A data limite para validar faturas no portal e-Fatura está definida e todos os contribuintes têm até 25 de fevereiro de 2026 para as classificar e, assim, maximizar, os ganhos no reembolso do IRS.
É que as faturas relativas a um determinado ano fiscal têm de estar corretamente classificadas no portal e-Fatura até essa data. Depois disso, o sistema fecha. Literalmente.
A partir daí, a Autoridade Tributária considera apenas o que estiver validado e corretamente enquadrado.
O resto fica fora das contas do IRS. Sem exceções. Sem pedidos posteriores.
Porque é que validar faturas é tão importante?
Porque a validação é o que transforma uma simples despesa numa dedução à coleta. Saúde, educação, habitação, lares, restauração, oficinas, cabeleireiros, veterinários.
Mas só se serve se estiver tudo correto em termos fiscais, ou seja, comunicado pelo comerciante, associado ao seu NIF e devidamente validado.
Se uma fatura ficar “pendente” ou mal classificada, a dedução pode ir para a categoria errada (menos vantajosa), contar apenas como despesa geral, ou não contar de todo.
Em termos práticos validar faturas pode significar menos imposto a pagar ou mais reembolso a receber. Ignorar o processo costuma significar o oposto.
Como funciona o processo de validação?
O processo é simples e pode trazer ganhos importantes.
1. Aceder ao portal
Entre em www.portaldasfinancas.gov.pt e aceda ao e-Fatura com as suas credenciais. Também pode usar a app, embora o site seja mais claro para validações em massa.
2. Consultar faturas pendentes
No menu do e-Fatura, escolha a opção “Faturas” ou “Verificar faturas”.
O que vai surgir?
- faturas já classificadas automaticamente,
- faturas pendentes de validação,
- faturas com atividade económica não reconhecida.
3. Validar ou corrigir a categoria
Para cada fatura pendente, deve indicar a natureza da despesa.
- Saúde
- Educação
- Habitação
- Lares
- Restauração e alojamento
- Reparação de automóveis e motociclos
- Veterinária
- Despesas gerais familiares
Em alguns casos, pode escolher mais do que uma opção. Noutros, tem mesmo de decidir, sob pena de a fatura ficar num limbo fiscal pouco simpático.
4. Confirmar faturas com atividade indefinida
Quando o sistema não reconhece a atividade do emitente, pede intervenção manual. Aqui convém atenção extra, porque estas são precisamente as faturas que mais vezes ficam por validar… e que depois não contam.
5. Verificar o estado final
No fim, é importante confirmar se não há faturas pendentes, se os valores globais fazem sentido e se as despesas principais estão corretamente classificadas.
Só assim fica com a certeza de que o IRS vai refletir aquilo que realmente gastou.
Erros comuns (e evitáveis)
- “Depois faço isso.” Não vai fazer e o prazo passa.
- Assumir que o sistema classifica tudo bem. Não classifica.
- Ignorar faturas pequenas. Pequenas somadas dão valores grandes.
- Confundir validação de faturas com entrega do IRS. São coisas diferentes.
E tenha atenção ao seguinte: a data limite não se negocia. O sistema não pergunta se esteve ocupado. Até 25 de fevereiro, vale a pena perder meia hora. Depois disso, o custo é seu.