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Teresa Campos
Teresa Campos
20 Out, 2020 - 10:15

Será que existe cura para o estrabismo? Fique a saber

Teresa Campos

O estrabismo é um problema visual que pode e deve ser tratado, constituindo um diagnóstico precoce um fator importante para um melhor prognóstico.

jovem mulher com estrabismo

O estrabismo afeta aproximadamente 4% da população. Definido como um desalinhamento dos eixos visuais, ou seja, dos olhos, esta é uma condição da qual podem advir problemas para a visão, nomeadamente a redução da acuidade visual do indivíduo.

Por esta razão, sempre que há suspeita de estrabismo, é fundamental consultar um oftalmologista e seguir as suas recomendações. Tendo várias causas possíveis, este problema visual não pode ser prevenido, mas pode ser tratado, apresentando uma elevada taxa de sucesso. Saiba como!

Estrabismo: tudo o que precisa saber sobre esta condição visual

O que é?

O estrabismo carateriza-se por olhos desalinhados, em que um deles pode estar voltado para fora (exotropia) ou para dentro (esotropia), para cima (hipertropia) ou para baixo (hipotropia). Esta condição pode ser temporária ou permanente.

Na sua origem, podem estar problemas nos músculos que controlam o movimento dos olhos ou um distúrbio no cérebro,  os quais impedem um alinhamento ocular normal.

Algumas das consequências desta doença podem ser: o comprometimento da visão binocular, ou seja, da perceção da profundidade; a sensação de visão dupla (diplopia); a adoção de uma posição anómala da cabeça; a ambliopia (anomalia do desenvolvimento visual), entre outras.

Sintomas

O principal sintoma do estrabismo são mesmo os olhos desalinhados, seja numa posição divergente, seja numa posição convergente.

Este sinal pode manifestar-se logo à nascença ou surgir só mais tarde. Neste último caso, muitas vezes associado a um traumatismo, a uma lesão neurológica, a uma isquemia, a tumores, a doenças sistémicas ou ao hipertiroidismo, por exemplo.

criança com estrabismo

Causas

O estrabismo pode ter diferentes causas e, inclusive, surgir devido a outros problemas de saúde. A sua origem pode ser: congénita e hereditária ou fruto de uma doença, como lesão no nervo craniano; miopia; astigmatismo; hipermetropia; erro refrativo; hidrocefalia; infeções virais (sarampo); alterações neurológicas e motoras; prematuridade; trissomia 21; síndrome de Noonan; entre outras.

Diagnóstico

O estrabismo deve ser diagnosticado o mais cedo possível, de preferência antes dos 6 meses de vida. Para isso, deve ser feito um exame oftalmológico completo que inclua: historial médico e familiar do paciente; exame da acuidade visual; exame de refração; testes de alinhamento e de foco; exame para avaliação das estruturas oculares internas (após dilatação das pupilas).

criança com óculos
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Tratamento

O tratamento do estrabismo vai depender da sua origem; altura em que surgiu; e momento do diagnóstico. Em função destes três aspetos, pode ser recomendado um tratamento ótico; ortóptico; ou médico-cirúrgico.

Em algumas situações, é feita a oclusão do olho alinhado, de modo a “obrigar” o olho com estrabismo a corrigir a sua posição. Noutros casos, é necessária a cirurgia, uma intervenção com anestesia geral que pode demorar entre 30 a 50 minutos.

Conclusão

Tratar o estrabismo melhora não só a qualidade de visão da pessoa estrábica, como aumenta os seus níveis de auto-estima e de auto-confiança, já que este também é um problema estético que fere muitas vezes a imagem que o indivíduo tem de si próprio.

Assim, nunca é demais sublinhar a importância de um diagnóstico precoce e, nesse sentido, a relevância dos rastreios visuais feitos à nascença e ainda na primeira infância. Convém não esquecer que uma das causas possíveis do estrabismo são, precisamente, erros refrativos não diagnosticados ou não corrigidos.

Daí, ser fundamental cumprir com todas as recomendações do médico oftalmologista, quer elas passem pela oclusão do olho da criança, quer pelo uso permanente de óculos, por exemplo.

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