Inês Pereira
Inês Pereira
22 Out, 2019 - 11:06
estágios curriculares

Tudo aquilo que deve saber sobre estágios curriculares

Inês Pereira

Fazem parte do plano de estudos de muitos cursos e são um primeiro contacto com o mundo laboral. Conheça os estágios curriculares.

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Que a vida de um universitário não é fácil já não é novidade. No entanto, atualmente nem todos os cursos superiores implicam apenas frequentar as aulas, fazer trabalhos e estudar para exames, o que, por si só, já é bastante.

De facto, muitos são aqueles que contemplam a realização de um estágio curricular no seu programa de estudos para obter o grau de licenciado.

Este tipo de estágios corresponde, para muitos, à primeira experiência no mercado de trabalho, pelo que é de grande importância. Embora não se afigure como um emprego, é bastante útil para a aquisição de novos conhecimentos e de experiência profissional.

No entanto, o estagiário deve encarar o processo com seriedade e responsabilidade, esforçando-se para uma avaliação positiva.

Está na altura de ficar a conhecer esta forma de enriquecer o currículo de A a Z. É importante relembrar que este estágio pode representar uma futura oportunidade de emprego, pelo que o esforço do estudante poderá ser reconhecido e recompensado.

ESTÁGIOS CURRICULARES: O QUE SÃO, PARA QUE SERVEM E COMO FUNCIONAM

jovens trabalhadores

Antes de mais, importa compreender o conceito de estágios curriculares. Tratam-se de uma breve experiência de integração no mercado de trabalho na área de estudos do aluno em causa, sendo organizados pelas próprias instituições de ensino. Fazem parte da avaliação final do curso.

Atualmente, poucos serão os cursos superiores cujo plano académico não inclui a realização de um estágio curricular para a sua conclusão com avaliação positiva. O objetivo é que o aluno consiga com esta experiência os créditos que adquiriria ao frequentar uma cadeira normal.

Não existe uma duração específica para este tipo de estágios. Posto isto, o período de trabalho depende sempre da instituição de ensino e daquilo que é exigido pelo plano curricular de cada curso.

Assim, a duração deste contacto com o mundo laboral pode determinar-se em meses, sendo que, neste caso, o mais comum é durar 3 meses, ou, por outro lado, existir um número mínimo de horas a cumprir e que deve ser respeitado.

Embora a grande maioria destas oportunidades não tenham qualquer tipo de remuneração, alguns casos prevêem o pagamento de uma quantia mensal. Estas ajudas de custos pretendem cobrir os gastos com transportes e alimentação.

No que se refere ao horário de trabalho podem também existir variações, uma vez que depende não só daquilo que está pré-definido pela universidade mas também pelo empregador. Assim, poderá tratar-se de um regime de part-time ou de full-time:

  • 4 horas por dia, que equivalem a 20 horas semanais;
  • 6 horas por dia, que equivalem a 30 horas semanais;
  • 8 horas por dia, que equivalem a 40 horas semanais – o horário mais comum;

Contudo, os horários e a existência ou não de remuneração não são os únicos detalhes que podem variar de estágio para estágio. Em alguns casos pode ser pedido ao aluno que faça um relatório da sua experiência no final do tempo de trabalho.

Este tipo de experiências traz vantagens que vão além da conclusão do curso. Além de enriquecer o currículo, o aluno estará a ganhar experiência profissional que pode ser bastante atrativa para futuros recrutadores, ao mesmo tempo que desenvolve a sua rede de contactos e a fortalece.

Como candidatar-se a um estágio curricular

Por estarem integrados num plano curricular e terem carácter obrigatório, os estágios curriculares dependem da própria instituição de ensino. Significa isto que, de uma forma geral, é a universidade que providencia uma lista das empresas com as quais celebrou protocolos de estágio.

Estes protocolos, aliás, são extremamente importantes para salvaguardar todas partes. É necessário que os envolvidos assinem um documento que descreve detalhadamente os pormenores do estágio.

No entanto, pode também dar-se o caso de a instituição de ensino ter previsto nos seus cursos que o aluno é o responsável por procurar o estágio e enviar a sua candidatura. Nestes casos pode até acontecer que não existam protocolos estabelecidos entre a faculdade e as empresas.

Os alunos terão então de meter mãos à obra e fazer eles próprios a pesquisa. Para isso poderão procurar ofertas de estágios curriculares em sites criados para o efeito, no Linkedin, nas redes sociais ou, se for possível, em alguma plataforma disponibilizada pela faculdade.

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Por fim, os processos de candidatura e aceitação do aluno variam de acordo com aquilo que está acordado entre as entidades envolvidas.

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