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Um guia para tempos complicados
Sofia Ramos
Sofia Ramos
25 Jul, 2018 - 11:35

8 lagos de Itália para visitar neste verão

Sofia Ramos

Seguir um roteiro pelos lagos de Itália é uma forma original de conhecer este país. Descubra paisagens de sonho, protagonizadas por lagos incríveis.

8 lagos de Itália para visitar neste verão

Muitos filmes e romances situam a sua ação em lagos de Itália, nomeadamente naqueles que ficam no norte do país. Não é de admirar: são cenários inspiradores, românticos e selvagens, sempre de uma beleza inegável. Se procura destinos para férias ou para a próxima escapadinha, mas quer fugir às escolhas clássicas de praias ou cidades, conheça a nossa seleção dos mais bonitos lagos italianos.

Lagos de Itália: 8 lugares inspiradores para visitar sem demora

1. Garda

garda

É o maior dos lagos de Itália, estendendo-se por 370 quilómetros quadrados. Fica no norte e para além de contar com cinco ilhas, banha também bonitas e pitorescas localidades de três províncias diferentes: Bréscia, Verona e Trento. Não faltam locais com vistas inesquecíveis e imensas opções para quem gosta de atividades na água.

De entre as cidades e vilas mais fotogénicas nas margens do Garda, estão Riva del Garda, Limone sur Garda ou Malcesine, onde aconselhamos a fazer a viagem de teleférico até ao Monte Baldo. Em Sirmione, visite o surpreendente Castelo Scaligero, do século XIII. Já em Gardone Riviera, a cidadela Vittoriale degli Italiani, o projeto magalómano do escritor Gabriele d’Anunzzio, é de visita obrigatória.

2. Maggiore

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Apesar do nome enganador, este é o segundo maior dos lagos de Itália, outrora destino de férias da realeza europeia. Fica igualmente no norte e parte das suas margens pertencem à Suíça. É um destino para férias tranquilas em perfeito contacto com a natureza, ideal para fazer caminhadas ou passeios de bicicleta por trilhos de montanha. As Ilhas Borromeu, do lado alpino do lago, são uma das suas principais atrações. Na Isola Bella, deixe-se encantar pelo estilo barroco dos jardins e do palácio, um lugar absolutamente inesquecível. Visite também a Isola Madre e ainda a Rocca D’Angera – uma fortificação da Idade Média.

No Lago Maggiore, há ainda uma série de vilas encantadoras a explorar e onde pode ficar alojado, como Arona (a mais próxima de Milão), Stresa, Palanza, Cannero ou Cannobio. Atenção: no inverno, muitas das atrações e dos restaurantes fecham: o ideal é mesmo visitar a região no verão.

3. Como

como

É o mais famoso dos lagos de Itália. A sua proximidade a Milão é um dos fatores da sua popularidade, ainda que a sua beleza, para a qual contribuem as mansões luxuosas construídas nas suas margens, seja o seu maior trunfo. Terceiro maior de Itália, é um dos mais profundos da Europa, com cerca de 400 metros. É algures entre as suas localidades mais charmosas – Bellagio, Tremezzo, Varenna, Menaggio ou Como – que mais chances terá de se cruzar com as muitas celebridades que aqui têm casa ou passam férias, a começar por George Clooney.

Fazer um passeio de barco pelo lago é imperdível. Em Tremezzo, visite a luxuriante Villa Carlota, de 1843, prenda de casamento para Carlota da Prússia. Se na cidadezinha de Como apanhar o funicular até Brunate, poderá usufruir de outra panorâmica fabulosa do lago. Há várias maneiras de aqui chegar a partir de Milão. De carro ou de comboio são as formas mais comuns, sem esquecer as visitas organizadas de autocarro. Há barcos que unem as diferentes localidades, incluindo ferryboats com transporte de automóveis. O ideal é ficar uns dias num hotel junto ao lago e daí partir à descoberta dos recantos mais românticos.

4. Orta

orta

Fica a oeste do Lago Maggiore e foi em tempos batizado de Lago di San Giulio. Este santo é figura omnipresente da zona, sendo o santo padroeiro da Isola di San Giulio, a principal ilha do lago, ainda que de reduzidas dimensões, e da Orta di San Giulio, uma cidadezinha castiça à beira da água. O Lago de Orta é considerado um dos segredos dos milaneses, por ainda oferecer momentos de grande tranquilidade, sem multidões de turistas. Apresenta uma atmosfera intimista e algo misteriosa que nos agarra de imediato e nos convida a conhecer os seus traços únicos.

