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Filinto Melo
Filinto Melo
06 Jul, 2022 - 15:10

Como escolher o fornecedor de eletricidade?

Filinto Melo

Escolher o fornecedor de eletricidade que melhor se adequa ao seu perfil de consumos é uma forma de poupar na fatura mensal. Saiba como fazê-lo.

Escolher fornecedor de eletricidade

Desde a liberalização do mercado energético, todos os cidadãos podem escolher o fornecedor de eletricidade que bem entenderem. Isto significa que pode escolher o operador que disponibiliza as melhores condições para o seu perfil de consumos.

Esta escolha deve, contudo, ser feita após uma comparação entre os diferentes operadores tanto a nível de tarifas, serviços prestados, descontos ou mesmo em relação ao serviço de atendimento ao cliente. Assim sendo, eis o que deve saber para escolher o fornecedor de eletricidade adequado às suas necessidades.

Escolher o fornecedor de eletricidade: 4 conselhos a ter em conta

1. Conhecer bem o seu perfil de consumos

O primeiro passo para saber como escolher o fornecedor de eletricidade é perceber o seu perfil de consumo de energia. Existem três ciclos de contagem de consumo: simples (energia ao mesmo preço todo o dia), bi-horária e tri-horária (que faz contagens a dois ou três preços, consoante a hora do dia em que é utilizada). E dependendo dos gastos às diferentes horas do dia, escolher a melhor tarifa.

Deve ter em conta se a sua maior utilização de eletricidade coincide com as horas de:

  • Vazio, que correspondem a horários com menor procura de eletricidade. As horas de Vazio variam consoante seja verão ou inverno ou se o ciclo é diário ou semanal. Um horário médio seria, contudo, das 22h às 8h;
  • Fora de Vazio (ou Horas Cheias, no caso da tarifa tri-horária), são os períodos não incluídos no horário de Vazio; e
  • De Ponta, aplicáveis a quem tem a tarifa tri-horária, que correspondem ao período onde se concentra a maior procura na rede elétrica.

Tendo isto em conta, tem de perceber que a escolha de uma tarifa vai implicar ter de a aproveitar. Nem sempre A tarifa bi-horária ou tri-horária fica mais barata. Se o consumo for desadequado acaba, inclusivamente, por pagar mais.

Veja também Tarifas de eletricidade: qual a melhor?

2. Fazer uso dos simuladores

Tendo noção dos seus gastos deve, depois disso, começar a simular.

A partir do que sabe que gasta, procure os simuladores online que o ajudarão a analisar a melhor solução. Pode consultar o simulador da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) ou o simulador da Deco.

3. Estar a par dos operadores de eletricidade em Portugal?

Desde 2006 e até 2025, Portugal está numa fase de transição entre o mercado livre e o mercado regulado. Estar num ou noutro faz diferença no que paga, mas também nas garantias.

Por tradição, boa parte dos contratos ainda se encontram no mercado regulado, ou seja, com preços que estão fixados pelo Estado. Já no mercado livre, as empresas definem os preços, as condições das suas ofertas comerciais e há uma diversificação de ofertas comerciais. Importa, contudo, frisar que o mercado livre também é regulado pela ERSE.

Em ambos os mercados é aplicada a mesma tarifa de acesso às redes e as mesmas taxas e impostos, ainda que, no mercado livre, o preço depende do volume de energia utilizada.

Mesmo que escolha uma empresa do mercado liberalizado, pode voltar ao mercado regulado, solicitando o mesmo por escrito ao comercializador. Como estas empresas são obrigadas a mostrar na fatura a indicação de quanto estaria a pagar no regulado, pode analisar mensalmente esta possibilidade. Se por acaso mudar, terá de se manter no mercado regulado pelo menos durante um ano.

Neste momento, são estes os fornecedores em regime de mercado para clientes domésticos:

4. Comparar condições contratuais

A ERSE aconselha a que, além do preço, compare outros aspetos contratuais importantes, tais como:

  • Serviços adicionais;
  • Serviços prestados;
  • Periodicidade de faturação;
  • Opções tarifárias;
  • Prazos e modalidades de pagamento;
  • As condições em caso de rescisão.

Importa sublinhar que todos os operadores são obrigados por lei a disponibilizar uma ficha contratual que, por norma, contém todas as informações acima descritas.

Além dos simuladores disponíveis online, esta ficha é uma forma de facilitar a comparação das condições contratuais entre comercializadores de energia. Portanto, analise ao detalhe todas as informações prestadas neste ficha, inclusive as letras pequeninas – para acautelar surpresas.

Assinar o contrato

Ao preencher o contrato observe se este tem os dados do fornecedor, data de início e especificação dos serviços fornecidos e as suas características. Deve incluir também as informações sobre os custos a pagar e outros encargos, bem como as tarifas, preços e outros encargos.

Ao assinar um novo contrato deve ter em consideração se tem período de fidelização e eventuais penalizações por tentar alterar o contrato antes do fim.

Também deve considerar se os descontos implicam contratação de serviços e se determinado preço implica outro contrato (várias companhias têm parcerias com empresas, associações e outros fornecedores de serviços).

Se tiver em conta estes conselhos, seguramente sabe já como escolher o fornecedor de eletricidade. Se não ficar satisfeito, pode sempre mudar.

Como mudar de operador?

Se pretende mudar de fornecedor de eletricidade, e depois de comparar as condições de cada um dos comercializadores com aquilo que paga atualmente, o processo é relativamente simples.

Pode aderir por telefone ou online e não precisa de pagar nada, mudar de contador ou sequer de se preocupar com a interrupção do fornecimento de energia. A alteração é meramente contratual e pode demorar, no máximo, três semanas.

Na prática, ao celebrar contrato com um novo comercializador, é este que tratará de todos os procedimentos necessários para concretizar a mudança, incluíndo o cancelamento do contrato com o anterior operador, e sem qualquer prejuízo para o cliente.

Recordamos que, após o início do contrato, tem 14 dias para cancelar o serviço, caso não esteja satisfeito com o mesmo.

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