André Freitas
André Freitas
26 Jun, 2019 - 15:10
DS7 Crossback: conheça ao detalhe o novo SUV da DS

DS7 Crossback: conheça ao detalhe o novo SUV da DS

André Freitas

Quer conhecer ao pormenor o SUV de luxo da DS? Veja o nosso ensaio ao novo DS7 Crossback e saiba tudo o que pensamos sobre este carro.

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Em 2015, a DS tornou-se uma marca totalmente independente, saindo assim da alçada da Citroën e com o objetivo de conquistar um público mais premium, e o primeiro automóvel que a “renovada” marca francesa lançou foi o DS7 Crossback, que simboliza o renascer da marca e assume uma elevada importância nesta fase.

Mas antes de passar à análise técnica, vamos falar um pouco de história para percebermos melhor o enquadramento deste carro.

O DS17, posteriormente conhecido como Citroën DS, ou carinhosamente conhecido em Portugal como “ boca de sapo”, era um carro extremamente avançado para a sua época.

O “boca de sapo” foi concebido por um designer italiano com a ajuda de um engenheiro aeroespacial francês, e as suas principais características eram uma aerodinâmica extremamente apurada e um conforto muito superior para a sua época, tendo sido o primeiro carro com suspensão hidráulica. Estes argumentos faziam deste um dos carros mais especiais dos anos 50.

Atualmente, a DS procura com o DS7 Crossback tornar este SUV numa referência do seu segmento, tal com o original DS17 foi na sua época, e deixar assim mais um marco na história do setor automóvel.

DS7 Crossback: Uma verdadeira obra de arte

A DS encara este SUV  como uma verdadeira obra de arte, até porque o próprio foi inspirado num museu. Mais concretamente no Louvre. O mítico museu parisiense serviu de inspiração para a criação deste carro. E não, não foi a Mona Lisa a fonte de inspiração, mas sim as pirâmides do museu. Por essa razão é que é recorrente encontrar formas de losangos ao longo deste carro.

Apesar do Louvre ser a temática comum em todos os veículos deste modelo, há 3 versões de linhagem e equipamento disponíveis neste DS7 Crossback, todas elas inspiradas em bairros de Paris, mais concretamente, Bastille, Rivoli e Ópera. E por último, há ainda uma versão mais talhada para o desportivo, conhecido como a Performance Line.

Agora que já foram introduzidas as informações base deste modelo, conheça a nossa opinião sobre o DS7 Crossback.

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Nesta análise foram tidos em conta vários fatores, mas avaliamos sobretudo o design, a qualidade dos materiais, o conforto, a segurança e o preço.

Review DS7 Crossback

Design e qualidade

DS7 Crossback no museu do louvre
Fonte: DS/Divulgação

Como referido anteriormente, o DS7 Crossback é uma verdadeira obra de arte no que toca a desing automóvel, e é quase consensual que se trata de um dos SUVs mais bonitos do mercado.

No exterior, as linhas modernas e o uso recorrente de losangos dão-lhe um aspeto futurista e ao mesmo tempo desportivo.

Mas no interior, será que o luxo e o requinte de Paris está também presente? Sim, de facto está. O aspeto desportivo e requintado é garantido devido ao uso abundante de materiais mais nobres como o metal e plásticos suaves e de elevada qualidade.

A consola central e o ecrã touch de 9 polegadas, que permite configurar vários parâmetros do veículo, está equipado com sistema de navegação, com Apple Carplay e Android Auto.

O resultado final é um interior de qualidade, espaçoso e confortável, mas qual será o comportamento deste SUV na estrada?

Condução

Tal como no histórico Citroen DS, há uma preocupação notória desta nova marca francesa em garantir um carro confortável.

Na nossa opinião, podemos dizer que a missão foi bem sucedida, mesmo para o modo de condução “Sport”, o que se traduz numa dos principais críticas a este carro.

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Neste modo de condução, o conforto talvez seja “demasiado”, o que se reflecte no comportamento dinâmico, pois bem sabemos que quanto maior for o curso de uma suspensão, sobretudo num carro com o centro de gravidade mais elevado, maior será a sua tendência em fazer o efeito de pêndulo.

Outra das nossas críticas ao DS7 Crossback ensaiado foi a caixa de velocidades EAT8 do grupo PSA. Em algumas situações concretas, como por exemplo ultrapassagens, a caixa automática não reagiu de uma forma “natural”. O mecanismo acabava por reduzir mais velocidades do que as que eram necessárias em algumas situações, passando quase instantaneamente de uma 8ª velocidade para uma 5ª, quando os 180 cavalos de potência eram mais do suficientes para fazer acelerar o carro sem sem necessário um downshift tão agressivo.

No entanto, se procura um carro para a sua família, que lhe proporcione um elevado conforto de condução nas estradas citadinas e rurais, este DS7 Crossback, no capítulo da condução, não desaponta em nenhum aspeto.

Conforto e espaço a bordo

Quanto ao espaço existente a bordo, a habitabilidade traseira é um aspeto a realçar neste carro. O fato do piso traseiro ser praticamente liso favorece o espaço para quem se senta nestes lugares. A somar ao espaço, estes lugares podem ser rebatíveis de 23º a 32º para maximizar a comodidade dos passageiros.