Foram muitos os escritores que se sentiram enamorados e inspirados por este lugar, tendo passado algumas temporadas em Orta di San Giulio, entre eles Lord Byron, Friedrich Nietzsche e Balzac. A pequena cidade desenvolve-se em colinas até ao lago e está repleta de detalhes históricos curiosos. Ir de barco até à Isola di San Giulio será um dos programas memoráveis da sua visita.

5. Iseo

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Situado a 85 quilómetros de Milão, a paisagem do Lago Iseo é marcada pelo proeminente monte flutuante no seu centro: o Monte Isola, que acolhe uma pequena vila com cerca de 1800 habitantes. Uma das nossas sugestões é que apanhe o barco para ir à ilha almoçar e apreciar a paisagem.

É nos arredores do Lago Iseo que está a região vinhateira de Franciacorta, podendo associar à sua viagem visitas aos produtores e provas de vinhos. Outra paragem interessante é em Pieve di Sant’Andrea, para conhecer a igreja medieval de finais do século XI. Outros pontos a incluir no seu roteiro são Pisogne, a norte, onde o contraste entre os montes verdejantes e o casario antigo oferece uma visão onírica. Na zona Sul do lago fica Sarnico, cuja ponte centenária liga a província de Bérgamo à província de Bréscia, através de Paratico.

6. Bracciano

bracciano

Em tempos chamado de Sabatino, o Lago Bracciano fica a cerca de 50 km de Roma. As três localidades principais em redor deste que é o 8º maior lago de Itália são Bracciano, Trevignano Romano e Anguillara Sabazia. Em todas elas há motivos de interesse, desde logo os seus centros históricos. Lembra-se do mediático casamento de Tom Cruise com Katie Holmes? Sabia que este teve lugar no Castello Orsini-Odescalchi, em Bracciano? Uma vez aqui, visite o museu e depois suba até ao miradouro de Belvedere, para obter uma magnífica panorâmica do lago, com uma paragem na Igreja di Santo Stefano.

Em Trevignano Romano, faça uma caminhada pelo Lungolago (marginal do lago), podendo parar em alguns pontos para tomar banhos de sol e molhar os pés. Se gostar de história, a cidade tem um museu sobre a civilização Etrusca, que aqui marcou presença em tempos idos. Em Anguillara, prove as enguias apanhadas localmente – anguillas, daí o nome da localidade – e aprecie o edificado medieval, bem como algumas construções do séculos XV e XVI.

7. Varese

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De origem glaciar, à semelhança de outros nesta região, tem o mesmo nome de uma das cidades que banha: Varese, a poucos quilómetros da fronteira com a Suíça. Outro dos lagos de Itália em que os Alpes estão ali ao lado, oferecendo inesquecíveis paisagens. A profundidade ideal do Lago Varese, entre os 11 e os 23 metros, bem como as suas águas tranquilas, faz com que seja muito utilizado para desportos náuticos, tendo sido palco de inúmeras competições de canoagem e regatas. Esta é uma área também muito procurada por quem gosta de pedalar, seja do ponto de vista competitivo ou de lazer.

O Parque Natural Campo dei Fiori vai desembocar ao lago e permite realizar diversas atividades, nomeadamente caminhadas por trilhos acompanhadas de guias locais. Em Varese, não deixe de visitar a Villa Panza, com bonitos jardins e vistas maravilhosas sobre os Alpes; o Palazzo Estense, do século XVIII; e ainda a Città Vecchia: o centro histórico, onde se destaca a Basilica di San Vittore.

8. Trasimeno

trasimeo

Terminamos esta seleção de lagos de Itália, na província de Perúgia (terra dos famosos bombons Baci), na região da Úmbria. É aqui que fica o Lago Trasimeno, o quarto maior do país. A área envolvente tem-se conservado ao longo do tempo, com pequenas vilas e cidades à sua volta, onde a agricultura continua a ser uma atividade importante. A biodiversidade é notória: não é difícil avistar patos e corvos-marinhos entre os juncos e os lírios. Vinhas, campos de girassóis e olivais também fazem parte do rico ecossistema em redor do Lago Trasimeno.

Se vier para estes lados, visite Castiglione del Lago e o seu Palazzo Ducal, e passe também por Città della Pieve, com as suas ruelas medievais. Por fim, não deixe de conhecer a principal ilha do lago: a Isola Maggiore, um popular destino turístico da zona e com vários pontos históricos curiosos. Um exemplo? A pequena capela de São Miguel Arcanjo no topo da colina, do século XII.

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