Catarina Milheiro
Catarina Milheiro
28 Jun, 2022 - 11:00

Desemprego estrutural: tudo o que precisa de saber

Catarina Milheiro

O desemprego estrutural é o desequilíbrio entre a oferta e a procura de competências. Descubra os fatores que o influenciam e solucione o problema.

Subemprego e desemprego

O desemprego estrutural é um grave problema económico que atinge vários países em desenvolvimento. De facto, não podermos negar que a chegada das novas tecnologias e das suas ferramentas teve um enorme impacto positivo em vários setores da nossa vida.

No entanto, a verdade é que alguns foram bastante facilitados, havendo também alguns reflexos negativos a apontar. Por isso é necessário refletir sobre toda esta questão. É verdade que os processos são mais automatizados e mais rápidos e que a informação está acessível em qualquer parte.

Mas como em tudo, há vantagens e desvantagens neste cenário – sendo que uma das principais desvantagens está relacionada com o desemprego estrutural. Já ouviu falar? Fique connosco, nós explicamos tudo.

Tudo sobre o desemprego estrutural

O que é o desemprego estrutural?

O desemprego estrutural é desenvolvido pela introdução de novas tecnologias ou de sistemas e processos focados na redução de custos nas empresas.

No fundo, é uma forma de desemprego involuntário. Ou seja, é causado por uma oferta de vagas de trabalho em menor quantidade do que a procura.

Ora, estes novos elementos que as empresas adotam, afetam os setores da economia de qualquer país (falamos do comércio, da indústria e serviços), originando demissões, normalmente em grande quantidade.

O que significa que, quando a economia do país não cresce o necessário para incluir os trabalhadores disponíveis, vai ocorrer um aumento no número de desempregados.

Além disto, saiba que existem outros tipos de desemprego. Contudo, o desemprego estrutural parece ser o mais difícil de combater.

perda do subsídio de desemprego

Quais são as causas associadas?

Esta forma de desemprego está relacionada com a estrutura económica e com a inexistente compatibilidade da oferta de trabalho que é procurada pelas empresas. Seja por hábitos de consumo, alterações tecnológicas ou na produção.

Assim, a situação de desemprego estrutural pode durar muitos anos ou décadas até e são necessárias melhorias profundas que aconteçam no sentido inverso ao desemprego.

As principais causas do desemprego estrutural são as seguintes:

  • Avanços tecnológicos que tornem diversos trabalhadores obsoletos – como a implantação de robôs nos processos de produção industrial ou a introdução de caixas eletrónicas para depósito de cheques no bancos, por exemplo;
  • Alteração estrutural do nível de consumo de algum setor económico específico;
  • Dificuldade na recolocação do trabalhador depois de perder o emprego. Sendo que muitos deles exercem funções bastante específicas e não têm um alto grau de qualificação.

Quais são os setores mais afetados pelo desemprego estrutural?

As áreas mais afetadas pelo desemprego estrutural são a agricultura, o setor terciário, a prestação de serviços e a indústria. Isto acontece pela crescente substituição da mão de obra humana.

A título de exemplo: numa fábrica, há 20 anos atrás, talvez fossem necessários 20 funcionários para fazer o controlo de qualidade de um determinado produto (análise, verificação e aprovação ou rejeição).

Mas, hoje em dia existem tecnologias que permitem que este sistema seja automatizado e detete rapidamente anomalias, bastando uma pessoa para supervisionar o processo.

Falamos assim de 19 postos de trabalho extintos pela utilização de tecnologia. Incrível? Sim porém, real (e, cada vez mais, recorrente).

O mesmo acontece na agricultura, setor em que existem mais máquinas e tecnologias para fazerem trabalhos que antes eram levados a cabo pela mão humana.

Como combater o desemprego estrutural?

Mas então, no meio deste cenário, há forma de tentar “dar a volta” à situação? A resposta é: sim. Existem algumas medidas que podemos tomar para tentar combater o desemprego estrutural. Tome nota:

Controle as máquinas

Sim, é certo que as máquinas imperam. Mas nunca podemos esquecer que, sem a mão de obra qualificada para as programar, elas não vão funcionar.

Por isso, tire partido disso e se tiver queda para os números e para a programação, aposte num curso de informática, computação, eletrotecnia, entre outros. As opções são mais que muitas e só é preciso algum espírito criativo e empreendedor!

Torne-se indispensável na empresa

Numa empresa, por mais máquinas que haja e por mais dominante que seja a tecnologia que substitui os recursos humanos, há determinadas funções que não podem nunca ser orientadas por processos automáticos e robóticos.

Assim, tente perceber as verdadeiras necessidades da empresa onde trabalha e comece a criar dependências perante aquilo que faz. Impressione o seu chefe. Por que não?

Manuseie a tecnologia como um expert

Além de serem preciso pessoas para programar as máquinas e tecnologias, também é necessário haver quem as saiba manusear. Por isso mesmo, temos uma dica para si: invista num curso de especialização.

Informe-se o máximo que puder sobre as tecnologias utilizadas na sua empresa e manuseie-as como mais ninguém. Atualmente existem diversos cursos de curta ou longa duração, workshops e muito mais ao dispor de qualquer um. Faça uma pesquisa e não tenha medo de adquirir novas competências.

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