Marta Maia
Marta Maia
19 Nov, 2018 - 14:43
Como ganhar dinheiro na reforma? 6 dicas fáceis e rentáveis

Como ganhar dinheiro na reforma? 6 dicas fáceis e rentáveis

Marta Maia

Receia que a reforma faça mingar o orçamento? Temos dicas que vão ajudá-lo a continuar a ganhar dinheiro mesmo depois de terminar a carreira.

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Construir uma carreira de maior ou menor sucesso tem impacto em toda a nossa vida: se, por um lado, um bom (e bem remunerado) percurso profissional nos dá o conforto para os dias de hoje, por outro é nele que vai basear-se o nosso orçamento para a velhice.

No caso português, a questão dos rendimentos durante a reforma ganha uma importância particular: com tantos milhares de idosos a receber pensões de poucas centenas de euros – e a serem obrigados a fazer verdadeiros milagres com elas -, envelhecer torna-se assustador e coloca-se a questão mais angustiante de todas: quando se reformar, vai viver do quê?

Felizmente, o facto de estar velho o suficiente para a reforma nem sempre significa que está velho de mais para trabalhar ou para fazer atividades que lhe rendam algum dinheiro extra. Reunimos, por isso, algumas ideias para o ajudar a manter a entrada de rendimentos mesmo depois de assinar os papeis da reforma.

Como ganhar dinheiro na reforma

1. Receber rendimentos do que investiu

Não é já depois dos 60 anos que vai pensar nisto, tem de ser um plano a longo prazo executado com algumas décadas de antecedência, mas pode ser uma enorme ajuda para a velhice e vai agradecer muito ao seu “eu mais novo” o cuidado que teve.

Investir dinheiro em ativos de longo prazo e com boas taxas de retorno financeiro vai dar os seus frutos precisamente quando mais precisar deles: na reforma. Quando envelhece, começam a cair-lhe no bolso os juros de todos aqueles anos em que o dinheiro esteve empatado – ao mesmo tempo que o próprio dinheiro também fica disponível. O nosso conselho? Aproveite esse dinheiro e, se ele não lhe fizer falta para as despesas correntes, reinvista-o.

Quando ponderar um reinvestimento, lembre-se que depósitos a 40 anos já não são para si. Opte por soluções com prazos mais curtos – o retorno vai ser menor, mas, pelo menos, aproveita tudo.

2. Investir em imóveis

Se tiver conseguido amealhar um bom pé de meia ao longo da vida – ou até se passou a ter disponível aquele dinheiro que investiu há décadas para deixar a render -, é boa ideia investir em imóveis.

Os imóveis dão para arrendar e, se tudo correr bem, são uma fonte de rendimento estável. Se ainda por cima tiver a sorte de encontrar bons inquilinos, nem sequer tem grande trabalho. É dinheiro limpo, fácil de obter e uma recompensa mais do que justa por tantos anos de poupança.

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3. Acolher estudantes estrangeiros

Não é ainda uma prática muito comum em Portugal, mas há países da Europa em que não falta quem faça deste tipo de compromisso uma real fonte de sustento. Acolher jovens estrangeiros que vêm para cá estudar é uma boa forma de ganhar dinheiro e, de bónus, alguma companhia.

Na verdade, com esta atividade torna-se uma espécie de “avô adotivo”: recebe em sua casa um ou vários jovens, cuida deles e zela para que nada lhes falte, e em troca recebe uma remuneração mensal.

Há várias organizações internacionais que cuidam destes intercâmbios e que procuram constantemente novas famílias de acolhimento. Conforme a sua preferência ou disponibilidade, pode acolher jovens adolescentes ou estudantes universitários.

Se tem dificuldade em ver-se “avô adotivo” de alguém e até vive perto de uma universidade, pode sempre optar por uma versão mais leve da estratégia e inscrever-se numa universidade como alojamento disponível. Explique as condições da casa e fixe um preço: não vão faltar estudantes a procurar onde morar e pais que preferem vê-los numa casa de família do que “largados” numa qualquer república pouco controlada.

4. Cuidar de crianças

Não vamos dizer-lhe para abrir uma creche – não só porque precisa de uma licença para isso, mas também porque as crianças pequenas são muito exigentes e não é na terceira idade que vai conseguir acompanhar o ritmo -, mas pode perfeitamente cobrir aquilo que ninguém consegue: a diferença horária entre o fim da escola e o fim do emprego dos pais.

Basta olhar à sua volta: o que não falta são casais que não conseguem sair do trabalho a tempo de ir buscar os filhos à escola, mas também não precisam de tanto tempo que justifique pagar centenas de euros por uma inscrição no colégio. Se é para ficar com as crianças uma ou duas horas por dia, pode perfeitamente fazê-lo.

O ideal é que sejam poucas crianças e, de preferência, pouco problemáticas. Pode ir buscá-las à escola, trazê-las para casa e dar-lhes o lanche até os pais chegarem. O trabalho não é exagerado, pode ganhar um dinheiro extra e os pais vão agradecer-lhe imenso.

Se não gosta de fins de dia agitados, também pode fazer este trabalho de manhã: há casais que começam a trabalhar muito cedo e gostavam de evitar “despejar” os filhos na escola uma hora antes de as aulas começarem. Ofereça-se para receber as crianças em casa de manhã (até pode dar-lhes o pequeno-almoço) e depois deixá-las na escola. O rendimento vai ser praticamente o mesmo.

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5. Rentabilizar um passatempo

Se sempre gostou de pintar, nunca terá tanto tempo para fazê-lo como na reforma. Mas, depois, o que fazer a tantos quadros? A resposta é simples: venda-os! E quem diz quadros diz qualquer outra coisa que faça por gosto. Esta estratégia tem tudo de bom: faz o que gosta, no ritmo que quer, sem compromisso, e no fim ainda ganha dinheiro.

Outra forma de rentabilizar os passatempos é ensiná-los a outras pessoas. Acredite, não falta gente a admirar o que faz e a querer aprender a fazer igual. Componha uma turma pequenina e partilhe conhecimentos e experiências. Além de rentável, é terapêutico e combate a solidão!

6. Faça mentoria

Se chegou à idade da reforma com um currículo invejável para trás, é um desperdício deixar que esse conhecimento se perca por aí. Sobretudo no meio empresarial, anos de trabalho significam mais experiência e muito conhecimento prático que não se aprende das cadeiras da faculdade.

Inscreva-se num grupo de mentores voluntários – há até universidades que têm grupos desses com alumni – e ofereça consultoria esporádica a quem está com dificuldades. Podíamos dizer que o agradecimento nos olhos de quem ajudar é suficiente, mas a verdade é que estes trabalhos são mesmo muito bem pagos e vão ajudar a fazer crescer o seu orçamento.

A reforma é o fim da vida de trabalho, mas não é o início da inutilidade. Se não quer passar o resto dos seus dias acomodado à pensão de velhice, não faltam ideias para tirar rendimentos do que sabe e do que tem. Assim envelhece bem, ativo e mentalmente saudável!

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