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Cátia Tocha
Cátia Tocha
29 Nov, 2017 - 10:27

Clamídia: o que causa, quais os sintomas e como tratar

Cátia Tocha

A clamídia, uma doença sexualmente transmissível, pode ser bastante perigosa, pois raramente manifesta sintomas. Saiba quais são as consequências.

Clamídia: o que causa, quais os sintomas e como tratar

A clamídia é uma doença sexualmente transmissível (DST) causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, e pode afetar tanto mulheres como homens, pois ocorre nas zonas da vagina, do colo do útero, do pénis, da uretra e do ânus, além de afetar, por vezes, os olhos ou a garganta.

Clamídia: causas e sintomas

Causas da clamídia

Esta DST, a mais comum de todas, pode ser transmitida por sexo anal, oral ou vaginal. A doença também pode ser passada de mãe para filho durante o parto.

O uso do preservativo é a única forma de evitar a clamídia, pois é devido ao sexo desprotegido que se contrai esta infeção bacteriana.

Ainda não está comprovado que a clamídia possa ser transmitida através da partilha de brinquedos sexuais, roupas íntimas ou de toalhas com alguém que sofra desta doença, mas pode ser teoricamente possível, pois a bactéria é propagada através do contato com as secreções contaminadas se estas estiverem ainda frescas.

Os olhos podem ser contaminados pela clamídia se as mãos tiverem secreções contaminadas e a pessoa os coçar sem antes lavar as mãos.

Sintomas da clamídia

A clamídia é uma infeção perigosa pois não costuma manifestar sintomas, o que pode fazer com que passe despercebida durante vários anos. Se estes alguma vez ocorrerem, será entre uma a três semanas após a exposição à bactéria, mas podem ser fracos e passageiros. Conheça alguns dos sintomas:

Na mulher:

  • Ardor ou dor ao urinar;
  • Dor pélvica;
  • Hemorragia entre as menstruações;
  • Sentir dor ou ter sangramento durante a relação sexual;
  • Pode haver um corrimento vaginal amarelo e espesso;
  • Dor abdominal ou nas costas;
  • Náuseas ou febre.

No homem:

  • Ardor ou dor ao urinar;
  • Inchaço e dor nos testículos, na uretra ou no ânus;
  • Pus ou corrimento vindo do pénis;
  • Dor abdominal.

Estes sintomas podem ser facilmente confundidos com os da gonorreia, outra doença sexualmente transmissível, por isso, deve consultar o seu médico para confirmar o diagnóstico.

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Consequências da clamídia

A clamídia deve ser rapidamente tratada, pois as consequências deste problema podem causar problemas de saúde mais sérios, como uma doença inflamatória pélvica (DIP) nas mulheres e infertilidade em ambos os sexos.

As complicações mais frequentes no sexo feminino são gravidez ectópica, inflamação ou cancro do colo do útero, dor pélvica aguda ou crónica, e DIP.

Os homens podem vir a ter uma inflamação na próstata e também no epidídimo, que recolhe e armazena os espermatozóides produzidos pelo testículo. A clamídia pode ainda provocar artrite reativa (uma combinação de artrite, conjuntivite e inflamação da uretra) ao sexo masculino.

Consequências da clamídia durante a gravidez

Esta DST pode levar à morte do feto ou a um parto prematuro. O bebé pode nascer com pouco peso. Como a clamídia pode passar para o bebé durante o parto normal, devem ser-lhe realizados exames durante o período pré-natal para que o obstetra possa indicar o tratamento mais adequado ao caso.

Os recém-nascidos que têm mães que sofrem de clamídia estão mais sujeitos a terem conjuntivite e infeções pulmonares, como pneumonia. No entanto, essas doenças podem ser tratadas com antibióticos indicados pelo pediatra.

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Tratamento da clamídia

Deve consultar rapidamente um médico se apresentar sintomas de clamídia. Mas, uma vez que estes raramente se manifestam, o melhor é realizar exames periodicamente se tiver vida sexual ativa.

O exame envolve a recolha de amostras da secreção uretral ou das secreções do colo do útero, além de poderem ser pedidas amostras do reto, caso o paciente seja praticante de sexo anal, e também o exame Papanicolau.

O exame para diagnosticar esta DST costuma ser recomendado a mulheres grávidas, a jovens até aos 25 anos, e também a homens e mulheres que tenham tido vários parceiros sexuais nos últimos meses, principalmente se não usaram preservativo.

Se o seu parceiro ou parceira tiverem descoberto que contraíram esta DST, cabe-lhe a si consultar também o seu médico para que o seu caso possa ser rapidamente tratado se se verificar que houve contágio. Os dois não devem ter relações sexuais até estarem curados, para que não haja nova infeção, visto que  o tratamento não garante imunidade à clamídia. Esta pode regressar sempre que não houver cuidados durante as relações sexuais.

O tratamento não é difícil, pois é feito à base de antibióticos. É o médico quem irá dizer-lhe que antibiótico deve tomar, durante quantos dias deve fazê-lo, e também qual a dose diária. Em caso algum se deve automedicar.

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