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Teresa Campos
Teresa Campos
29 Mai, 2022 - 20:43

Rivotril para dormir? Saiba mais sobre o ansiolítico

Teresa Campos

As insónias afetam quase 30% dos portugueses e o rivotril pode ser indicado para ajudar, mas com cautela. Saiba quais cuidados deve ter.

Medicamentos como o rivotril são cada vez mais prescritos, fruto dos crescentes problemas de depressão, ansiedade e insónia que afetam grande parte da sociedade atual.

É sabido que um sono não reparador pode estar na origem de diversas complicações. Entende-se por sono não reparador um sono de curta duração ou agitado. Quando esta circunstância se prolonga no tempo, as consequências físicas e psíquicas são inevitáveis.

Fármacos como o rivotril podem ser a solução para atenuar esta condição – que pode desencadear outras doenças e afetar negativamente a vida do indivíduo.

Fruto do ritmo de vida acelerado e da má qualidade do sono, os países europeus consomem cada vez mais medicamentos para dormir. Em Portugal, por exemplo, 28,1% dos adultos sofre de insónias.

Rivotril: o que precisa de saber antes de tomar

O que é? Para que serve? Como e quando tomar?

Em linhas gerais e técnicas, o rivotril é um ansiolítico e anticonvulsionante que pertence ao grupo dos benzodiazepínicos, de que são exemplo outros fármacos, como o diazepam, lorazepam, alprazolam, bromazepam, midazolam, clordiazepóxido, entre outros.

Também conhecido pelo seu princípio ativo, o clonazepam, este é um medicamento muito receitado e administrado a doentes com problemas de ansiedade, podendo ser tomado por via oral, sublingual ou em gotas.

Porém, é fundamental entender para que é que ele serve, como tomá-lo e quais as precauções a ter durante a sua administração.

Para que serve o rivotril?

Em termos práticos, o rivotril impede que determinadas funções do sistema nervoso central sejam ativadas, sedando-as.

Para isso, é estimulada a ação do ácido gama-aminobutírico, um neurotransmissor depressor, que atenua sintomas como a excitação, a agitação, a tensão e o estado de alerta, ao mesmo tempo que induz o relaxamento, a sonolência e a tranquilidade.

Por esse motivo, este fármaco costuma ser prescrito a doentes com problemas de saúde como:

Como tomar rivotril

O rivotril deve ser sempre tomado de acordo com a indicação médica, no que respeita à sua dosagem e tomas por dia. O seu efeito no organismo demora 30 a 60 minutos a fazer-se sentir, durando cerca de 8 horas.

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Cuidados a ter

Como todos os medicamentos, o rivotril pode causar alguns efeitos secundários, tais como:

  • sonolência excessiva;
  • depressão;
  • insónia;
  • dores de cabeça;
  • coordenação motora anormal;
  • dificuldade de concentração;
  • alterações na libido;
  • distúrbios de memória;
  • gripe;
  • sinusite;
  • fraqueza muscular;
  • sensação de cansaço;
  • irritabilidade;
  • problemas respiratórios;
  • vertigem, perda do equilíbrio, náuseas e tonturas;
  • tentativa de suicídio ou ideias suicidas;
  • alucinações;
  • palpitações;
  • anorexia;
  • queda de cabelo;
  • apetite aumentado;
  • urticária;
  • cistite.

Além disso, este fármaco pode provocar dependência física e psíquica, sobretudo se a sua toma for prolongada no tempo e não for devidamente orientada por um especialista.

Assim, se sentir que o fármaco deixou de fazer efeito, esse pode ser um sinal de dependência, podendo este vir acompanhado de outras reações, nomeadamente:

  • cãimbras;
  • cansaço;
  • dores musculares;
  • ansiedade acentuada;
  • distúrbios comportamentais;
  • psicoses;
  • alucinações.

Paralelamente a estes efeitos secundários possíveis, importa ainda salientar que o rivotril não deve ser combinado com álcool e pode comprometer a execução de certas ações, como conduzir ou operar máquinas, por exemplo.

Mulher com ansiedade e depressão
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Contraindicações

Existem, ainda, indivíduos com condições impeditivas da toma de rivotril, como é o caso de idosos, grávidas, lactantes e pessoas com:

  • doença de Alzheimer;
  • patologias hepáticas graves;
  • hipersensibilidade a benzodiazepínicos;
  • insuficiência respiratória grave;
  • histórico de dependência química;
  • glaucoma agudo de ângulo fechado.

Portanto, nunca tome rivotril sem prescrição médica e siga todas as indicações médicas, de modo a evitar o efeitos secundários deste fármaco, desde logo a dependência do mesmo.

Não se esqueça que, se não cumprir estas boas práticas, poderá estar a comprometer a sua saúde, assim como a eficácia deste medicamento.

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