Marta Maia
Marta Maia
01 Ago, 2019 - 05:21
8 mitos sobre enriquecer depressa que estão a enganá-lo

8 mitos sobre enriquecer depressa que estão a enganá-lo

Marta Maia

Todos os dias a internet lhe vende mitos sobre enriquecer depressa que podem estar a prejudicá-lo. Conheça-os e proteja-se.

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Quem não gostava de ficar rico em apenas alguns meses e passar o resto da vida a viver dos rendimentos? As estratégias para enriquecer são das mais procuradas online, mas, com elas, a internet também vende muitos mitos sobre enriquecer depressa que podem até estar a impedi-lo de tomar boas decisões. Saiba quais são.

Mitos sobre enriquecer depressa

mitos sobre enriquecer depressa

1. Compre casa o mais cedo possível

O investimento em imobiliário é o mais aclamado por sites da especialidade e, em todo o lado, os conselheiros mais ou menos qualificados lhe dizem que comprar casa é das melhores decisões que pode tomar. O que não lhe dizem é que, dependendo do contexto, este pode ser um dos mitos sobre enriquecer depressa que afeta a sua vida a longo prazo (no mau sentido).

Em função dos seus rendimentos e do impacto que um crédito habitação tenha nas suas finanças, comprar uma casa pode, ou não, ser uma boa forma de aplicar dinheiro. Por ser um investimento de longo prazo, uma casa própria pode, contudo, desincentivar a perseguir um emprego noutra cidade ou impedir que aplique dinheiro noutras coisas porque tem de assegurar o pagamento do empréstimo.

Além disso, é preciso não esquecer que ter casa própria significa pagar pela sua manutenção, pelo IMI, pelo condomínio… Despesas adicionais para as quais terá de estar preparado para suportar. Já para não falarmos da evolução das taxas de juro que podem interferir com a capacidade de cumprir o pagamento do crédito habitação.

2. Invista tudo

Este é um dos maiores mitos sobre enriquecer depressa: investir tudo, já, arriscar…

Tenha calma. Os investimentos de risco elevado podem render mais, mas também podem fazer com que perca dinheiro. Investir é bom, mas com cabeça: nunca invista tudo o que tem, antes opte por investir o que não lhe faz falta.

Assegure o suficiente para uma vida confortável, e depois divida o resto em duas partes: uma para investimentos seguros e outra para investimentos altamente rentáveis. Já diz o ditado que quem tudo quer tudo perde. Não se precipite.

3. Poupe tudo

No seguimento dos ditados, nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Se investir as poupanças todas na bolsa não é uma ideia brilhante, privar-se de tudo para guardar o dinheiro no banco também não é uma boa opção.

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Dinheiro poupado é dinheiro parado, a menos que o aplique e o faça crescer. Faça por viver bem: goze uma parte do dinheiro, poupe outra e invista o restante. De nada lhe vale chegar rico aos 80 anos se até lá não puder viver confortável.

4. Compre ouro

Se o “investir tudo” é o mantra dos mitos sobre enriquecer depressa, a compra de ouro é o Santo Graal. O ouro é frequentemente apontado como o melhor cofre do mundo: é físico, não depende dos bancos, não desvaloriza como as ações da bolsa, e vale sempre muito. Verdade? Não! O ouro não só desvaloriza, como também não valoriza tanto com o passar dos anos como a maioria das pessoas imagina.

Nos anos mais recentes, aliás, há metais que estão a valorizar bem mais: o ródio, muito procurado pela indústria automóvel para o fabrico de componentes que reduzem a emissão de poluentes, é um exemplo.

5. Fuja do crédito

Não há lista de mitos sobre enriquecer depressa onde o crédito não apareça qual bicho papão. É certo que o crédito implica o pagamento de juros, mas é igualmente verdade que permite ir comprando coisas aos poucos ou fazer um investimento avultado que de outra forma não lhe seria possível. Através do crédito pode, inclusivamente, adquirir bens que vão valorizar.

Imagine, por exemplo, que consegue um crédito com juros de 0,3% para comprar uma casa que, em dez anos, valoriza 20%. Já não parece um negócio tão mau assim, pois não?

6. Faça uma conta poupança

Ficar a ver o dinheiro a crescer na conta poupança é outro dos mitos sobre enriquecer depressa.

Primeiro, porque ninguém fica milionário a poupar incessantemente e sem investir (a menos que consiga poupar milhões, e nesse caso já é milionário nos rendimentos e não por causa da poupança).

Depois, porque as contas poupança estão com juros tão baixos que o dinheiro até desvaloriza em consequência da inflação. Vale a pena analisar os números antes de agir.

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7. Trabalhe como se não houvesse amanhã

Todos já ouvimos a história daquele milionário que trabalhou dez anos sem tirar férias, ou que tem jornadas de trabalho de 20 horas, ou que trabalhou tanto que nem teve tempo para casar e ter filhos. A probabilidade de que todas elas sejam mitos sobre enriquecer depressa é grande.

Ninguém enriquece por não casar. E trabalhar de sol a sol só nos enriquece quando somos muito bem pagos por isso. Mas lembre-se que as jornadas intensivas de trabalho também lhe retiram produtividade – e que sem produtividade não há rendimentos. O enriquecimento assenta numa atitude inteligente perante o dinheiro, e não no trabalho em excesso.

8. Amortize o crédito habitação

Querer reduzir o total de juros que a casa lhe vai custar pode ser uma boa ideia, mas não se quiser amortizar o crédito a qualquer custo.

Se, por exemplo, optar por amortizar o crédito habitação (com penalização por amortização) em vez de aplicar esse dinheiro num investimento de alta rentabilidade, pode estar a perder dinheiro, porque o valor dos juros que receberia podia até ser maior do que o valor de juros que poupou no crédito habitação.

Faça sempre as contas: às vezes dá para conviver de forma saudável com os seus créditos e querer amortizá-los mais rápido pode sair-lhe mais caro.

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