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Mónica Carvalho
Mónica Carvalho
31 Out, 2019 - 14:38

Como saber qual é a distância correta entre a TV e o sofá?

Mónica Carvalho

Saber qual a distância correta entre a TV e o sofá pode evitar problemas de saúde e melhorar a sua experiência com este equipamento. Saiba tudo.

distância correta entre a TV e o sofá

A distância correta entre a TV e o sofá dita o conforto com que assistimos aos nossos programas preferidos e, claro, mexe com a saúde dos nossos olhos. Sabia que esses valores nem sempre foram os mesmos?

Isto acontece porque a qualidade dos ecrãs tem vindo a melhorar e, por isso, a distância para que a imagem seja perfeita não precisa de ser tão grande como era há uns anos. Ficou curioso para saber se está a cumprir com as regras?

Ver com conforto: distância correta entre a TV e o sofá

ligar a televisão

Para começar, adiantamos: o tamanho do espaço disponível vai determinar o tamanho da TV que pode ter. Por isso, esqueça o seu desejo de ter um ecrã gigante, se não tiver a sala para tal. É de extrema importância conhecer bem as medidas do local para saber que tamanho de ecrã é aconselhado.

Embora saibamos que, muito frequentemente, nem todos os sofás vão estar à mesma distância do aparelho de televisão, as indicações que apresentamos são para o sofá que fica diretamente de frente para a televisão e que deve ser aquele onde mais pessoas se podem sentar.

Segundo dados da Deco Proteste, realizados em 2016, e cujos resultados foram comparados com os das investigações realizadas entre 2007 e 2012, os valores apresentam agora diferenças significativas.

Enquanto nas investigações anteriores os ecrãs deveriam distar do sofá o triplo da medida da diagonal do ecrã, esses valores passaram para pouco mais do dobro nas investigações mais recentes.

Deste modo, e tendo em conta ecrãs de 40, 48 e 55 polegadas, com qualidade entre full-hd e ultra-hd, os investigadores chegaram à conclusão de que a distância ótima é de 2,3 vezes o valor da diagonal do ecrã.

Esta diferença nos valores deve-se ao facto de as televisões com full-hd e ultra-hd terem agora maior qualidade, permitindo que a imagem possa ser apreciada na perfeição a uma distância menor.

Assim, e vendo estes resultados aplicados na prática, veja qual a distância que deve aplicar na sua sala entre a TV e o sofá, tendo em conta os exemplos que lhe apresentamos a seguir.

 Polegadas da TV Distância a que se deve encontrar do sofá
32 1,5 a 2,3 metros
40 a 43 2 a 2,8 metros
46 a 49 2,4 a 3,2 metros
50 a 51 2,5 a 3,3, metros
55 2,8 a 3,6 metros
653,4 a 4,2 metros

Este estudo da Deco Proteste teve em conta a experiência de 25 pessoas – 12 homens e 13 mulheres. Foi perguntada a distância (ou variação de distâncias) em que o visionamento é feito de forma mais confortável.

A tabela mostra os valores mínimos a que deve estar a televisão para conseguir usufruir de uma imagem ótima. Claro que é possível que o sofá se encontre a uma distância ligeiramente superior, sem que a qualidade com que vê a imagem seja alterada significativamente.

Ver TV demasiado perto faz mal aos olhos?

Quantos de nós não temos a memória de, enquanto crianças, nos alertarem para o facto de estarmos a ver televisão demasiado perto? Calma, pois os seus pais e avós tinha toda a razão em fazê-lo.

Ver televisão de perto nos dias de hoje não faz realmente mal aos olhos, só por si, porque os aparelhos de televisão mais recentes já não emitem radiação e, assim, não prejudicam a visão.

Todavia há ainda regras a cumprir, nomeadamente ver televisão com a luz apagada. Isto faz com que a pupila seja forçada a adaptar-se a diferentes luminosidades constantemente, o que pode provocar a vista cansada, devido ao estímulo em excesso.

Além disso, caso sinta a vista cansada após longos períodos em frente a um ecrã, seja televisão, telemóvel, tablet, computador, pare de imediato e dê descanso aos olhos.

5 maneiras de tornar seu hábito de TV saudável

família a ver televisão

O consumo desenfreado e descontrolado de televisão pode realmente ser prejudicial para a sua saúde, estando associada ao ganho de peso, doenças cardíacas e risco de diabetes. Mas esta não precisa de ser a sua realidade.

Embora não haja dúvidas de que ficar no sofá não é a maneira mais saudável de passar o tempo, há algumas dicas a seguir de modo a não prejudicar este momento.

Assistir a programas de bem-estar

Não consuma tudo o que lhe apresentam, antes opte por programas de que realmente gosta, que captem a sua atenção de forma positiva, que desafiem a sua atividade cerebral e que o ajudem a aprender algo novo.

Não fique parado demasiado tempo

Um dos piores hábitos de ver televisão é passar horas sentado no sofá, numa rotina totalmente sedentária.

Aproveite esse momento para fazer exercício ou arrumar a casa, por exemplo. São duas tarefas úteis e agradáveis numa só.

Controle o consume de snacks

É demasiado tentador, bem sabemos: as horas sentadas no sofá convidam ao consumo de snacks e, convenhamos, não são sempre saudáveis.

É como se a televisão, inconscientemente, criasse um ambiente perfeito para comer sem pensar, quer ao nível das porções, quer ao nível das escolhas que fazemos.

Se ficar com fome, faça escolhas mais saudáveis, nomeadamente comer fruta ou vegetais.

Assuma que a TV é apenas um convidado

Queremos com isto dizer que deve considerar a televisão como um convidado, alguém que está em sua casa apenas por algum tempo e ao qual não precisa de prestar atenção constante.

E o mesmo serve para os programas que vê na televisão. Explicamos melhor: quando está em grupo, certamente não concorda com tudo o que é dito, verdade? Então, o mesmo deve acontecer com a televisão: não deve assumir que tudo o que ouve e vê é verdade e que deve acreditar nisso sem qualquer questão.

Desligue a TV cedo

Isto é ainda mais importante se tiver televisão no quarto, pois este aparelho perturba os padrões de sono e contribui para as indesejadas insónias.

É preferível gravar os programas e ver noutra altura.

Ver televisão: quais as dicas para os mais novos?

Os cuidados a ter com as crianças não se limitam à visualização de televisão, mas sim ao contacto com todos os tipos de ecrã, que deve ser mesmo limitado e monitorizado.

Estes dados são referenciados pela Organização Mundial de Saúde:

  • Bebés até aos 24 meses: sem contacto com qualquer tipo de ecrã;
  • Crianças dos 2 aos 4 anos: no máximo uma hora por dia:
  • Crianças dos 4 aos 6 anos: no máximo uma hora e meia por dia.
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