Teresa Campos
Teresa Campos
06 Set, 2019 - 10:58
Cervicalgias ou as incomodativas dores no pescoço

Cervicalgias ou as incomodativas dores no pescoço

Teresa Campos

As cervicalgias podem tem muitas origens e é importante identificar a causa deste problema de saúde para saber como proceder. Saiba mais sobre este tema.

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As cervicalgias são dores localizadas nas vértebras cervicais, principalmente na região do pescoço. Podem ter várias causas e, dependendo do nível de gravidade, podem ser tratadas com exercícios e fármacos ou mesmo necessitar de cirurgia.

Em qualquer um dos casos, é importante estar atento aos sintomas e, em causa de desconforto persistente, consultar um médico e obter aconselhamento especializado. Fique a perceber melhor a origem deste problema e como proceder em cada caso.

Cervicalgias: causas, sintomas e tratamentos

cervicalgia

Definição e principais causas

As cervicalgias surgem na sequência de anomalias nos tecidos moles (músculos, ligamentos, nervos) ou nas estruturas ósseas da coluna cervical. Os traumatismos e o excesso de sobrecarga são as causas mais frequentes para estas lesões.

Em casos menos comuns, as cervicalgias podem ser motivadas por tumores, infeções, anomalias congénitas ou artrite reumatóide. Neste último caso, as vértebras cervicais podem ser afetadas e haver dor e rigidez na zona do pescoço.

Outras causas possíveis

Discos intervertebrais: Os discos intervertebrais servem de elementos de absorção de impacto. A sua degenerescência pode provocar um estreitamento do espaço entre as vértebras, aumentando a sobrecarga exercida sobre elas. Noutras situações, os discos podem deslocar-se e comprimir a medula ou outros nervos, resultando na conhecida hérnia discal. Qualquer uma destas circunstâncias, pode dar origem a cervicalgias.

Pescoço: O pescoço é uma região flexível pelo que é mais vulnerável a traumatismos e cervicalgias.

Atividades radicais: Desportos motorizados, saltos para a piscina, desportos de contacto e quedas são experiências que aumentam o risco de lesão das vértebras cervicais. As colisões automóveis (por trás) causam hiperextensão ou hiperflexão do pescoço, provocando a lesão dos músculos e ligamentos. Em situações mais graves, pode mesmo haver fratura da coluna, lesão da medula e, consequente, paralisia.

Sintomas

Os sintomas das cervicalgias podem ser variados, dependendo da origem do problema.

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No geral, as cervicalgias podem irradiar para os ombros, braços ou pernas e fazer-se acompanhar por uma sensação de formigueiro, adormecimento ou fraqueza de várias partes do corpo.

Em caso de traumatismo…

Os traumatismos na região do pescoço exigem a imobilização dessa zona (por profissionais habilitados) de maneira a evitar lesões adicionais, mais graves e perigosas para a saúde.

Em caso de não traumatismo…

Uma cervicalgia contínua, persistente, grave, com irradiação para os braços ou pernas e associada a cefaleias, fraqueza ou formigueiros requer a ida a uma consulta médica.

Se tiver  uma sensação de queimadura, quando toca na pele do braço ou da mão, ou sentir uma dor tipo choque quando estende o braço e a mão pode existir compressão da medula ou de outros nervos, pelo que o aconselhamento de um especialista é imperativo.

Há, ainda, casos, onde existe perda de controlo dos esfíncteres urinários ou do ânus. Este é um sinal de pressão sobre a medula e requer medidas terapêuticas urgentes.

Diagnóstico

O diagnóstico deste problema de saúde é feito através de exame médico, história clínica e avaliação da região do pescoço.

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Além desta avaliação, deve ser feito o estudo radiográfico, através de tomografia computorizada ou ressonância magnética. Estes exames são particularmente importantes quando as cervicalgias não apresentam melhorias ou há um traumatismo associado.

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Tratamento

O tratamento das cervicalgias depende, naturalmente, da causa. Em algumas situações, o problema pode ser controlado através de anti-inflamatórios e calor ou frio, capazes de provocar uma ação relaxante muscular que alivia a dor.

As cervicalgias causadas por atividades quotidianas, regra geral, melhoram entre 4 a 6 semanas, recorrendo a analgésicos, exercícios e mudando a posição, durante a prática dessas atividades.

As posturas corporais podem, também, ajudar no tratamento destes problemas. Além disso, há exercícios que aumentam a flexibilidade do pescoço, como as massagens, realizadas por profissionais habilitados.

Quando o problema resulta de um traumatismo, o tempo de recuperação sem cirurgia pode demorar entre 3 a 12 meses, com dores intermitentes. Já em caso de compressão da medula, presença de tumor ou estreitamento do canal, a cirurgia é a opção mais recomendada.

É preciso ter noção de que as cervicalgias podem tornar-se crónicas, sobretudo com a idade. Estes casos interferem bastante com a qualidade de vida dos pacientes, podendo evoluir para casos de fadiga, depressão ou ansiedade.

Prevenção

Para evitar este problema, há algumas medidas preventivas que podem ser tomadas, tais como:

  • Evitar estar durante longos períodos de tempo em posições que esforçam o pescoço, como trabalhar em frente a um computador, por exemplo.
  • Enquanto estiver sentado, deve ter as costas direitas, os pés bem apoiados no chão e fazer pausas regulares.
  • Durante a noite, utilize uma almofada que mantenha o pescoço alinhado e evite dormir de barriga para baixo.
  • Ao fazer desportos motorizados, use sempre cinto de segurança e capacete. Durante a condução, tenha o assento regulado de forma a manter as costas direitas.
  • Mantenha um peso adequado.
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