Cláudia Pereira
Cláudia Pereira
04 Mai, 2026 - 14:00

As 7 melhores ciclovias para pedalar no Porto em 2026

Cláudia Pereira

Descubra as melhores ciclovias do Porto: desde a marginal da Foz ao Parque Oriental, conheça os percursos ideais para pedalar na Invicta com segurança e paisagens deslumbrantes.

5 excelentes ciclovias para pedalar na cidade do Porto

A bicicleta já não é apenas um meio de lazer no Porto. Cada vez mais portuenses escolhem as duas rodas para as deslocações diárias, e a cidade tem vindo a responder com uma rede de ciclovias que oferece percursos interessantes tanto para quem pedala por diversão como para quem quer uma alternativa sustentável ao carro.

Ciclovias na Cidade do Porto

Em 2020, a cidade tinha apenas 19 quilómetros de vias cicláveis. O Porto tem hoje cerca de 35 quilómetros de ciclovias, distribuídas entre a zona ocidental (junto ao mar), a zona oriental (Parque Oriental) e a zona universitária da Asprela.

Para 2026, há novidades no horizonte. Começou em outubro de 2025 a construção da ciclovia que vai ligar a Asprela à zona de Campanhã, com cerca de 3,5 quilómetros, numa obra que deve estar concluída ainda este ano. Por outro lado, o projeto de ligar a Trindade a São Mamede de Infesta, em Matosinhos, com 8 quilómetros, recebeu novo financiamento em agosto de 2025 e deve avançar em breve.

Mas vamos ao que já existe e pode ser pedalado hoje. Estas são as sete ciclovias que vale a pena conhecer na Invicta.

1.

Ciclovia da Foz

A ciclovia da Foz das mais emblemáticas e das mais procuradas, especialmente aos fins de semana. Com quase 5 quilómetros de extensão, começa no Parque da Cidade e acompanha a marginal atlântica até à foz da Ribeira da Granja, onde o rio Douro desagua no mar.

O percurso é praticamente plano, o que o torna acessível a ciclistas de todos os níveis, incluindo famílias com crianças. Pelo caminho, passa-se pelo Castelo do Queijo, pela Estação de Zoologia Marítima, pelo Homem do Leme, pelo Molhe de Carreiros e pela Cantareira, com vistas constantes sobre o oceano e o Douro.

No Jardim do Cálem, esta ciclovia cruza-se com a Ciclovia da Granja, criando uma rede que permite combinar percursos. É um trajeto ideal para quem gosta de pedalar com o mar por companhia e aproveitar para fazer uma pausa numa das esplanadas junto à praia.

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2.

Ciclovia da Granja

Para quem prefere um pouco mais de natureza e menos gente, a Ciclovia da Granja é uma excelente escolha. Começa na entrada nascente do Parque da Cidade e termina junto ao rio Douro, na foz da Ribeira da Granja, num percurso de cerca de 4,5 quilómetros.

Atravessa as avenidas da Boavista e Marechal Gomes da Costa, passa por Serralves e entra no Parque da Pasteleira, onde se encontram 7 hectares de paisagem natural com pinheiros bravos e sobreiros. É um percurso que alia o urbano ao verde, terminando no Jardim do Fluvial antes de se juntar à Ciclovia da Foz.

Esta ciclovia é especialmente apreciada por quem procura um passeio mais calmo, longe do movimento da zona costeira, mas sem perder a proximidade ao rio.

3.

Ciclovia do Parque da Cidade

O Parque da Cidade é o maior parque urbano de Portugal, com mais de 83 hectares de área verde. Dentro do parque existem cerca de 10 quilómetros de caminhos que podem ser percorridos de bicicleta, embora sejam partilhados com peões.

Não se trata de uma ciclovia exclusiva, mas de uma rede de percursos sinalizados que permitem explorar o parque de ponta a ponta, com várias zonas de descanso e miradouros naturais pelo caminho. É um dos locais preferidos dos portuenses para pedalar em família ou fazer exercício ao ar livre, especialmente durante a semana, quando há menos movimento.

Na entrada da ala marítima do parque inicia-se a Ciclovia da Foz, e na entrada nascente começa a Ciclovia da Granja, o que torna este espaço num ponto de encontro natural entre as diferentes vias cicláveis da cidade.

4.

Ciclovia do Viaduto da Prelada

Com pouco mais de 1,2 quilómetros, esta ciclovia pode parecer pequena, mas tem um papel importante na mobilidade urbana. Liga a Rua de Teodoro de Sousa Maldonado à Estrada Interior da Circunvalação, passando pelo viaduto sobre a VCI.

É uma ligação prática entre a periferia e o centro da cidade, utilizada sobretudo por quem se desloca de bicicleta entre zonas residenciais e locais de trabalho ou estudo. Não tem grande interesse paisagístico, mas cumpre uma função essencial numa rede que ainda está longe de ser totalmente integrada.

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5.

Ciclovia da Avenida da Boavista

Esta é uma das ciclovias mais recentes e uma das poucas totalmente segregadas do trânsito automóvel. Com cerca de 1,7 quilómetros, liga o Castelo do Queijo ao Parque da Cidade, acompanhando o novo espaço central da avenida.

