Ekonomista
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10 Out, 2026 - 16:00

Imago Lisboa 2026: quanto custa ver o festival de fotografia

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O Imago Lisboa 2026 leva a fotografia a 13 espaços da cidade. Saiba onde se paga bilhete, quanto custam as oficinas e como ver tudo a gastar muito pouco.

O Imago Lisboa 2026 já está a decorrer e espalha exposições de fotografia por 13 espaços da capital, entre galerias, museus e pavilhões. A 8.ª edição arrancou a 24 de setembro e a programação estende-se até 5 de dezembro, com uma exposição no Museu do Chiado que fica até fevereiro de 2027.

O tema deste ano, “Repensar a fotografia: ecologias da imagem”, põe em discussão o impacto das novas tecnologias na fotografia artística, da manipulação digital às imagens geradas por inteligência artificial. São quase 30 autores, de nomes consagrados como o espanhol Joan Fontcuberta a fotógrafos portugueses emergentes.

O que é o Imago Lisboa e o que traz em 2026

O Imago Lisboa é um festival internacional de fotografia contemporânea criado em 2019 por Rui Prata, que é também o diretor artístico. Integra a rede europeia EMOP (European Month of Photography) e junta exposições, conversas e oficinas em vários pontos da cidade, com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa.

Além de Rui Prata, assinam curadorias Elina Heikka, antiga diretora do Museu Finlandês de Fotografia, e Paul di Felice, presidente da rede EMOP.

A novidade é a parceria com o projeto Groundswell, apoiado pelo programa Europa Criativa e dedicado às boas práticas de sustentabilidade. Já agora: o catalão Joan Fontcuberta, que expõe Wunderkammer, venceu o Prémio Internacional Hasselblad em 2013. Mas antes de escolher, convém saber onde fica cada exposição e até quando.

Onde estão as exposições e quanto custa entrar

As datas variam bastante: há exposições que fecham a 29 de outubro e outras que ficam até 2027.

EspaçoExposiçãoDatasEntrada
Instituto CervantesUmbral Mineral (Antonio Guerra)24 set. a 6 nov.Sem preço indicado
Leica Store LisboaNew Lisbon (Gonçalo Fonseca)3 out. a 7 nov.Sem preço indicado
Museu da Água (Barbadinhos)Wunderkammer (Joan Fontcuberta)10 out. a 15 nov.4 €
Mitra – Pavilhões D e ISeis projetos, seis autores10 out. a 15 nov.Sem preço indicado
Galeria Santa Maria MaiorNew Cartographies (coletiva)14 out. a 7 nov.Sem preço indicado
Sá da CostaOpen Your Eyes (João Mota da Costa)15 a 29 out.Sem preço indicado
AcervoMask Open (José Luís Neto)15 out. a 14 nov.Sem preço indicado
Galeria Arte GraçaRenascence (Rocío Bueno)16 out. a 14 nov.Sem preço indicado
Galeria Imago e Imago GarageSeis autores, incluindo o projeto Groundswell16 out. a 14 nov.Sem preço indicado
Museu do Chiado (MNAC)Entre a Pele e o Documento (Délio Jasse)22 out. a 7 fev. 202710 €
Espaço D’AlteCarpe Diem, Houdini Is Not Dead (Miguel Rodrigues)24, 25, 30 e 31 out.Sem preço indicado
Sociedade Nacional de Belas ArtesThe Pencil of Nature (coletiva)5 nov. a 5 dez.Sem preço indicado

Os dois museus onde se paga bilhete

A exposição de Fontcuberta está na Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos, do Museu da Água. Segundo o preçário da EPAL, a visita livre custa 4 euros, com 50% de desconto para estudantes e seniores. Até aos 17 anos não se paga.

E há um pormenor útil: a entrada é gratuita no primeiro domingo de cada mês, o próximo é 1 de novembro. O dossier não esclarece se a exposição tem condições de acesso próprias, por isso convém confirmar.

No Museu do Chiado, o bilhete normal custa 10 euros, segundo o site do MNAC. Quem tem entre 13 e 24 anos ou 65 ou mais paga metade; até aos 12 anos a entrada é livre. Os residentes em Portugal entram sem pagar 52 dias por ano, em qualquer dia da semana, mostrando o Cartão de Cidadão.

Galerias e espaços independentes

Nos restantes espaços, o dossier de imprensa não indica preço de entrada. Os horários, esses, são curtos: a Galeria Imago e a Imago Garage só abrem de quarta a sábado, das 14h30 às 18h30, e a Mitra de quinta a domingo.

