Ekonomista
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30 Set, 2026 - 09:00

Dinheiro físico vale prémio a Cláudia Pereira, do Ekonomista

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Venceu o Prémio de Jornalismo Denária com um artigo sobre a importância do dinheiro físico numa sociedade cada vez mais digital.

Um artigo sobre o papel do dinheiro físico na vida dos portugueses valeu a vitória a Cláudia Pereira na primeira edição do Prémio de Jornalismo Denária “O Valor do Dinheiro”. O prémio foi atribuído no âmbito da conferência “O Valor do Numerário nos Tempos Modernos”.

A distinção foi entregue numa cerimónia realizada a 16 de setembro de 2026, na Assembleia da República. Reconhece o trabalho do Ekonomista na explicação do lugar que as notas e moedas continuam a ter no dia a dia, mesmo com o avanço dos pagamentos digitais.

Um prémio dedicado ao valor do numerário

O Prémio de Jornalismo Denária foi criado para distinguir trabalhos que ajudem a informar e a estimular a reflexão pública sobre o dinheiro, os meios de pagamento e o lugar do numerário na era digital.

A Denária é uma associação que defende o direito dos cidadãos a usar e a aceder a dinheiro físico. No mesmo dia da cerimónia, entregou aos grupos parlamentares um manifesto em que defende que o numerário deve coexistir com os pagamentos digitais, sem ser substituído por eles.

O artigo que venceu o prémio

O trabalho premiado, Recusar dinheiro físico é ilegal em Portugal: saiba porquê, foi publicado a 29 de setembro de 2025. O artigo explica porque é que as notas e moedas em euro têm curso legal e, na maioria dos casos, não podem ser recusadas pelos comerciantes. Esclarece também os limites legais aos pagamentos em numerário e o que o consumidor pode fazer quando lhe recusam dinheiro vivo.

Em reação à distinção, Cláudia Pereira destacou o papel do numerário no quotidiano:

“O numerário tem um papel que, muitas vezes, esquecemos no dia a dia: dá-nos controlo, autonomia e uma relação mais consciente com aquilo que gastamos. Numa altura em que tudo é digital e tão rápido, acho realmente importante refletir sobre este tema.”

A responsável editorial do Ekonomista sublinhou ainda o propósito do trabalho desenvolvido na publicação:

“O meu objetivo profissional, através do Ekonomista, é tornar acessível a informação económica e promover a literacia financeira, porque perceber o dinheiro não devia ser um privilégio de poucos, mas sim um direito de todos. Este prémio é um incentivo para continuar esse trabalho.”

Menção Honrosa para a CNN Portugal

Na mesma edição, Marta Coropos Carvalho, da CNN Portugal, foi distinguida com uma Menção Honrosa. O trabalho, publicado a 25 de setembro de 2025, destacava a recomendação do Banco Central Europeu (BCE) para que os cidadãos tenham algum dinheiro físico disponível em situações de instabilidade, como uma pandemia, um apagão ou uma guerra.

Porque é que o dinheiro físico continua a importar

A discussão está longe de ser simbólica. Segundo dados do Banco de Portugal de 2022, citados pela Denária, 1.276 freguesias (cerca de 41% do total) não tinham qualquer ponto de acesso a dinheiro físico.

Ao mesmo tempo, apagões, falhas de sistemas bancários ou crises inesperadas lembram que o numerário continua a funcionar como rede de segurança quando os pagamentos eletrónicos falham. É por isso que o Ekonomista tem acompanhado o tema de perto, da recomendação do Banco de Portugal para ter dinheiro em casa ao redesenho das notas de euro.

Um reconhecimento que reforça o compromisso

Para o Ekonomista, esta distinção confirma o caminho seguido desde o início: traduzir temas financeiros em informação útil, verificada e próxima das pessoas. O propósito é continuar a acompanhar as mudanças que afetam a forma como os portugueses pagam, poupam e acedem ao seu próprio dinheiro, com o mesmo rigor que valeu este prémio.

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