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Um guia para tempos complicados
Inês Silva
Inês Silva
23 Nov, 2020 - 14:57

Emprego em tempos de pandemia: conheça as tendências

Inês Silva

Em relação ao ano anterior, registou-se, em outubro, um aumento do desemprego, mas há empresas com emprego em tempos de pandemia.

mulher a procurar emprego em tempos de pandemia

Em março, na primeira vaga da pandemia da COVID-19, foram várias as empresas a entrar em layoff ou a ajustar o seu funcionamento às regras implementadas para contenção do coronavírus. Em maio, o país começava a preparar, de forma faseada, o regresso à atividade económica e, apesar da avaliação feita pela Organização Internacional do Trabalho que previa o aumento do desemprego global em quase 25 milhões, verificou-se uma quebra na procura de emprego e não propriamente um aumento brutal do desemprego. Há até empresas com vagas de emprego em tempos de pandemia.

A Jooble, uma plataforma internacional de busca de emprego, refere que, em março, diminuiu o interesse pela procura de emprego, verificando-se assim uma comprovada quebra de mais de 50% no mercado de trabalho. É óbvia a relação entre as medidas de confinamento e a diminuição de candidatos à procura de emprego em todos os países atingidos pela pandemia.

Naturalmente, não podemos pensar que é tudo “um mar de rosas”, até porque, segundo um estudo da multinacional de recrutamento Korn Ferry, a maioria das empresas portuguesas antecipa uma quebra nos resultados de faturação em 2020, seja ela moderada ou acentuada e para minimizar o impacto, colocaram em marcha um conjunto de medidas que implicam a estagnação salarial e cortes nos benefícios.

Agora, em pleno combate à segunda vaga da COVID-19, voltou o Estado de Emergência e as medidas de confinamento estão aí outra vez. O Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) fala num aumento do número de inscritos nos centros de emprego.

Mais 34,5% inscritos nos centros de emprego

Segundo dados divulgados pelo IEFP, o número de desempregados inscritos nos centros de emprego aumentou 34,5% em outubro, em relação ao mesmo mês em 2019, e diminuiu 1,6% face a setembro de 2020.

No final de outubro estavam registados, nos serviços de emprego do continente e regiões autónomas, 403.554 desempregados, representando 71,8% de um total de 561.829 pedidos de emprego.

Este aumento do desemprego verifica-se, essencialmente, nos grupos mulheres, adultos com idade igual ou superior a 25 anos, inscritos há menos de um ano, os que procuravam novo emprego e os que possuem como habilitação escolar o secundário.

A nível regional, no mês de outubro de 2020, o desemprego registado aumentou na generalidade das regiões, com exceção para a Região Autónoma dos Açores.

O aumento mais pronunciado deu-se na região do Algarve, com mais 134,2%, o que se poderá justificar com a quebra do turismo.

De acordo com o IEFP, o desemprego aumentou nos três setores de atividade económica face ao mês homólogo de 2019, com aumento mais pronunciado no setor serviços (42,3%).

A subidas percentuais mais acentuadas verificaram-se nas atividades de alojamento, restauração e similares (83,1%), transportes e armazenagem (63,3%) e atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio (49,9%).

No final de outubro de 2020, as ofertas de emprego por satisfazer totalizavam 15.294, nos centros de emprego nacionais. Este número corresponde a uma redução anual de 14,5% e a um aumento mensal 6,2% das ofertas.

O coronavírus causou, obviamente, alterações no mercado de trabalho, desemprego e perda de rendimentos. Mas é importante, também, salientar a forma como as empresas se adaptaram para continuar a produzir e a prestar serviços, bem como o surgimento de oportunidades de emprego em tempos de pandemia.

Mercado de Trabalho Global: novas e velhas oportunidades de emprego em tempos de pandemia

jovem a distribuir mercearia

Apesar de falarmos num aumento do número de pessoas à procura de emprego, há empregadores que continuam a recrutar, apresentamos aqui algumas das tendências mundiais de recrutamento.

No Reino Unido e no Canadá há vagas nas áreas de gestão de projetos, engenharia de software, desenvolvimento de negócios e contabilidade no mercado de trabalho.

Itália, Espanha, Alemanha e Rússia continuam a procurar candidatos para vagas de representante de vendas e suporte, especialista em mecânica, motorista, operário de armazém e administrativo.

Franceses, Alemães e Portugueses estão a direcionar-se também para o setor agrícola.

Em Portugal, a pandemia do novo coronavírus colocou sob pressão as atividades como o retalho alimentar, saúde, transportes e a logística, devido ao acréscimo de trabalho e aos colaboradores em quarentena, isolamento e/ou a apoiar os filhos em casa, que obrigou as empresas e instituições a reformular planos de recrutamento para dar uma resposta eficaz às necessidades do país.

A COVID-19 influenciou também a forma como os utilizadores da plataforma Jooble procuram emprego. Em Espanha, por exemplo, passou de “limpeza” para “limpeza de hospitais” e em Itália “babysitter” foi substituída por “trabalhos de entrega”.

O emprego online é também uma das mais fortes tendências e está para durar mais algum tempo, é o caso do ensino online com a oferta das mais variedades de aulas particulares que vão desde explicações de matérias escolares até à prática do exercício físico.

Empresas a recrutar em tempos de pandemia

Critical TechWorks

A Critical Techworks tem várias oportunidades, no Porto, para a área tecnológica.

Novabase

A Novabase, empresa de serviços TI, tem também oportunidades em aberto, essencialmente, em Lisboa.

Emprego no retalho alimentar

Lidl, Pingo Doce, Continente, Minipreço, Auchan e Mercadona têm várias oportunidades de emprego ativas e em diferentes zonas do país.

Remote Europe

Não é uma empresa, o Remote Europe é um site que reúne ofertas de trabalho, em países europeus, totalmente remotas que poderá ser uma ajuda para quem procura oportunidades de emprego nestas condições.

Ainda que trabalhar remotamente não fosse totalmente novidade para alguns, a verdade é que a pandemia pela COVID-19 e as consequentes alterações no mercado de trabalho trouxeram à ordem do dia o conceito de teletrabalho.

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