Júlia de Sousa
Júlia de Sousa
11 Nov, 2014 - 09:15
Devo despedir-me: sim ou não?

Devo despedir-me: sim ou não?

Júlia de Sousa

Está na hora de me despedir? Esta é uma pergunta frequente na vida de muitas pessoas. Se é o seu caso, saiba como encontrar a resposta.

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À pergunta “Devo despedir-me?” muitos dirão prontamente “sim” e outros tantos “não”. A verdade é que não existe uma resposta 100% correta ou absoluta. Cada um de nós tem uma vivência pessoal e profissional diferente e a sua resposta vai sempre depender dessas variantes.

No entanto, para quem enfrenta a questão e procura encontrar uma resposta para o dilema, avisamos desde já que decisão não é fácil, mas há formas de o ajudar.

Como decidir?

Perante a questão “devo despedir-me?” a resposta dificilmente é imediata. Surge normalmente depois de um período de reflexão, de uma determinada experiência ou de uma autoanálise ao seu percurso profissional e às metas que tem estabelecidas para a sua carreira.

Se optar pela demissão, essa decisão tem implicações e, por isso mesmo, não deve ser tomada de ânimo leve. Antes de decidir o que vai fazer, pense bem e evite tomar decisões precipitadas.

Se isto fosse um jogo, as respostas seriam muito limitadas. Em cima da mesa teria a questão “devo despedir-me?” e apenas duas opções de resposta: sim ou não.

Mas atenção, não se deixe enganar pelas respostas “fáceis”. Na verdade, cada resposta abre um leque vasto de opções e consequências pós-tomada de decisão.

Ainda que a decisão seja sempre pessoal, deixamos-lhe aqui algumas dicas que o podem ajudar a obter a sua resposta.

Sim se…

1. Tem sentimentos negativos em relação ao seu trabalho

Se acorda e já está a pensar que o dia nunca mais termina, isso não é um bom sinal. O seu trabalho deveria ser estimulante e desafiante para si. Se isso não acontece, o mais certo é que dentro de pouco tempo entre numa espiral de desmotivação, que pode conduzir a baixos níveis de produtividade, maus resultados, e por aí fora… Isto sem falar que pode ter consequências na sua saúde e bem-estar.

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2. Sofre de stress laboral

Este ponto vem no seguimento do anterior. Stress e ansiedade são apenas algumas das consequências diretas de lidar com um mau ambiente de trabalho por exemplo. Mas o stress laboral pode ter consequências a nível físico, psicológico e comportamental. Dores de cabeça, náuseas, arritmia cardíaca, variações de peso, dificuldade em dormir ou depressão são apenas alguns dos possíveis sintomas causados. Se começa a notar alguns destes, fuja enquanto é tempo.

3. Tem um mau chefe

Muitas das dificuldades no local de trabalho estão relacionadas com más chefias ou mau relacionamento com elas. Sejamos francos, ninguém gosta de trabalhar com alguém que é constantemente agressivo, controlador, mal-educado ou incompetente (e isto são apenas exemplso; note que as características de um mau chefe podem – e vão – muito além das enumeradas).

Trabalhar com chefias “difíceis” pode ser um entrave a um bom desempenho profissional. Tendo em conta que dificilmente o seu(sua) chefe vai mudar, o melhor é ser você a procurar outras alternativas.

6 Sinais de que tem um mau chefe
Veja também 6 Sinais de que tem um mau chefe

4. Não tem perspetivas de progressão em termos profissionais

Este é provavelmente um dos pontos mais importantes. Qualquer profissional ambiciona crescer e evoluir ao longo da sua carreira. Se o seu trabalho é um verdadeiro “navio encalhado”, o melhor é mesmo sair e encontrar um sítio onde lhe deem “asas para voar”.

Não se…

1. Se sente realizado

Pense na sua realização profissional como um “oásis no deserto”. É difícil de encontrar, mas quando o encontra é perfeito. Se se sente realizado profissionalmente, gosta do que faz, tem um bom ambiente à sua volta, boas condições de trabalho, é constantemente desafiado e está em permanente aprendizagem… tem tudo (ou quase) para estar feliz. Claro, isso não significa que no futuro não queira dar outro rumo à sua carreira, mas se para já está bem, para quê mudar?

2. Não tem um plano de “fuga” delineado

Fundamental: antes de se demitir analise a sua situação. Por exemplo: Tem outra oferta? Ou meios financeiros para suportar as suas despesas até encontrar novo emprego? Estas são apenas algumas das perguntas que deve responder. Se a resposta for não, talvez o mais aconselhável seja procurar outro emprego antes para poder “sobreviver”.

3. Baseou a sua decisão apenas no salário

Dinheiro não é tudo. Se ajuda? Claro que sim, mas não é a resposta para todos os males. Se está a pensar demitir-se para ir atrás de um pagamento mais alto, analise primeiro todas as outras variantes: condições de trabalho, ambiente laboral, funções que vai desempenhar e o desafio que representam para si, por exemplo. Afinal de contas, de que lhe adianta mudar apenas pelo salário, se ao fim de um mês vai sentir-se desmotivado?

Tome uma decisão à sua medida

“Nada é mais difícil e, portanto, tão precioso, do que ser capaz de decidir”. A frase é de Napoleão Bonaparte e consegue, de certa forma, resumir este texto.

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Ninguém lhe disse que encontrar uma resposta para a pergunta “devo demitir-me?” ia ser fácil, pois não? O primeiro e mais importante dos passos é reconhecer os sinais e ser capaz de os analisar para tomar uma decisão ponderada.

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