Ekonomista
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07 Jul, 2026 - 09:00

Só 1 em cada 3 famílias protege todos os dispositivos nas férias

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Só 33% das famílias protegem todos os dispositivos, revela estudo da Kaspersky. Descubra os riscos de verão e 5 passos para reforçar a segurança digital familiar.

As malas estão feitas, o Wi-Fi do hotel já foi partilhado no grupo da família e o telemóvel do seu filho mais novo já tem três aplicações novas instaladas. Mas há uma pergunta que quase ninguém faz antes de sair de casa: todos os dispositivos da família estão protegidos?

Um novo estudo da Kaspersky, realizado em novembro de 2025 junto de 3.000 pessoas em 15 países, revela que apenas 33% das famílias, ou seja, só 1 em cada 3, instala soluções de segurança em todos os equipamentos usados pelo agregado. E é precisamente no verão, com viagens, redes públicas e mais horas de ecrã, que essa lacuna custa mais caro.

A consequência é mais exposição a phishing, mais dados pessoais a circular em redes desconhecidas e mais oportunidades para quem quer explorar essa falha para roubar dinheiro ou identidade.

O verão multiplica os riscos digitais da família

Aeroportos, hotéis, cafés e destinos turísticos têm uma coisa em comum: redes Wi-Fi públicas, normalmente sem qualquer encriptação séria. Juntar isso ao aumento de compras online relacionadas com viagens como reservas de última hora, aluguer de carro, bilhetes, está criado o ambiente perfeito para esquemas fraudulentos.

Os números confirmam o alerta. Segundo dados da ESET citados no estudo, um em cada quatro ciberataques registados em Portugal em 2025 teve origem em campanhas de phishing. O fator humano como clicar no link errado, confiar na rede errada, continua a ser o elo mais fraco.

Quem é o “gestor digital” da casa e onde pode estar a falhar

Em quase todas as famílias, há uma ou duas pessoas que assumem, sem cargo oficial, o papel de gestor digital: gerem subscrições, configuram equipamentos novos e tentam manter tudo seguro. O estudo mostra que este papel existe, mas está longe de ser completo:

  • 47% orientam regularmente idosos e crianças sobre práticas seguras online;
  • 45% aconselham o uso de gestores de palavras-passe;
  • 42% incentivam a autenticação multifator (MFA);
  • 42% revêm as definições de privacidade em dispositivos e contas importantes.

O problema aparece na prática: só 30% dos inquiridos configuram devidamente um dispositivo novo antes de o entregar a um familiar, e apenas 33% instalam segurança em todos os equipamentos da casa, não só no computador principal, mas também em tablets e telemóveis mais antigos, que costumam ficar esquecidos.

Os mais velhos são os mais expostos

O grupo com 55 ou mais anos está claramente mais vulnerável. Cerca de 21% desta faixa etária não toma qualquer medida para proteger a família online, o dobro da média geral, que é de 10%. E só 24% instala soluções de segurança para os restantes membros da casa.

A medida mais popular entre os mais velhos é o gestor de palavras-passe, referido por 40% deste grupo. É um bom começo, mas está longe de ser suficiente quando o dispositivo em causa acede a home banking ou a dados de saúde.

Do lado das crianças, a realidade é distinta: 67% das famílias com filhos menores de 18 anos já usam aplicações de controlo parental. Estas ferramentas limitam o acesso a conteúdo inadequado, controlam o tempo de ecrã e permitem geolocalização, mas protegem o comportamento da criança, não o dispositivo em si.

Como proteger toda a família antes de viajar

Não é preciso ser especialista em informática para fechar as brechas mais comuns. Estes são os passos que fazem mais diferença antes de uma viagem:

1. Instale segurança em todos os dispositivos, não só no seu. Tablets antigos e telemóveis “de reserva” das crianças ou dos avós são alvos frequentes de ciberataques a dispositivos móveis.

2. Configure qualquer equipamento novo antes de o usar, analise-o em busca de ameaças ocultas e reveja as definições de privacidade, para evitar partilha automática de dados pessoais com aplicações desconhecidas.

3. Evite operações sensíveis em Wi-Fi público. Consultas ao home banking ou compras com cartão devem esperar por uma rede de confiança ou por dados móveis.

4. Ative a autenticação multifator nas contas de email, banco e redes sociais de todos os membros da família, incluindo os mais velhos.

5. Fale com os familiares mais velhos sobre phishing. Um alerta simples como “não clique em links de mensagens inesperadas”, reduz significativamente o risco, especialmente nesta faixa etária.

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Fontes

Kaspersky. (2025). Family Digital Life 3: Apenas 1 em cada 3 famílias protege totalmente os seus dispositivos [Comunicado de imprensa]. Kaspersky Iberia.

Securelist. (2025). Mobile threat report 2025. Obtido de https://securelist.com/mobile-threat-report-2025/119076/

IT Security. (2025). Phishing esteve na origem de um em cada quatro ciberataques em Portugal em 2025. Obtido de https://www.itsecurity.pt/news/threats/phishing-esteve-na-origem-de-um-em-cada-quatro-ciberataques-em-portugal-em-2025

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