Luísa Santos
Luísa Santos
03 Jul, 2019 - 11:31
RCS: Google avança para uma nova geração de SMS

RCS: Google avança para uma nova geração de SMS

Luísa Santos

A Google não quer esperar mais pelas operadoras e vai avançar com a RCS, a nova geração de mensagens que está prestes a chegar a todos os smartphones.

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A novidade não é recente: a RCS (Rich Communication Services) surgiu em 2012, mas ainda não conseguiu ser totalmente implementada. Em Portugal, só a Vodafone permite que os seus utilizadores usem esta funcionalidade e são poucas as operadoras que, no resto do mundo, o fazem. Por isso, a Google vai avançar com o projeto.

RCS quer substituir as SMS

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O que são?

RCS, ou Rich Communication Services, é mais um avanço na áreas das telecomunicações prestes a ser implementado. Já há muito anunciada, esta funcionalidade não tem sido propriamente bem aceite pela operadoras telefónicas a nível global, algo que tem atrasado (e muito) o processo de implementação.

Os RCS funcionam, no fundo, como outro qualquer serviço de conversa, como é o caso do WhatsApp, Viber ou Messenger. Ao contrário das SMS, estes permitem que os utilizadores enviem, para além de mensagens de texto, fotografias, gifs, vídeos ou outros conteúdos animados.

Falamos, por isso, de um serviço capaz de trazer muitas vantagens à forma como comunicamos hoje em dia e que, no fundo, querem tentar devolver o controlo às operadoras – que, com os serviços de comunicação via Wi-Fi, o têm perdido a passos largos.

No entanto, as operadoras não têm estado tão recetivas a esta nova funcionalidade como seria de esperar, impedindo a sua implementação na maior parte das vezes. É precisamente por esse motivo que a Google, uma das principais impulsionadoras dos RCS, vai assumir a responsabilidade da sua implementação.

RCS aos comandos da Google

A conhecida empresa americana de serviços online e software vai avançar com a ativação dos RCS nos smartphones Android mais rápido do que se imaginava. Na verdade, a funcionalidade vai estar ativa no Reino Unido e em França ainda este mês, dando a opção aos utilizadores de fazer a sua própria escolha em termos de comunicações.

Ainda que esses sejam os países já confirmados, a Google não avançou, ainda, com mais nenhuma região do globo, afirmando mesmo que não sabe se os RCS estarão ativos em todo o mundo até ao final do ano. Ao que parece, os entraves colocados pelas operadoras são difíceis de contornar, pelo que a empresa prefere avançar com cuidado.

Não pense, contudo, que a nova geração de mensagens vai substituir totalmente as SMS, porque não o vai fazer tão cedo. Os RCS serão incluídos na aplicação nativa de mensagens de cada smartphone como opção, opção essa que o utilizador pode ativar sempre que entender e que deverá chamar-se Chat.

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Mesmo que o recetor das mensagens não tenha RCS, o sistema irá automaticamente detetar a situação e enviar a mensagem como uma SMS normal.

mensagens rcs

Fonte da Imagem: Google/Divulgação

A desvantagem dos RCS

A única desvantagem que se conhece a estes serviços é a pouca privacidade que podem originar. Tal como as SMS, os RCS são encriptados durante o envio, mas não oferecem encriptação ponta-a-ponta. Isto significa que, ao contrário do WhatsApp, entre outros serviços de comunicação, as mensagens enviadas por RCS não serão totalmente privadas.

Isto significa que, a qualquer momento, as operadoras podem ter acesso às mensagens que estão a ser trocadas, o que pode ser muito desconfortável para os utilizadores.

Quando é que estas trocas serão totalmente protegidas? Esta é uma pergunta que ainda não tem uma resposta definitiva. Contudo, a Google garante que as mensagens não conhecem outro caminho a não ser os smartphones de origem e de destino.

Esta é uma afirmação a ter em conta sobretudo se compararmos com aquilo que acontece com o iMessage, serviço de RCS da Apple. E porquê? Porque a empresa americana aloja as mensagens enviadas numa database central, a Apple Identity Service.

Ao contrário da concorrente, a Google garante que as mensagens enviadas através do seu Chat, assim que são recebidas, são automaticamente apagadas dos seus servidores.

O serviço parece promissor e, para além de permitir o envio de conteúdo multimédia, informa os utilizadores se as mensagens foram lidas (e a que horas), se esses estão a escrever uma mensagem e quando estiveram online pela última vez. Esperemos, agora, para ver se a Google vai disponibilizar o serviço em todo o mundo.

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