Ekonomista
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29 Jun, 2026 - 16:00

Seguro de viagem em 2026: o que cobre, o que não cobre e quanto deve custar

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Quanto custa um seguro de viagem em 2026? Tipos de cobertura, exclusões e armadilhas mais comuns na contratação. Guia para viajantes portugueses.

O número de portugueses que viaja para fora do país continua a crescer em 2026, com particular destaque para destinos fora da União Europeia. Em paralelo, cresce também a contratação de seguros de viagem, um produto que deixou de ser visto como acessório para se afirmar como parte integrante do orçamento de qualquer viagem internacional. A questão deixou de ser se vale a pena contratar e passou a ser que tipo de cobertura faz sentido em cada caso e quanto se deve estar disposto a pagar. 

Tipos de seguro de viagem disponíveis no mercado 

O mercado segurador português oferece, em linhas gerais, três grandes categorias. Em primeiro lugar, os seguros de assistência em viagem, focados em coberturas médicas e logísticas durante a deslocação. Em segundo lugar, os seguros de cancelamento, que reembolsam o valor da viagem caso esta tenha de ser cancelada por motivos previstos no contrato. E em terceiro lugar, os seguros multirriscos, que combinam assistência médica, cancelamento, bagagem, responsabilidade civil e outras coberturas num único produto. A escolha entre uns e outros depende sobretudo do destino, da duração da viagem e do perfil de risco do viajante. 

O que está quase sempre coberto (e o que raramente está) 

As coberturas habituais incluem assistência médica e hospitalar até um capital determinado, transporte sanitário, repatriação em caso de doença grave ou falecimento, assistência 24 horas em português e gestão de extravio ou atraso de bagagem.

Já as exclusões mais frequentes – e onde estão as maiores surpresas – passam por: doenças preexistentes não declaradas, atividades desportivas consideradas de risco, sinistros sob efeito de álcool ou substâncias, viagens motivadas por tratamento médico no estrangeiro, e despesas em situações de pandemia ou epidemia declarada, salvo cobertura específica contratada. Ler as exclusões antes de contratar evita conflitos quando o sinistro chega. 

Coberturas opcionais que valem o investimento 

Para destinos como os Estados Unidos, o Canadá, a Austrália, o Japão ou países da Ásia onde a saúde privada é cara, vale a pena considerar a ampliação do capital de assistência médica até valores próximos do milhão de euros. Outra cobertura opcional muito recomendada é o cancelamento por motivos justificados, que amplia o leque de causas reembolsáveis para além do que o contrato base contempla.

Para viajantes frequentes, os seguros anuais multiviagem cobrem todas as deslocações do ano com um único prémio, sendo geralmente mais económicos a partir de três ou quatro viagens anuais. E para viagens desportivas ou de aventura, os seguros desportivos específicos asseguram atividades habitualmente excluídas, como mergulho, esqui, ciclismo de montanha ou trekking em altitude. 

Quanto custa? Faixas de preço por destino e duração 

Os valores no mercado oscilam consideravelmente em função do destino e da duração. Para uma viagem de uma semana dentro da União Europeia, um seguro básico parte habitualmente dos 15 a 25 euros. Para destinos como o Reino Unido, a faixa sobe ligeiramente.

Para viagens à América do Norte, o prémio para duas semanas situa-se tipicamente entre 50 e 100 euros, podendo ultrapassar este valor se o capital médico contratado for elevado. Para a Ásia ou a América Latina, os valores aproximam-se dos da América do Norte. Os seguros anuais multiviagem com cobertura mundial situam-se, na faixa média, entre os 150 e os 300 euros, consoante coberturas e capitais. 

Seguradoras especializadas: porquê fazem a diferença 

Comparar pelo preço é uma armadilha frequente. O que distingue uma boa apólice da seguinte é menos o valor do prémio e mais a combinação de três variáveis: capital de assistência médica adequado ao destino, rede de prestadores no país de destino para evitar adiantamentos por parte do viajante, e qualidade da assistência 24 horas. As seguradoras especializadas em viagem, com presença ibérica e décadas de experiência neste segmento, oferecem habitualmente uma melhor relação entre cobertura e preço face às generalistas. 

Um exemplo relevante para o mercado português é a Intermundial, integrada no Grupo Atlantigo e com mais de trinta anos de experiência no setor de seguros de viagem. Uma novidade significativa para 2026, permitindo contratar diretamente com a seguradora sem intermediação.

O catálogo organiza-se em três famílias: seguros para viagens pontuais (Totaltravel nas versões mini, estándar e premium, e a família go com produtos específicos como go|Schengen); seguros anuais (Totaltravel annual para viagens de até 90 dias); e seguros desportivos (Totalsports para multidesporto e Wintersport para esqui e snowboard). 

A oferta integra ainda serviços como telemedicina 24/7, resolução acelerada de sinistros (com prazos máximos de sete dias), localização inteligente de bagagem extraviada (sistema Servibag) e, em determinadas modalidades, eSIM digital com dados incluídos para o destino. 

Erros mais comuns na contratação 

• Confiar apenas no seguro associado ao cartão de crédito, frequentemente com capitais baixos e exclusões alargadas. 

• Contratar à última hora, perdendo o direito a coberturas de cancelamento que exigem prazos mínimos entre contratação e partida.

• Não declarar doenças preexistentes na expectativa de poupar no prémio, o que invalida a cobertura precisamente quando mais é necessária. 

• Subdimensionar o capital médico para destinos onde uma simples urgência pode ascender a milhares de euros. 

• Contratar um seguro genérico para uma viagem com componente desportiva sem verificar que as atividades estão incluídas. 

Contratar um seguro de viagem em 2026 é menos uma questão de precaução excessiva e mais uma decisão financeira informada. Para a maior parte dos viajantes portugueses, o investimento médio anual em seguros é uma fração mínima do orçamento de viagem que pode evitar despesas catastróficas em caso de imprevisto.

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