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Teresa Campos
Teresa Campos
02 Fev, 2021 - 15:42

Fadiga da pandemia: o que é e quais as suas consequências?

Teresa Campos

A fadiga da pandemia é um problema crescente, o qual pode pôr em causa a adesão a algumas medidas de contenção e controlo do novo coronavírus. Saiba porquê!

Mulher em casa em isolamento profilático

Nos últimos tempos, foram muitos os novos termos e expressões a entrarem no nosso léxico quotidiano. Confinamento, isolamento profilático ou quarentena são palavras e expressões que há um ano nunca ou raramente utilizávamos e que nem sabíamos bem o que significavam, mas que agora fazem parte do nosso dia a dia. Outra expressão que surgiu associada à vaga do novo coronavírus foi fadiga da pandemia.     

Um estudo da Organização Mundial da Saúde indica que 60% da população revela fadiga da pandemia. Mas, afinal, o que significa esta expressão? Quais as suas implicações na forma como todos nós encaramos a pandemia e, sobretudo, as suas medidas de contenção, como o confinamento? É isso que a Ordem dos Psicólogos nos vai ajudar a ficar a perceber.

Fadiga da pandemia: as explicações da Ordem dos Psicólogos

De acordo com a Ordem dos Psicólogos, a fadiga da pandemia refere-se a um “sentimento de sobrecarga, por nos mantermos constantemente vigilantes, e de cansaço, por obedecermos a restrições e alterações na nossa vida.”

Segundo os especialistas, é natural que, após meses de pandemia e sem haver um fim previsível, nos sintamos menos motivados para cumprir as orientações e os comportamentos de proteção e cansados e fartos desta situação.

Consequências

A fadiga da pandemia traduz-se em mais do que apenas um sentimento de sobrecarga, desmotivação ou cansaço. Ela pode ter consequências graves na nossa saúde, bem-estar e segurança, tais como:

  • diminuição da nossa percepção de risco relacionada com a COVID-19;
  • dificuldade em perspetivar o futuro e lidar com as alterações das orientações das autoridades de saúde;
  • dificuldade em lidar com a desinformação.
covid-19 casa isolamento

Problemas de Saúde Psicológica

Estima-se que 20% a 30% das pessoas sofram psicologicamente com os efeitos desta pandemia.

A fadiga e a crise pandémica e sócio-económica podem ter consequências no bem-estar psicológico e emocional, como é o caso da insegurança, do medo e da ansiedade, em relação ao presente e ao futuro.

Estes sentimentos podem conduzir ou agudizar problemas como a depressão, a ansiedade ou o stress.

Consequências do long covid
Veja também Long Covid: sequelas a longo prazo para quem esteve infetado

Como contrariar a fadiga da pandemia?

É importante que este cansaço, mais ou menos transversal, não nos impeça de redobrar esforços para combater este vírus; conter a sua propagação; e proteger-nos. Embora seja importante continuarmos a fazer atividades que aumentem o nosso bem-estar, é fundamental minimizar o risco em todas elas.

Medidas importantes a adotar

  • Manter-se comprometido, usando máscara, lavando as mãos e respeitando o distanciamento físico;
  • Repetir alguns comportamentos de segurança, como colocar a máscara ao sair de casa, de modo a que esta medida se torne num hábito;
  • Transportar sempre consigo itens essenciais, como desinfetante das mãos e máscaras;
  • Adaptar a vida à nova realidade imposta pelo novo coronavírus, ajustando comportamentos e rotinas.

Linhas de apoio

  • Linha de Apoio Psicológico do SNS24: 808 24 24 24 (selecionar a opção 4). O serviço está disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana;
  • Linha Conversa Amiga: 808 237 237 ou 210 027 159 (chamada paga). Das 15h às 22h;
  • Linha de Apoio Psicológico ARS Norte: 22 04 11 200 (de segunda a sexta, das 8h às 20h).
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