Confirme o horário de cada espaço antes de sair de casa, o Espaço D’Alte, por exemplo, só abre em quatro datas, das 15h00 às 19h00 (ou por marcação durante a semana). Para mais planos sem custos, veja os museus que pode visitar gratuitamente em Lisboa.

Oficinas, conversas e visitas guiadas: o que se paga

As oficinas são a única atividade do festival com preço fixo: 30 euros cada, com três horas de duração e entre 4 e 12 participantes. Decorrem na Galeria Imago e são organizadas pela Associação Quatro Por Cinco.

A 24 de outubro há duas sessões pensadas para quem fotografa com o telemóvel: “Olhar, Luz e Intuição”, das 10h00 às 13h00, e “Edição Criativa”, das 14h00 às 17h00, ambas com Francisco Feio. Fazer as duas custa 30 + 30 = 60 euros, ou seja, 10 euros por hora de formação. Quem quiser praticar antes pode começar por dicas para tirar fotos perfeitas com o smartphone.

A 31 de outubro há ainda uma oficina de práticas experimentais com Carla Fragata, cujo preço o dossier não indica. Inscreva-se cedo pelo e-mail [email protected]: com 12 lugares por sessão, não convém deixar para a última hora.

Há ainda conversas, sempre às 17h00: a 11 de outubro, uma mesa redonda sobre fotografia documental na Mitra; a 17 e a 31 de outubro, na Galeria Imago. O dossier não indica custos para estas sessões.

As visitas guiadas estão marcadas para 25 de outubro (Mitra) e 21 de novembro (Sociedade Nacional de Belas Artes), às 15h00, com inscrição por [email protected].

Como ver o festival e gastar menos

Juntar exposições por zona poupa deslocações. No Chiado, a Sá da Costa, o Acervo e o Museu do Chiado ficam todos na Rua Serpa Pinto. Entre 22 e 29 de outubro, as três exposições estão abertas ao mesmo tempo, dá para ver tudo numa tarde, de terça a sábado.

Na zona oriental, o sábado é o melhor dia: entre 16 de outubro e 14 de novembro, o Museu da Água, a Arte Graça, a Galeria Imago, a Imago Garage e a Mitra abrem todos à tarde. Para completar o fim de semana, há mais ideias no guia sobre o que fazer no fim de semana.

Agora, as contas. Um adulto residente paga 4 euros no Museu da Água e 0 euros no Museu do Chiado, se usar um dos 52 dias gratuitos: total de 4 euros. Sem esse regime, o valor sobe para 4 + 10 = 14 euros.

Um estudante de 20 anos paga 2 + 5 = 7 euros. Indo ao Museu da Água a 1 de novembro, fica-se pelos 5 euros.

Quanto custa, afinal, ver o Imago Lisboa 2026

Na prática: 13 espaços, quase 30 autores e apenas dois bilhetes com preço indicado, que somam 14 euros por adulto. Com o Cartão de Cidadão e o primeiro domingo de novembro, a conta pode ficar a zero.

Quem quiser passar de visitante a participante soma 30 euros por oficina. Mas a primeira data a marcar é outra: a Sá da Costa fecha já a 29 de outubro.

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Fontes

EPAL – Empresa Portuguesa das Águas Livres. (2024). Preçário – Museu da Água. https://www.epal.pt/EPAL/menu/museu-da-%C3%A1gua/informa%C3%A7%C3%B5es-%C3%BAteis/pre%C3%A7%C3%A1rio

Executive Digest. (2026, outubro 8). Governo compromete-se com Comissão Europeia a rever gratuitidade dos museus em 2027. https://executivedigest.sapo.pt/governo-compromete-se-com-comissao-europeia-a-rever-gratuitidade-dos-museus-em-2027/

Imago Lisboa. (2026). Repensar a fotografia: Ecologias da imagem – 8.ª edição: Dossier de imprensa [Comunicado de imprensa].

Museu Nacional de Arte Contemporânea. (2026). Horários e ingresso. https://museuartecontemporanea.gov.pt/pt/informacao/horarios-e-ingresso

Museus e Monumentos de Portugal. (2026). Bilhetes. https://www.museusemonumentos.pt/pt/pagina/bilhetes

Turismo de Lisboa. (2026). Festival Imago Lisboa. Visit Lisboa. https://www.visitlisboa.com/pt-pt/eventos/festival-imago-lisboa