro, preenche os dados que lhe pedirem e fica logo a conhecer algumas alternativas mais baratas.

No momento em que escrevo, há várias empresas mais baratas do que o mercado regulado. E ainda tem aquelas que (embora tenham preços um pouco mais caros) oferecem descontos em outras coisas que podem fazer muita diferença. Depois se decide mudar ou não, a decisão é sua.

Em resumo, se quiser baixar a sua fatura de eletricidade, obrigatoriamente vai ter de andar a saltar de empresa em empresa nos próximos meses. Se não tem paciência para isso, o mercado regulado pode ser uma solução, mas tem de ter a consciência de que está a pagar mais sem necessidade. Mas mexa-se. Se não fizer nada vai estar a perder muito dinheiro. E só se pode queixar de si próprio porque ninguém o obriga a ficar onde está.

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