Bárbara Vieira
Bárbara Vieira
07 Out, 2016 - 11:31
11 Sintomas de diabetes que vai querer conhecer

11 Sintomas de diabetes que vai querer conhecer

Bárbara Vieira

Em Portugal estima-se que mais de 1 milhão de portugueses, entre os 20 e os 79 anos, tenha diabetes, mas cerca de 43% desconhecem que têm sintomas de diabetes.

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Os sintomas de diabetes podem não ser facilmente percecionados, uma vez que esta doença crónica é na maior parte das vezes assintomática e considerada uma doença silenciosa. Muitas vezes, quando o diagnóstico é estabelecido as pessoas podem já ter a doença há meses ou mesmo há anos.

O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune que faz com que as células produtoras de insulina no pâncreas sejam destruídas, impedindo que o corpo seja capaz de produzir insulina suficiente para regular adequadamente os níveis de glicose no sangue. Pode ser diagnosticada em qualquer idade, embora seja comummente diagnosticada em crianças e jovens.

A diabetes tipo 2 é um distúrbio metabólico que resulta em hiperglicemia (níveis elevados de glicose no sangue) devido ao corpo ser ineficaz no uso da insulina que produziu. Geralmente é diagnosticada em pessoas acima dos 40 anos.

Como reconhecer os sintomas de diabetes?

A maior parte dos sintomas de diabetes resulta de uma alteração dos níveis de glicemia, que é um tipo de açúcar, no sangue. Nos diferentes tipos de diabetes, a maior parte dos sintomas é semelhante. A grande diferença é que, enquanto os sintomas da diabetes tipo 1 surgem de forma repentina, no caso de diabetes tipo 2 surgem de forma mais gradual, deixando de ser tão óbvio.

Atente a todos os sintomas.

diabetes

1. Polifagia ou hiperfagia – fome frequente

Quando se ingere comida, esta é convertida em glicose, mas é necessária insulina para transportar a glicose para as células.

No caso de diabetes tipo 1 como não ocorre a produção de insulina, e no tipo 2 como ocorre resistência à insulina, as células não conseguem alcançar a glicose necessária para gerar energia. O corpo compreende esta situação como se estivesse em constante jejum, e como necessita de energia faz aumentar o apetite.

O simples facto de comer não elimina a sensação de fome.

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2. Cansaço extremo

A glicose é a fonte de energia para as células, como em ambos os tipos de diabetes 1 e 2 ocorre uma alteração ao nível da insulina, as células captam menos glicose que o necessário, e, assim, o corpo produz menos energia, revelando sintomas de cansaço, fadiga e falta de energia.

3. Poliúria – urinar com mais frequência do que o habitual

Normalmente o nosso corpo reabsorve a glicose quando passa pelos rins. Mas quando a diabetes tipo 1 e 2 aumentam os níveis de glicose no sangue, os rins deixam de conseguir reabsorver tanta glicose e permitem a perda de glicose pela urina.

A glicose precisa de ser diluída para poder ser eliminada. Assim, quanto maior for a glicemia, maior será a quantidade de urina produzida durante um dia e maior a glicosúria (perda de glicose na urina).

4. Polidipsia – constante sensação de sede

Este sintoma de diabetes encontra-se relacionado com o sintoma anterior, uma vez que quanto mais água o nosso organismo perder, mais desidratado fica, e a sede é um mecanismo do nosso corpo para combater a desidratação, daí a constante sensação de sede.

5. Xerostomia – sensação de boca seca

Apesar da ingestão constante de água, o nosso corpo também a vai eliminando através da urina, deixando-o desidratado, sendo a sensação de boca seca, um sintoma de desidratação resultante deste ciclo.

6. Perda de peso

Geralmente a pessoa com diabetes perde muito peso, mesmo que esteja a ingerir constantemente alimentos. Como a insulina não é produzida, a glicose não é aproveitada e acaba sendo eliminada pela urina, o que leva a um ciclo de aumento de apetite e perda de peso.

No caso da diabetes tipo 2 esta perda de peso geralmente não é tão acentuada, uma vez que ainda ocorre a produção de insulina, fazendo chegar glicose às células, mas como a insulina não é suficiente, a restante glicose é expelida na urina e a outra parte é transformada em reserva de gorduras.

7. Cicatrização lenta de feridas

Com o tempo, o alto nível de açúcar no sangue pode afetar o fluxo sanguíneo e causar uma diminuição da função das células que reparam os tecidos, provocando uma diminuição da proliferação celular, alteração na capacidade de formar novos vasos sanguíneos e lesões ao nível dos nervos.

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Todos estes fatores fazem com que a pessoa perca a sensibilidade nos membros inferiores, e qualquer ferida pode aparecer e agravar sem que a pessoa sinta.

8. Mau hálito

Este sintoma pode surgir devido a infeções das gengivas ou dos dentes, ou pela utilização da gordura armazenada no corpo que faz libertar três substâncias identificadas como cetonas: β-hidroxibutirato, acetoacetato e acetona.

Estas cetonas são eliminadas na urina e nos pulmões, por isso o hálito pode ficar com um odor adocicado e azedo ao mesmo tempo.

9. Cetoacidose metabólica

A cetoacidose diabética é um dos sintomas de diabetes mais graves que ocorre quando o organismo produz altos níveis de ácidos sanguíneos chamados cetonas.

Sem insulina suficiente, o corpo começa a fracionar a gordura para usar como energia. Este processo produz a acumulação de etonas, levando eventualmente à cetoacidose diabética, isto é, acidificação do sangue.

10. Infeções frequentes

Em geral, as doenças infeciosas são mais frequentes e graves em pacientes com diabetes, o que, potencialmente, aumenta a sua morbimortalidade. A maior frequência de infeções em pessoas diabéticas é causada pelo ambiente hiperglicémico, que favorece a disfunção do sistema imunitário. As infeções frequentes podem ser pneumonias, infeções na pele, candidíase ou infeções urinárias.

11. Visão turva

A visão turva é frequentemente um dos primeiros sintomas de diabetes. A visão pode estar turva porque o excesso de glicose causa um inchaço no cristalino (lente do olho), alterando a sua flexibilidade e forma. Estas alterações dificultam a capacidade do olho em focar, o que faz a visão ficar embaçada.

Sobre diabetes gestacional

diabetes gestacional

A diabetes gestacional ocorre quando a mãe tem hiperglicemia, ou seja, níveis elevados de glicose no sangue) durante a gravidez. O diabetes gestacional geralmente desenvolve-se no terceiro trimestre, entre 24 e 28 semanas, e, geralmente, desaparece após o nascimento do bebé.

Esta patologia é originada devido à falta de insulina para dar resposta às necessidades do bebé. Uma dieta saudável e a prática de exercício físico estão na base de um tratamento eficaz para este tipo de diabetes. Os principais sintomas são sede excessiva, boca seca e vontade frequente de urinar.

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