Para garantir todo o espaço que precisa, o DS7 Crossback propõe uma das maiores bagageiras do seu segmento, com uma capacidade de 555L, que é capaz de chegar aos 1750L com os bancos traseiros rebatidos.

Nos lugares frontais, os bancos desta versão “performance line”, além de serem totalmente revestidos em alcantara, oferecem um ótimo suporte, tanto lateral como inferior, revelando-se muito confortáveis em viagens de longa duração.

Segurança

A segurança é, certamente, uma das características mais importantes num carro.

Neste campo, o SUV premium da DS obteve a classificação máxima no teste de colisão do Euro NCAP.

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Para além desta classificação, este modelo pode ser equipado com tecnologias DS Safety, tais como: DS Active LED Vision, DS Park Pilot, DS Night Vision, DS Driver Attention Monitoring, entre outros.

Motorizações

DS 7 CROSSBACK SUV

Fonte: DS/ Divulgação

Quanto às motorizações, há várias opções disponíveis para este automóvel.

A versão por nós ensaiada do DS7 Crossback estava equipada com um motor 1.6 a gasolina com 180 cv de potência, e uma caixa de velocidades automática de 8 velocidades.

Os amantes dos motores a gasolinacpodem ainda escolher um motor 1600 de cilindrada com 225 cv de potência, também equipado com uma caixa automática de 8 velocidades.

Para os que procuram a vertente diesel, há a possibilidade de escolher o motor 1.5 BlueHDI com 130 cv de potência, que pode ser acompanhado de uma caixa manual de 6 velocidades ou uma caixa automática de 8 velocidades.

Existe ainda a possibilidade de escolher um motor 2.0 BlueHDi com 180 de cv de potência e uma caixa automática de 8 velocidades.

Consumos

Relativamente aos consumos, a marca anuncia um consumo de 7,5 l por cada 100km. No entanto, as médias obtidas, nos quase 600 km percorridos, situam-se entre os 8,9 e os 9,2 l.

Confessamos que estes valores foram um pouco mais elevados do que os anunciados pela marca porque o modo de condução adotado não talvez o mais civilizado. Optamos (vezes até demais) por explorar o modo Sport desfrutando dos 180 cv de potência e da nota de escape deste motor, ainda que o barulho fosse falso, pois é embutido no habitáculo através dos altifalantes.

Com uma condução mais consistente, tranquila e económica, certamente será possível baixar os consumos e aproximar a média aos valores anunciados pela marca.

Preço

Os preços do DS7, em Portugal, começam ligeiramente abaixo dos 50.000 €. A versão base custa 44.000€.

A versão Performance Line a gasolina começa nos 48.000 €. No entanto, para adquirir a versão ensaiada, com relógio da BRM, sistema de som da Focal, teto de abrir panorâmico e outros extras, terá de despender de 53.000€.

Este preço é, para nós, totalmente aceitável tendo em conta o que este SUV nos oferece: conforto a condutores e passageiros, prazer de condução, qualidade dos materiais interiores, e sobretudo a estética exterior do carro.

Tendo em conta o que foi referido ao longo do texto, e o que foi dito no vídeo, criamos uma lista das 5 características que mais gostamos, e que menos gostamos no DS7 Crossback.

As 5 características que mais gostamos

  1. As embaladeiras laterais que garantem que não nos sujamos mesmo nos dias mais divertidos de montanha e lama;
  2. O pneu suplente da mesma medida dos restantes para prevenir todos os cenários;
  3. O compartimento para óculos que providenciam um local seguro para os guardar, sem comprometer o seu estado;
  4. A saudação das luzes dianteiras são mais um aspeto delicioso que está adjacente ao incrível design exterior;
  5. As saídas de escapes verdadeiras e grandes para as versões a gasolina;

As 5 características que menos gostamos

  1. Os plásticos baratos, característicos do grupo PSA, nas partes inferiores do carro;
  2. Os comandos do cruise control confusos e difíceis de usar porque estão próximos das patilhas de velocidades e dos seletores das luzes;
  3. A câmara de marcha atrás com qualidade igual à dos mais baratos do mercado;
  4. A posição da consola central que incomoda o joelho nos momentos de condução mais desportivos;
  5. O sistema de comandos de voz não muito eficaz;

Veredicto final

Como todos os carros, o DS7 Crossback tem aspetos positivos e negativos, mas felizmente, é preciso um grande esforço para encontrar os defeitos deste automóvel, tendo por isso, no geral, uma nota bem positiva.

Mesmo com detalhes que poderiam ser melhorados, tais como a qualidade da câmara traseira, a presença de alguns plásticos nas zonas mais inferiores do habitáculo e a resposta algo “incerta” da caixa de velocidades automática, o DS7 Crossback apresenta uma excelente relação de qualidade/preço e uma estética exterior única.

A experiência de condução é excelente, o espaço que oferece, e o som que o carro produz no modo condução Sport garantem que qualquer momento passado ao volante deste SUV seja, mais do que um verdadeiro prazer, um verdadeiro “descanso”, sendo por isso, uma excelente opção para quem procura um SUV de segmento C de uma marca premium.

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