Pedro Andrade
Pedro Andrade
19 Fev, 2019 - 14:50
4 dicas de poupança para solteiros

4 dicas de poupança para solteiros

Pedro Andrade

Estar solteiro representa alguns desafios financeiros, pois tem de assegurar todas as contas. Confira, por isso, as melhores dicas de poupança para solteiros.

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A gestão financeira é, cada vez mais, uma enorme preocupação para as famílias portuguesas. No entanto, este também é um assunto que interessa a todos aqueles que ainda não constituíram família, mas que já “ganharam asas” e conquistaram a tão aclamada independência financeira. Para que ninguém perca “o fio à meada”, seguem algumas dicas de poupança para solteiros.

Seja qual for o estado civil, o objetivo financeiro é o mesmo e pode até adaptar uma das mais icónicas frases do universo da moda: “menos é mais”.

Poupança para solteiros: 4 conselhos para colocar em prática

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Crie o seu orçamento familiar

Este é uma das dicas fundamentais para quem quer organizar as respetivas finanças. Contudo, diversas questões podem surgir no momento de fazer contas ao orçamento lá de casa: como e por onde começar? O que fazer depois?

Para começar com o pé direito é importante ser honesto e ter bom senso. Assim sendo, anote os ganhos constantes e todas as despesas mensais.

O segredo para poupar é saber exatamente onde e quando é gasto o seu dinheiro. Está na hora de começar a classificar as suas despesas, a fazer a distinção dos gastos mensais, a identificar as fontes de rendimento e a fazer as devidas comparações.

Ultrapassada esta primeira fase, garantimos que as suas contas passarão a “entrar nos eixos”.

Aposte num fundo de emergência

Os especialistas em finanças dizem que a criação de um fundo de emergência é extramente importante para enfrentar qualquer eventualidade da vida que tenha impacto direto nas suas contas e no respetivo orçamento pessoal.

O fundo de emergência é uma quantia de dinheiro que é aplicada de forma a garantir uma “almofada financeira” que permita fazer face a qualquer imprevisto – despesas inesperadas, desemprego, doença, etc.

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Consiste numa espécie de seguro para evitar endividamentos e para enfrentar uma quebra de rendimentos ou gastos imprevistos acima da média.

O valor que deve ser aplicado no fundo de emergência é variável e deverá ter em consideração aspetos como a idade, estabilidade profissional, rendimentos mensais fixos e variáveis e gastos fixos mensais, como são os créditos, rendas, alimentação e educação.

O fundo de emergência deverá ter por base o valor do salário ou das despesas mensais, idealmente, num intervalo de três a 12 meses: ou seja, o valor do seu fundo de emergência deverá ser, pelo menos, correspondente a três salários ou ao total de três meses de despesas fixas.

Para garantir que não cede à tentação, esse valor não deverá estar na sua conta-corrente habitual. Opte por alocar esse valor em produtos ou contas de investimento com poucos ou nenhum risco associado que sejam de fácil acesso e que não impliquem penalizações de remuneração, de reembolso antecipado ou de liquidez.

Poupe a pensar na reforma

Como diz a expressão tipicamente portuguesa, “é para ontem!”. Aqui vai mais uma dica de poupança para os solteiros: para garantir uma vida sem grandes sobressaltos financeiros é importante começar já a poupar para os anos de reforma.

Assim sendo, é importante começar por traçar os objetivos para essa fase da vida: dessa forma conseguirá ter consciência de quanto terá de poupar todos os meses para atingir os seus objetivos e viver desafogadamente.

O primeiro passo é calcular o valor da reforma. Com base no valor apurado é possível definir o montante necessário para garantir um rendimento semelhante ao do salário, ou que se aproxime às necessidades perspetivadas.

O ideal é que as poupanças para a reforma sejam aplicadas em produtos financeiros que permitam rentabilizar o dinheiro. Os bancos disponibilizam várias soluções de investimento de médio e longo prazo, planos de poupança-reforma, certificados de aforro e outros produtos indicados para esta situação.

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Faça uma pesquisa de mercado e diversifique os seus investimentos. Não se esqueça que a poupança para a reforma exige regularidade e, por isso, todos os meses, sem exceção, deve colocar de lado o montante estipulado. Não se esqueça que quando é aumentado, o valor alocado para a poupança também deve seguir a tendência de crescimento do seu rendimento.

Aprenda a cozinhar

Esta é uma excelente dica de poupança para os solteiros. As marmitas estão na moda e são uma excelente forma de poupar dinheiro.
Faça as contas: se optar por almoçar fora todos os dias e ainda acrescentar uns extras para o pequeno-almoço, lanches a meio da manhã ou tarde e uns cafés, gastará seguramente, e sem grande esforço, mais de sete euros por dia, o que, feitas as contas, representa bem mais de 150 euros por mês.

Assim sendo, opte por aprender a cozinhar e a levar o almoço de casa. No final do mês, a sua carteira vai agradecer o esforço. Já que falamos em marmitas, não desperdice as sobras das refeições. Aproveite-as para preparar novas receitas: opções não faltam. Dessa forma estará a combater o desperdício alimentar e a poupar dinheiro.

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