Nélson Costa
Nélson Costa
21 Out, 2021 - 09:50

Quanto devemos ter de fundo de emergência?

Nélson Costa

Ter um fundo de emergência é estar preparado para um imprevisto financeiro. Mas, quanto devemos guardar?

Fundo de Emergência

Criar um fundo de emergência é uma das principais recomendações dos especialistas em finanças pessoais para fazer face a qualquer vicissitude da vida que tenha impacto direto no orçamento familiar.

Perda de emprego, redução abrupta de rendimentos, despesas inesperadas, como mudar de casa ou carro e uma doença são alguns dos imprevistos que podem acontecer na vida de qualquer pessoa. Ter um fundo de emergência ajuda a minimizar o impacto destas circunstâncias extraordinárias.

Assim, a importância de todos termos um fundo de emergência é reconhecida, mas subsistem, muitas vezes, dúvidas em como o fazer e qual o valor que devemos ter de fundo de emergência.

Na realidade, o valor que devemos ter de fundo de emergência não é taxativo nem uniforme, depende de vários fatores. Existem, contudo, valores/taxas referenciais que podemos e devemos seguir. Saiba, então, quanto devemos ter de fundo de emergência.

Fundo de emergência: o que deve saber

O fundo de emergência é uma quantia de dinheiro que é colocada de parte (aplicada), com vista a proteger-nos de um qualquer imprevisto com impacto financeiro (despesas inesperadas, desemprego, doença, etc.).

Mais do que um investimento, consiste numa espécie de seguro para evitar endividamentos e conseguir enfrentar uma quebra de rendimentos ou gastos avultados imprevistos (que, na realidade, são inevitáveis porque todos passamos por situações dessas ao longo da vida).

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Quanto devemos ter no fundo de emergência?

O valor que devemos ter no fundo de emergência é variável de pessoa para pessoa, mas para o criar devemos ter em consideração aspetos como: idade, estabilidade profissional e familiar, rendimentos mensais fixos/variáveis, custos fixos mensais incontornáveis (como créditos, rendas, alimentação, educação, etc., sem contar despesas desnecessárias excessivas, isto é, que podem ser cortadas/reduzidas), entre outros.

No entanto, a maioria dos especialistas em finanças pessoais definem a necessidade de criar um fundo de emergência com base no valor do salário ou das despesas mensais (consumo mensal, que é o parâmetro mais consensual e mais usado), classificando os fundos, idealmente, num intervalo de três a 12 meses.

Ou seja, deverá ter no fundo de emergência, pelo menos, o correspondente a três salários ou o total de três meses de despesas fixas; ou o correspondente a seis salários ou o total de seis meses de despesas fixas (melhor); ou o correspondente a 12 salários ou o total de 12 meses de despesas fixas (o melhor).

Por exemplo, se tiver 500€ de gastos mensais totais, deverá ter um fundo de emergência de 1500€ (três meses), 3000€ (seis meses), ou 6000€ (12 meses). Este é o intervalo considerado de referência para resolver e/ou adaptar-se às situações imprevistas ocorridas. Mais de 12 não é aconselhável, pois o montante deverá ser aplicado de uma forma mais rentável.

Onde guardar o fundo de emergência?

O dinheiro canalizado para o fundo de emergência não deverá estar na sua conta-corrente habitual, para não cair na tentação de o gastar.

Deverá optar por produtos ou contas de investimento com pouco ou nenhum risco, ou seja, que sejam de fácil acesso e sem penalizações de remuneração, reembolso antecipado (poder mexer no dinheiro quando surge a emergência) ou liquidez (imediata).

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