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Valdemar Jorge
Valdemar Jorge
11 Abr, 2022 - 15:05

Bugatti Centodieci: 8 milhões de euros por um carro de sonho

Valdemar Jorge

Só serão produzidos 10 exemplares e Cristiano Ronaldo vai ficar com um. O novo Bugatti Centodieci custa 8 milhões de euros.

Bugatti Centodieci

É o modelo mais aguardado de 2022 com chancela da icónica marca francesa Bugatti. Trata-se do Bugatti Centodieci, um superdesportivo de luxo, com motor central e produção limitada a 10 unidades. Aliás, 11.

O 11.º exemplar é um modelo de pré-produção, mais concretamente de teste, que já percorreu 50.000 quilómetros, em testes de resistência. O Bugatti Centodieci chegará a 10 proprietários – sabe-se que Cristiano Ronaldo será um deles –, e na sua história estará inscrito que foi criado em homenagem ao Bugatti EB110 e para celebrar o 110.º aniversário da marca que tem sede em Molsheim, Alsácia (França).

Bugatti Centodieci: conheça o projeto

O Bugatti Centodieci tem por base outro modelo da casa francesa de Molsheim: o Chiron. No entanto, os engenheiros da marca inspiraram-se no modelo EB110 para criar mais uma obra de arte sobre rodas.

Assim o design do Centodieci refletirá nas laterais as cinco entradas de ar redondas que lembram um diamante, elemento que também está presente no EB110.

Na seção frontal a grelha do radiador em forma de ferradura (caraterística da Bugatti) é mais pequena. Os faróis são estreitos apresentando um design mais agressivo e estão dotados de luz de condução diurna em LED.

Já na traseira, o destaque vai para as oito luzes que integram os farolins e para os tubos de escape quádruplos em preto fosco, colocados em ambos os lados de um grande difusor. Um spoiler inferior e uma grande asa traseira fixa rematam o design do Bugatti Centodieci.

Um pormenor que não escapará aos mais atentos será a tampa do motor central fabricada em vidro, proporcionando visão do “coração” do Centodieci.

A performance

Todos os números que se possam alinhar para descrever a performance do Bugatti Centodieci colocarão em sentido a concorrência direta.

O superdesportivo francês recebe motor central W16, 8.0 litros, a que estão associados quatro turbos e disponibilizará 1.578 cv às 7.000 rpm. A tração deverá ser às quatro rodas, a transmissão de dupla embraiagem e caixa de 7 velocidades.

O Centodieci será capaz de acelerar de 0-100 km/h em 2,4 segundos, 0-200 km/h, em 6,1 segundos e 0-300 km/h, em 13,1 segundos. A velocidade máxima estará limitada eletronicamente a 380 km/h. O peso em ordem de marcha será de 1.976 kg, sendo 20 kg mais leve que o Chiron.

A produção, como já referido, será de 10 unidades, com o preço unitário de 8 milhões de euros. Os Bugatti Centodieci serão fabricados manualmente, isto é, de forma artesanal e serão entregues ainda este ano aos respetivos proprietários.

Traseira do Bugatti Centodieci

Período de testes chegou ao fim

Depois de nos últimos meses os pilotos de testes e engenheiros da Bugatti terem recolhido dados técnicos a partir do automóvel de testes (modelo zero ou protótipo), cumpriram recentemente a última fase de ensaios que teve lugar no Circuito de Nardó, na região de Puglia, no sul de Itália.

Após os meses de testes por entre circuitos a alta velocidade, estradas, auto estradas e cidades, ensaios em túneis de vento, salas onde é possível ajustar a temperatura simulando as zonas mais frias e as mais quentes que podemos encontrar no nosso planeta, realizou-se a fase final de testes no Circuito de Nardò, onde foi possível aferir as qualidades do Bugatti Centodieci.

“Com seu circuito de alta velocidade o centro de testes Nardò oferece as condições ideais para testes de resistência intensivos. (…) A pista circular de 12,6 quilómetros de extensão e quatro quilómetros de diâmetro é considerada o circuito automóvel mais rápido do mundo – perfeito para os 380 km/h Centodieci”, sublinha Steffen Leicht, responsável pelos testes de resistência na Bugatti.

Bugatti Centodieci avaliado ao pormenor

Ao todo o protótipo Centodieci cumpriu mais de 50.000 quilómetros de testes. O superdesportivo percorreu até 1.200 quilómetros por dia, interrompidos apenas para verificações técnicas, reabastecimento e troca de condutores (três no total).

Nesse período os engenheiros da Bugatti analisaram dados do motor e do veículo. Desde o mais ínfimo barulho no habitáculo até ao mais exigente desempenho de suspensão ou funcionamento do motor nos mais diversos regimes.

“Avaliamos cada elemento do veículo uma última vez, prestando atenção especial à funcionalidade e durabilidade antes dos primeiros carros Centodieci entrarem em produção”, explica Carl Heilenkötter – gerente de projeto responsável por projetos pontuais e poucos na Bugatti.

Elevado padrão de qualidade

Segundo a marca francesa os seus produtos são submetidos aos mais altos padrões de qualidade. É assim há mais de 100 anos “e a marca continua a aderir a esses padrões até hoje. Como tal, o Centodieci garantirá ao seu proprietário uma experiência de condução única daqui a 100 anos. Para atingir este nível de qualidade, a Bugatti vai muito além dos requisitos legais e esperados”.

“O Centodieci é deliberadamente levado aos seus limites para garantir um manuseio confiável no mais alto nível, mesmo em situações extremas. Embora a maioria dos carros nunca entre nessa faixa, ela é testada. Esta é a filosofia da marca e é por isso que nos esforçamos tanto em todos esses testes. A Bugatti está comprometida com os mais altos padrões de qualidade, durabilidade e satisfação do cliente”, diz Carl Heilenkötter.

Terminados os testes de resistência vai ter lugar o início da produção dos primeiros superdesportivos – cada um com preço inicial de 8 milhões de euros,m como já referimos –, no atelier de Molsheim, na Alsácia (França).

Segundo a marca francesa todos os 10 Bugatti Centodieci deverão “ser entregues aos seus proprietários este ano”.

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