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Ekonomista
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21 Abr, 2022 - 16:25

Quake: pronto para sentir como foi o terramoto de 1755?

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Chama-se Quake e é uma experiência que vai permitir sentir um pouco o que foi o impacto do terramoto de 1755 em Lisboa. Já abriu.

Projeto Quake em Lisboa

O século XVIII foi um dos mais marcantes para Lisboa. O ano de 1755 ficou na história do nosso País, marcado pela catástrofe natural que destruiu parte da capital portuguesa. De forma a relembrar a importância desta data e, sobretudo, torná-la num acontecimento pedagógico, recriado através de uma experiência interativa e imersiva, o Quake já abriu portas, permitindo a todos os que passarem por este espaço, vivenciar o terramoto de 1 de novembro de 1755, em pleno século XXI.

É ainda um convite, sob a forma de uma viagem no tempo, para descobrir mais sobre este acontecimento, sobre a época do Iluminismo, sobre Lisboa e sobre eventos sísmicos. Estarmos melhor preparados para um novo sismo é, também, a razão de ser do Quake.

O espaço está preparado para receber pessoas de várias idades, no entanto, a sua experiência não é aconselhável a menores de seis anos. As visitas devem ser agendadas, para assegurar o dia/hora mais desejado, estando os bilhetes disponíveis para venda no site oficial do museu: lisbonquake.com.

Quake: entretenimento e rigor científico

No Quake, história, entretenimento e rigor científico unem-se para proporcionar uma experiência memorável, durante cerca de uma hora e meia, distribuída por mais de dez salas tecnológicas e totalmente didáticas. Aqui, para lá da experiência de entretenimento que o formato imersivo propõe, o objetivo é também informar e preparar a população para um eventual novo sismo, evitando uma tragédia à larga escala, como a que os lisboetas viveram em 1755.

Aliás, ligar passado, presente e futuro foi o principal desafio da equipa, liderada por Ricardo Clemente e Maria Marques. “Centenas de pessoas trabalharam dia e noite para dar vida a este centro e à magnitude dos acontecimentos nele retratados, nunca descurando a complexidade e a riqueza de todos os detalhes trazidos para o presente, cumprindo sempre o rigor histórico e científico dos factos”, explicam os fundadores do Centro.

Veja também Lisboa, 1 de Novembro de 1755. O terramoto que arrasou a capital

Sismólogos, historiadores e artistas

O trabalho dos sismólogos Susana Custódio e Luís Matias, professores da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e investigadores do Instituto Dom Luiz, bem como do historiador e escritor André Canhoto Costa, foi fundamental para construir os pilares que sustentam todo o conceito do Quake. Marta Pisco, produtora de teatro, foi a responsável por coordenar o processo criativo, articulando a produção desta experiência, com os conteúdos científicos e históricos apresentados pelos especialistas.

O desenvolvimento do conceito e a criação da experiência foi tarefa da Jora Vision, empresa holandesa de design, produção e tecnologia. O atelier português – Fragmentos – esteve à frente do projeto do edifício Quake, em Belém, uma zona central de recreio, lazer e cultura da cidade de Lisboa.

O Museu de Lisboa/EGEAC desempenha também um papel fundamental, enquanto parceiro que apoiou na pesquisa histórica e na cedência de imagens e documentação necessárias para suportar toda a experiência, bem como o Instituto Superior Técnico, através da adaptação do jogo virtual Treme-Treme para uma das salas do Centro.

Outras entidades que se destacam no apoio à criação desta experiência são os Museu Nacional dos Coches e o Palácio Nacional de Mafra/DGPC, o Serviço Municipal de Proteção Civil de Lisboa, o Museu da Marinha, o Município de Oeiras e a Paróquia de São Nicolau em Lisboa.

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