É um percurso retilíneo e fácil, ideal para deslocações rápidas entre a zona da Foz e o Parque da Cidade. Pelo caminho, pode apreciar-se a arquitetura da Boavista e, ao fundo, a vista para o mar e as praias de Matosinhos e do Porto.

No Castelo do Queijo liga-se à Ciclovia da Foz, e na outra extremidade junta-se às vias do Parque da Cidade e à Ciclovia da Granja, formando uma das zonas com melhor conectividade ciclável da cidade.

6.

Ciclovia do Parque Oriental

Na zona oriental da cidade, junto ao rio Tinto, encontra-se o Parque Oriental, o segundo maior parque do Porto. Aqui existe uma ciclovia partilhada com peões que se desenvolve de forma linear desde o Freixo até Pego Negro, com cerca de 5 quilómetros de extensão total.

O percurso é diferente de tudo o que existe na zona ocidental. Aqui, a paisagem é mais rural, com campos, zonas verdes densas e uma vegetação característica de pinheiros bravos, sobreiros e carvalhos alvarinhos. É um espaço tranquilo, menos concorrido do que os parques da zona da Foz, ideal para quem procura um passeio em contacto com a natureza sem sair da cidade.

A ciclovia acompanha as margens do rio Tinto, que foi alvo de um projeto de despoluição e recuperação ambiental. O parque foi projetado pelo arquiteto paisagista Sidónio Pardal, o mesmo responsável pelo Parque da Cidade, e destaca-se pela promoção da biodiversidade, com práticas de manutenção que atraem insetos polinizadores como abelhas e borboletas.

7.

Ciclovia dos Polos Universitários

Esta é uma das ciclovias mais recentes da cidade, criada durante a pandemia para ligar os principais polos universitários. Com cerca de 8 quilómetros de extensão, liga a Faculdade de Ciências, em Paranhos, à zona do Campo Alegre, passando pela Asprela.

O percurso atravessa várias artérias urbanas, com troços em ciclovia segregada e outros em vias partilhadas ou zonas de velocidade reduzida. Foi pensada sobretudo para estudantes e trabalhadores que se deslocam diariamente entre os campus universitários, mas pode ser utilizada por qualquer ciclista que queira atravessar a cidade de norte a sul.

Esta ciclovia ainda não está totalmente integrada com o resto da rede, mas as obras que estão em curso para ligar a Asprela a Campanhã e, mais tarde, a Trindade a São Mamede de Infesta, vão permitir criar uma verdadeira rede contínua que une a zona universitária ao centro da cidade e a Matosinhos.

O que falta ao Porto

Apesar dos avanços, a rede de ciclovias do Porto ainda está longe de ser integrada. Existem três eixos principais que, por enquanto, funcionam de forma isolada: a zona ocidental (com as ciclovias da Foz, Granja, Boavista e Parque da Cidade), a zona oriental (Parque Oriental) e a zona universitária (Asprela e ligação aos polos).

As obras que estão em curso podem ajudar a corrigir este problema. A ligação entre a Asprela e Campanhã, prevista para ficar pronta em 2026, será um passo importante para ligar a zona universitária ao centro da cidade. Já a ciclovia entre a Trindade e São Mamede de Infesta, que deve unir o Porto a Matosinhos, será essencial para criar uma verdadeira rede intermunicipal.

O centro histórico continua praticamente sem infraestrutura ciclável, algo difícil de resolver devido à topografia acidentada e às ruas estreitas. Mas há margem para melhorar a conectividade entre os diferentes eixos e criar pontos de aparcamento seguro para bicicletas, algo que ainda é escasso.

Até lá, quem quiser pedalar no Porto tem à disposição cerca de 35 quilómetros de vias cicláveis, distribuídas entre a marginal atlântica, os parques verdes e alguns troços urbanos. Não é uma rede completa, mas permite percursos agradáveis e seguros em várias zonas da cidade. E para quem gosta de pedalar, vale bem a pena explorar.

Fontes

Câmara Municipal do Porto. (2020, novembro 10). Ciclovia entre o Campo Alegre e a Asprela concluída na próxima segunda-feira. https://www.porto.pt/pt/noticia/ciclovia-entre-o-campo-alegre-e-a-asprela-concluida-na-proxima-segunda-feira

Câmara Municipal do Porto. (2025). Ciclovias do Porto. https://www.cm-porto.pt

Câmara Municipal do Porto. (2025). Parque Oriental. https://ambiente.cm-porto.pt/parques-e-jardins/parque-da-cidade-oriental

Câmara Municipal de Matosinhos. (2024). Ciclovias e ecovias de Matosinhos. https://www.ciclovia.pt/ciclovias/norte/porto/matosinhos/ciclovias-e-ecovias-de-matosinhos.php

EDP. (2024). Mobilidade suave: Ciclovias em Portugal. https://www.edp.pt/particulares/content-hub/ciclovias-em-portugal-mobilidade-de-norte-a-sul/

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