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Inês Silva
Inês Silva
23 Jul, 2020 - 11:20

Mercado de trabalho depois da pandemia: conheça as principais mudanças

Inês Silva

A COVID-19 trouxe várias alterações ao mundo laboral, mas que mudanças estão para ficar no mercado de trabalho depois da pandemia?

mulher em teletrabalho como reflexo do mercado de trabalho depois da pandemia

O novo coronavírus alterou métodos e rotinas laborais. Equipas fisicamente distantes que continuaram a trabalhar em conjunto e em teletrabalho, foi, entre outros, um dos maiores desafios para profissionais e empresas. Quer saber que mudanças se podem prever para o mercado de trabalho depois da pandemia? Continue a ler.

Com a pandemia, profissionais e empresas assistiram a várias alterações no mercado de trabalho. Além do desemprego e migração para novas áreas profissionais, as empresas tiveram que lidar com o confinamento de centenas de trabalhadores e rapidamente adaptar-se a novas formas de trabalho e recrutamento.

Muitas empresas tiveram que acelerar o processo de digitalização e os trabalhadores tiveram que acelerar novas aprendizagens para garantir condições de operabilidade entre profissionais. Ainda que já existissem empresas que permitiam a flexibilidade em relação ao trabalho a partir de casa, o receio de outras empresas em relação a este regime foi ultrapassado com a obrigatoriedade do confinamento e distância social.

Não é difícil concluir que o mundo laboral vai mudar significativamente, algumas das mudanças em termos de procedimentos e trabalho em equipa são positivas e podem estar para ficar no mercado de trabalho depois da pandemia. Saiba quais as principais mudanças previstas.

5 possíveis mudanças no mercado de trabalho depois da pandemia

pessoa em reunião por vídeoconferência

Mais confiança

A confiança entre os empregadores e trabalhadores reflete-se, desde sempre, na produtividade e cooperação entre elementos de uma equipa. A COVID-19 e o consequente teletrabalho foi a prova de fogo desta confiança corporativa.

Monitorizar e rastrear os trabalhadores demonstra desconfiança e incentiva a deslealdade. As empresas que continuem a permitir a flexibilidade e mantenham a confiança nos seus profissionais e no resultado do seu trabalho, vão ter benefícios como o maior envolvimento dos trabalhadores, inovação e produtividade.

Flexibilidade e digitalização do trabalho

A pandemia veio acelerar o processo de transformação digital que ainda estava bastante preso às formas de trabalhar mais tradicionais. O conceito de home office, o trabalho colaborativo na vertente digital e as videoconferências, que antes eram vistas com algum ceticismo por alguns líderes, converteram-se na única opção possível e vieram demonstrar o valor do trabalho remoto e não há como voltar atrás.

Mais empatia

Esta crise afetou o mundo inteiro, mentalmente e emocionalmente. Uniu profissionais pelas preocupações comuns, tornando-os mais compreensivos.

Com as vidas pessoais e profissionais alteradas, as pessoas foram-se conhecendo e falando mais sobre o lar e família.

Uma videoconferência interrompida pelo choro do bebé, pelo ladrar do cão ou o miar do gato, em tempo de pandemia, causa sorrisos por se tratar de apenas mais um efeito colateral do novo normal. Continuará esta “humanidade” no mercado de trabalho depois da pandemia?

Existem benefícios em manter essa prática de empatia pois esta atitude pode melhorar a retenção de colaboradores e até mesmo levar ao sucesso empresarial. Mas tem que vir do topo para se disseminar por toda a empresa.

É preciso que as chefias pratiquem uma liderança empática e levem em consideração os sentimentos e as opiniões dos outros antes de agir ou tomar decisões. Esta atitude fortalece relações e promove a lealdade.

Determinados perfis profissionais valorizados

São várias profissões que vão sair reforçadas no mercado de trabalho depois da pandemia. É o caso dos enfermeiros e dos trabalhadores dos supermercados, por exemplo.

Aprendizagem contínua

Mudanças sustentadas requerem aprendizagem e reflexão contínuas. Isto é válido para indivíduos, empresas e até países. Sem estas, perdemos o contacto com o que aprendemos e o motivo porque é importante.

Curiosamente, a aprendizagem tornou-se numa prioridade durante a COVID-19, os trabalhadores demonstraram grande interesse em usar esta experiência isolada como uma oportunidade de crescimento e desenvolvimento pessoal. Este é um hábito a manter.

À medida que as lacunas das competências se ampliam entre setores, os esforços para qualificação devem ocorrer. As empresas vão ter que continuar a oferecer oportunidades de aprendizagem fáceis, eficazes e que podem ser integradas nos fluxos de trabalho diário dos colaboradores.

Mudanças definitivas?

É difícil prever com toda a certeza o que irá acontecer no pós-COVID, mas já se notam algumas mudanças que estão para ficar. Algumas, para se manterem, vão depender de nós enquanto sociedade e profissionais, outras das empresas e empregadores. E se as empresas forem tão confiantes e empáticas com seus trabalhadores como eram durante a pandemia?

Usando o que se aprendeu com esta experiência de viver e trabalhar sob a ameaça da COVID-19, as empresas podem realmente fazer durar as mudanças positivas no mercado de trabalho depois da pandemia. Mas será que o vão fazer?

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