Marta Maia
Marta Maia
18 Jun, 2019 - 15:34
seguro de desemprego

Vale a pena subscrever um seguro de desemprego?

Marta Maia

Conheça as regras do seguro de desemprego, saiba que detalhes deve considerar na escolha e saiba se compensa subscrever este serviço.

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Sabia que pode subscrever um seguro de desemprego? A oferta existe em várias instituições bancárias e a promessa é mais ou menos comum a todas: se, de repente, ficar sem emprego, não tem de preocupar-se em pagar as suas contas.

Este guia serve para compreender melhor o que é o seguro de desemprego e que diferentes tipos de seguro existem, quando podem ser ativados e o que recebe quando precisa deles.

O que é o seguro de desemprego?

seguro de desemprego

O seguro de desemprego é, no fundo, um rendimento que recebe quando fica sem trabalhar. Em troca, claro, tem de pagar uma mensalidade, como acontece em qualquer outro seguro. É como se pagasse quando trabalha, para receber quando fica sem trabalhar.

Este serviço é oferecido pelas seguradoras e pelas instituições bancárias e pode estar associado a outros produtos, como o crédito habitação, por exemplo. Pode ser subscrito sozinho ou pode ser uma cobertura adicional de um outro seguro, como o seguro de vida.

Os tipos de seguro que existem

seguro de desemprego

Há duas formas de subscrever um seguro de desemprego: pode ter uma cobertura independente, ou seja, de um valor fixo, ou uma cobertura no valor de um encargo determinado.

De forma mais simples, um seguro de desemprego normal estabelece que, mediante o pagamento de uma mensalidade pré-acordada, recebe um determinado valor mensal quando ficar desempregado. Esse valor é sempre o mesmo, independentemente de quanto era o seu salário ou do valor dos seus encargos mensais.

Já um seguro de desemprego associado a um encargo garante-lhe, mediante o pagamento de uma mensalidade, que em caso de desemprego esse encargo será pago. Por exemplo, se o seguro for indexado ao crédito habitação, garante-lhe que a prestação desse crédito continuará a ser paga mesmo que perca o emprego.

Detalhes a que deve estar atento no momento da escolha

seguro de desemprego

Há vários detalhes que mudam entre as ofertas das diferentes instituições e que podem fazer diferença na hora do aperto. O primeiro é a designação da cobertura: em alguns seguros, o segurado está coberto em caso de desemprego apenas. Noutros, o segurado pode contar com o seguro também em caso de invalidez que o impeça de trabalhar.

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Também é importante olhar para a duração da cobertura, porque ela não é infinita. Independentemente da quantidade de anos em que pagou o prémio do seguro, o rendimento compensatório em caso de desemprego é limitado a um número certo de meses, que pode ser de seis, doze ou até 18. O que significa que é possível pagar o seguro durante cinco anos e, ficando desempregado, receber a ajuda durante apenas seis meses.

Ainda no mesmo capítulo, é essencial esclarecer com a seguradora se os meses de cobertura podem ou não ser intercalados, sob pena de poder usufruir do apoio apenas uma vez no mesmo ano.

Igualmente relevantes são os períodos de carência, que também podem pregar-lhe partidas desagradáveis na hora de ativar o seguro de desemprego. Tenha o cuidado de analisá-los para saber, números no papel, quantas mensalidades tem de pagar até poder ativar o apoio, até porque convém saber se não vai precisar de pagar mil euros em mensalidades para usufruir de 400 euros de cobertura (o que será um negócio ruinoso para si).

Finalmente, muita atenção para as condições pré-existentes. Insista com a seguradora para que lhe diga quais são e como agiria mediante determinados cenários previsíveis. Uma das pré-existências mais traiçoeiras no seguro de desemprego é a “previsibilidade de desemprego”, ou seja, a seguradora pode argumentar que, à data da subscrição do serviço, o segurado já sabia que ia ficar desempregado e, com isso, “saltar fora” no momento de pagar a cobertura.

Como escolher o melhor seguro de desemprego

seguro de desemprego

Antes de mais, lembre-se que este seguro será sempre mais uma despesa no seu orçamento familiar e, como acontece com todos os seguros, é uma despesa preventiva, ou seja, dinheiro que gasta sem saber se vai ou não beneficiar dele depois.

Se for financeiramente disciplinado, a verdade é que compensa sempre muito mais separar, todos os meses, o equivalente ao prémio do seguro e guardar o dinheiro numa poupança sua. Se ficar desempregado, esse dinheiro está lá incondicionalmente. E mesmo que isso não venha a acontecer, pode sempre aproveitar o dinheiro para outras coisas e não o dá como perdido.

Se, no entanto, a poupança não é algo que consiga fazer por si, então um seguro de desemprego pode ser uma boa opção, sobretudo se tiver encargos mensais com os quais não pode mesmo falhar. Neste caso, para fazer a sua escolha faça uma avaliação conjunta da despesa envolvida e da eficiência da cobertura.

Parece complexo, mas é bastante simples. Primeiro olhe para os seus encargos mensais: se tiver um crédito habitação para pagar, por exemplo, elimine da lista todos os seguros cuja cobertura não seja capaz de pagar a prestação. Deve considerar apenas as ofertas que lhe pagam as contas mais importantes, aquelas que não quer mesmo deixar cair. Depois olhe para os prémios de cada uma e escolha o mais baixo. À partida será a melhor oferta possível, porque consegue o objetivo mínimo com a menor despesa.

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O seguro de desemprego acaba, então, por ser uma forma de comprar uma almofada financeira. Se tiver capacidade orçamental para subscrevê-lo, vale a pena dormir mais descansado. Mas se tiver mesmo vontade de cuidar do seu dinheiro, convém sempre começar o processo por avaliar a possibilidade de separar algum por si. Assim estará sempre disponível e vai poder usá-lo quando quiser, sem dar satisfações a ninguém.

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