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Ekonomista
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25 Ago, 2020 - 15:58

11 formas de poupar no regresso às aulas

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Adeus, mergulhos! Olá, calculadora! Para poupar no regresso às aulas 2020/2021 deixamos-lhe algumas sugestões que pode começar já a pôr em prática.

11 formas de poupar no regresso às aulas

O início do ano letivo representa, normalmente, uma despesa considerável para as famílias. Especialmente quando se tem mais do que um filho em idade escolar. Para poupar neste regresso às aulas, sem se perder com talões, cartões e promoções, há algumas coisas que deve ter em conta.

Tudo começa com um bom planeamento do que realmente precisa de comprar e do que pode aproveitar de anos anteriores. Depois há que comparar preços e fazer escolhas inteligentes, que lhe permitam gastar menos sem deixar nada de fora.

Veja de seguida algumas estratégias para pôr em prática no arranque de mais um ano letivo, mantendo o orçamento familiar equilibrado.

poupar no regresso às aulas em 11 passos

1

Faça uma lista

Para poupar no regresso às aulas, e evitar fazer compras supérfluas ou por impulso, nada melhor do que fazer uma lista e segui-la com rigor. Caso tenha mais do que um filho, pode fazer uma lista para cada um e incluir tudo aquilo de que vá precisar, seja material escolar, roupa, calçado ou livros.

Defina também o valor máximo que pretende gastar, e envolva os seus filhos nessa decisão, explicando que existe um orçamento e que é importante respeitá-lo.

2

Verifique o que pode ser aproveitado

Antes de sair para as compras, confirme se não tem em casa algumas das coisas que estão na sua lista. Há sempre um caderno do ano anterior que ficou intacto, lápis de cor e marcadores que não foram utilizados (ou que ainda estão em bom estado), ou até mesmo roupa e calçado que foram oferecidos e estão prontos a ser usados.

Além disso, há material que não se desgasta de um ano para o outro, como é o caso da calculadora, do dicionário ou do compasso, e que pode muito bem voltar a ser utilizado. Dê uma vista de olhos às estantes e gavetas da sua casa e certifique-se de que só vai comprar o estritamente necessário.

3

Poupe nos livros

Desde o ano passado que todos os alunos que frequentam a escolaridade obrigatória, do 1.º ao 12.º ano, no ensino público têm direito a manuais escolares gratuitos.

Se tem filhos em idade escolar, pode contar com esta ajuda. Pelo menos no que toca aos livros, é uma despesa com a qual já não tem de se preocupar. Para isso, basta fazer o registo na plataforma MEGA ou através da app Edu Rede Escolar.

poupar no regresso às aulas com manuais gratuitos

Na sua conta de encarregado de educação serão disponibilizados os vouchers que devem depois ser trocados por livros numa das livrarias aderentes.

4

Tire partido dos saldos e promoções

Por esta altura é comum as lojas e grandes superfícies fazerem campanhas de regresso às aulas, com saldos e promoções em diversos artigos, desde roupa e acessórios, a material escolar e tecnologia. Caso coincidam com o que incluiu na sua lista, aproveite para comprar o que precisa, a um preço mais baixo.

5

Distribua as despesas no tempo

Quanto mais cedo começar a planear o regresso às aulas, mais hipóteses terá de poupar. Assim, pode ir comparando preços e tirar partido das promoções à medida que vão surgindo.

Se já sabe ao certo do que vai precisar e tem uma estimativa de quanto vai gastar, evite deixar as compras todas para o mesmo mês. Uma vez que o dinheiro não estica, o ideal é ir distribuindo as despesas no tempo.

distribua as despesas

Por exemplo, é comum haver promoções em produtos de tecnologia na altura do verão. Se o seu filho vai precisar de um computador ou de uma máquina fotográfica, porque não comprar logo nessa altura e evitar somar com as restantes despesas?

6

Compare preços e compre online

Tenha atenção aos folhetos das lojas (grandes superfícies e lojas da especialidade) e, antes de comprar, analise a oferta existente.

A internet é uma excelente ferramenta para poupar no regresso às aulas, não só porque lhe permite comparar preços, como há várias lojas que oferecem descontos exclusivos online. Além disso, evita alguns custos de deslocação que são muitas vezes desnecessários.

7

Escolha material de marcas brancas (quando possível)

Vai ter que negociar com os seus filhos, nós sabemos. Mas, por certo, conseguirá uma solução de compromisso. Pode optar por comprar parte do material de marca branca, como os lápis de cor, canetas, cadernos e afins, e deixar que sejam eles a escolher a mochila, por exemplo, desde que com um valor previamente combinado.

Haverá situações em que terá de dizer não, mas isso também faz parte do processo. Mais uma vez, esta é uma excelente oportunidade para incutir hábitos de poupança e ensiná-los a gerir o dinheiro que têm disponível.

Deve, no entanto, ter sempre em consideração a qualidade do material. Se custa menos, mas não lhe parece que vá durar muito tempo, provavelmente não é a melhor opção. Não vale a pena comprar algo que seja barato, para se estragar no primeiro mês de aulas.

8

Experimente material de apoio em segunda mão

O programa de gratuitidade de manuais escolares do Governo não abrange os cadernos de atividades e fichas, nem os denominados packs pedagógicos.

Este material de apoio pode assim representar uma despesa significativa no orçamento, se optar por comprar novo. Mas será que vale a pena o investimento?

material de apoio

Um pouco por todo o país, continuam a existir Bancos de Livros Escolares, onde é possível trocar voluntariamente manuais, bem como outro material de apoio. Procure o mais perto de si e recolha ou troque, de forma gratuita, os livros de exercícios, gramáticas ou dicionários de que necessite.

9

Venda o que já não usa

À medida que os seus filhos progridem no percurso escolar, há material que deixa de ser necessário, dependendo das áreas que seguem. Se ainda estiver em bom estado, pode sempre aproveitar para vender o que já não usa em sites ou lojas de artigos em segunda mão. E ao mesmo tempo que retira algum rendimento para fazer face a mais um regresso às aulas, ainda ajuda outras famílias a poupar.

10

Peça fatura

Lembre-se também que, na declaração de IRS, as Finanças consideram 30% das despesas de educação, até ao limite máximo de 800 euros. O material escolar como lápis, borrachas, cadernos, etc. não entra para estas contas. O mesmo em relação a artigos de tecnologia, sejam tablets ou computadores.

Já no que diz respeito a livros, continuam a poder ser incluídos como despesa de educação. Tenha apenas em atenção que, se forem comprados num supermercado, deve pedir fatura em separado das restantes compras e pedir para incluir o número de contribuinte dos seus filhos.

Se pagar mensalidade de creches, jardins de infância, escolas e outros serviços de educação, como por exemplo explicações (desde que comprovadas com recibo do explicador) pode também deduzir esses encargos.

11

Analise os resultados e tire lições para o próximo ano

Depois de comprado tudo o que era necessário, está na altura de analisar cuidadosamente todos os gastos para ver onde poderia ter poupado mais do que poupou e quais os erros que, eventualmente, cometeu.

Deve também perceber que material os seus filhos realmente usam e o que fica apenas na mochila. Assim, no ano seguinte, evita comprar materiais que não serão necessários.

Algumas despesas são naturalmente incontornáveis, mas como viu há formas de reduzir o impacto do mês de setembro no orçamento familiar. Se souber aproveitá-las e, na medida do possível, conseguir poupar no regresso às aulas, pode ter um início de ano letivo mais descansado. Prepare-se com antecedência, estude as soluções e faça compras conscientes.

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