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Catarina Reis
Catarina Reis
08 Mai, 2018 - 14:00

O que mudou no trabalho nos últimos dez anos: 5 pontos essenciais

Catarina Reis

Dê conta de tudo o que mudou no trabalho nos últimos anos e perceba de que forma poderá tirar partido da mudança. Conheça as novidades e adapte-se para conquistar o sucesso.

geração Y no mercado de trabalho

O paradigma do trabalho tem sofrido mutações velozes e significativas, e não é difícil perceber muitas das diferenças que se verificaram na última década –  na forma como trabalhamos e, é evidente, também na forma como procuramos trabalho. Mas, afinal, o que mudou no trabalho? Descubra aqui e prepare-se para o sucesso profissional.

O que mudou no trabalho: 5 exemplos

A forma como as pessoas procuram emprego, o processo de recrutamento e o que os empregadores procuram são agora bastante diferentes em relação ao que se verificava há dez anos atrás, mas isto não significa que toda a experiência que adquiriu em termos de preparação para uma entrevista de emprego vá para o lixo – pelo contrário, poder-lhe-á ser muito útil no momento presente.

Veja os exemplos fundamentais do que mudou no trabalho nos últimos 10 anos.

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1. É mais fácil encontrar o que se procura

A publicação de anúncios de emprego online já existe há mais de dez anos, mas houve uma evolução gigante nos sites e motores de busca de emprego. Nomeadamente, agora permitem efetuar pesquisas e filtrar de forma mais eficiente a informação que nos interessa, e não se ficam pelo nível mais básico (cargo e local de trabalho).

É possível também pesquisar por elementos mais específicos, como os valores de salários, as datas de publicação e disponibilidade quer do anúncio, quer do emprego, ou ainda dados sobre a empresas, como o seu tamanho, capital social, etc.

2. Os processos de seleção e recrutamento são muito mais transparentes

Longe vão os tempos do mistério. É uma tendência que se tem vindo a intensificar, devido ao facto de se ter tornado evidente que uma relação recíproca de transparência a todos os níveis no local de trabalho é benéfica para todos os envolvidos. Então, porque não começar logo pelo processo de recrutamento? Muitas empresas recorrem já a processos de recrutamento nos quais os candidatos podem acompanhar tudo o que acontece à sua candidatura durante todo o processo, do início ao fim.

3. É fundamental o candidato estar a par e bem informado sobre o cargo

É uma questão prática! Aparentemente já ninguém acredita que o maior talento do mundo numa determinada área possa estar escondido algures numa garagem, e não faz ideia do que se passa no mundo laboral. Pelo contrário, valoriza-se hoje mais do que nunca o facto de o candidato demonstrar ser um conhecedor atento da empresa onde se propõe trabalhar, quanto mais não seja porque esse fator por si só já demonstra muita coisa. É uma equação muito simples: o interesse gera interesse.

4. É mais fácil responder aos anúncios de empregos

É muito mais prático e acessível responder a um anúncio de emprego, na medida em que pode fazê-lo a partir do seu telemóvel, de forma rápida e eficiente, em qualquer parte, a qualquer hora. Por outro lado, nos dias que correm são mais valorizadas as candidaturas espontâneas, sobretudo se bem referenciadas e preparadas com recurso a ferramentas como o LinkedIn.

5. Há muito mais feedback

Uma tendência atual no mercado laboral é abolir as avaliações e apreciações por parte das empresas aos seus empregados de uma forma formal e impessoal, para dar lugar ao fornecimento de feedbacks regulares, que acontecem no momento certo, e não apenas para cumprir prazos e formalidades estruturais.

As mudanças são a nível global

Quando lhe dizemos que o paradigma mudou, isso significa que as mudanças no modo de recrutar, integrar e mesmo de despedir pessoas são mais profundas e vão além da introdução de diferentes técnicas de gestão de recursos humanos. Conceitos como “Employer branding“, “Employee branding“, “Trabalho remoto“, “Search” e “Work-Life balance” prometem continuar a revolucionar a forma como estamos no mundo do trabalho. Para melhor!

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