Covid-19
Especial Covid-19
Descomplicamos a informação sobre o novo Coronavírus
Miguel Pinto
Miguel Pinto
13 Jul, 2020 - 11:26

Frida Khalo morreu há 66 anos: venha conhecer a Casa Azul

Miguel Pinto

A pintora Frida Khalo morreu em 1954, mas deixou um legado artístico que perdura até hoje. Venha conhecer a casa onde viveu, numa visita virtual imperdível.

Retrato de Frida Khalo

Há precisamente 66 anos, a 13 de julho de 1954, morria na Cidade do México Magdalena Carmen Frida Khalo y Calderón. Passaria à história apenas como Frida Khalo, uma das mais espantosas pintoras do século XX, cuja vida atribulada, e infeliz, dava um filme. Aliás, deu um filme de má memória, protagonizado por Salma Hayek, mas isso são contas de outro rosário.

frida khalo: um vida de resiliência

Pintura de Frida Khalo

Figura feminina de uma força extraordinária, não obstante as suas dolorosas limitações físicas, Frida Khalo deixou um legado artístico profundamente marcado pela cultura popular mexicana, em especial o folclore, para além dos evidentes traços autobiográficos que a sua obra sempre deixou transparecer.

Frida Khalo fez parte do movimento artístico Mexicayotl, que pugnava pelo reavivar da cultura indígena mexicana, em especial os princípios dos Aztecas, junto da população.

Interessou-se também pela política, acabando por se aproximar do Partido Comunista Mexicano. Foi aí que conheceu o homem que haveria de marcar a sua vida, o também artista plástico Diego Rivera, dando início a uma relação turbulenta, que se iniciou com o casamento em 1929 e que, no meio de uma sem número de infidelidades, terminaria em divórcio uma década depois.

Mas ainda antes, a vida de Frida Kahlo ficou indubitavelmente marcada pelo acidente que sofreu em 1925 (com apenas 18 anos), quando o despiste do autocarro em que seguia a deixou com múltiplos ferimentos: fratura a zona pélvica, partiu a coluna em três sítios, a perna direita partiu-se em onze sítios, o pé direito foi esmagado e, entre outros problemas, um dos ombros foi deslocado.

Começava aí uma vida de sofrimento para a artista, sofrimento esse que haveria de ser uma presença constante, não só na sua obra, mas também nos fantasmas que assolaram a sua vida pessoal.

O mundo a seus pés

Não obstante as evidentes limitações de índole físico de que padecia, Frida Khalo não se resignou a um destino preso ao México que tanto amava. Viajou de forma intensiva, expôs em Nova Iorque e Paris (onde conheceu Pablo Picasso e Joan Miró) e tornou-ser a primeira artista mexicana a estar representada na coleção do Museu do Louve, com o quadro The Frame.

Frida Khalo começava, por direito e talento próprio, a sair da sombra do seu celebrado marido, na altura um dos nomes maiores das artes latino-americanas. Frida nunca se submeteu a Rivera, tão pouco abandonou os princípios fundadores da sua arte: uma ligação visceral às tradições seu povo, algo que acabou por se vislumbrar não só no que pintou, mas também na forma como se vestia e até na casa onde vivia.

A famosa Casa Azul

À data da sua morte, Frida Khalo vivia e trabalhava na agora famosa Casa Azul, um espaço que partilhava paredes meias com Diego Rivera, e que hoje é visitado anualmente por milhares de pessoas.

Como estamos em tempo de pandemia, e viajar até ao México ainda não é muito recomendável, foi criada uma espetacular visita virtual, onde é possível conhecer os jardins, as salas , os quartos, o estúdio e tudo o mais que testemunham a breve, mas intensa, passagem por este mundo de uma das mais marcantes figuras femininas do século XX.

Veja também