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Teresa Campos
Teresa Campos
06 Out, 2020 - 10:54

Como se faz e para que serve o teste de imunidade à COVID-19?

Teresa Campos

O teste de imunidade à COVID-19 permite aferir o nível de anticorpos ao novo coronavírus que cada indivíduo possui. Perceba a sua utilidade.

Multicare disponibiliza teste ao COVID-19 na sua rede de prestadores

No geral, os testes de imunidade permitem aferir os anticorpos que cada pessoa tem para determinado vírus. No que respeita ao novo coronavírus, o teste de imunidade à COVID-19 é capaz de identificar se um indivíduo já tem anticorpos para o SARS-CoV-2.

Para isso, é necessário que a pessoa já tenha tido contacto com o novo coronavírus. Contudo, como nem sempre esta doença é sintomática, o teste de imunidade à COVID-19 revela-se ainda mais útil e importante.

Teste de imunidade à COVID-19: tudo o que precisa saber

Termos anticorpos em relação a uma doença, como a COVID-19, pode funcionar como uma “reserva” de proteção, no caso de sermos infetados pelo mesmo vírus. Nessa situação, é como se o nosso organismo já tivesse uma resposta pronta.

Neste momento, já é possível fazer um teste de imunidade à COVID-19. Porém, em termos da população em geral, o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge julga ainda ser prematuro admitir a ideia de haver uma imunidade coletiva.

Por outro lado, a Alemanha já realizou testes a 100 mil voluntários, tendo já criado um atestado de imunidade que é atribuído a quem revela ter anticorpos para a COVID-19.

Teste de imunidade à população

Quando esses testes começarem a ser feitos à população em geral, é provável que os primeiros a serem sujeitos à analise sejam também os primeiros doentes a terem sido infetados e que já estejam curados.  

Depois, os testes terão de ser, necessariamente, estendidos a toda a população. Esta será uma etapa fundamental, até haver uma vacina ou um tratamento eficaz.

Porém, a expectativa é só avançar com a realização destes testes em massa, quando se estimar que cerca de 60% a 70% dos portugueses já estejam imunes à COVID-19.

Médicos com amostra de sangue

E se eu quiser fazer um teste de imunidade à COVID-19? Posso?

Embora os testes de imunidade em massa ainda não estejam em curso, já é possível que cada indivíduo, a título particular, possa analisar se tem ou não anticorpos para a COVID-19. Fique a saber como.

Para que serve?

O teste de imunidade à COVID-19 serve, essencialmente, para:

  • rastrear contactos anteriores com o novo coronavírus;
  • avaliar o grau de exposição e de imunidade do indivíduo.

Este deve ser um teste complementar ao teste de despiste da COVID-19, dado que ele permite rastrear os contactos e avaliar serologicamente o indivíduo.

Como se faz?

O teste pode ser feito sem marcação prévia, numa unidade com esse serviço. Todo o processo é muito simples e rápido: basta fazer uma colheita de sangue. Como explicado, esta análise pode ser realizada como complemento ao teste de despiste da COVID-19.

Assim que os resultados estejam prontos, eles são enviados para o requerente por email ou SMS, num prazo até 48 horas.

centros de rastreio covid-19
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Quem pode fazer?

Este teste pode ser feito a pessoas que desejem avaliar a sua eventual imunidade, face à COVID-19.

  • Caso o resultado do teste seja positivo, significa que o indivíduo pode já ter contactado com o novo coronavírus e, assim, estar imune;
  • Caso o resultado seja negativo, significa que o indivíduo não teve contacto documentado com o novo coronavírus e, assim, não deve estar imune.

Quais as condições para ser feito?

O teste APENAS pode ser feito a pessoas não doentes e não sintomáticas.

Para já, esta análise só pode ser realizada a título particular, nas unidades com esse serviço, mediante uma prescrição médica. Como ainda não é comparticipado, o teste deve ser pago por inteiro, apenas podendo usufruir das convenções ou acordos dos sistemas e sub-sistemas de saúde e seguradoras.

Quais os anticorpos pesquisados e qual o seu significado?

A presença de anticorpos de tipo IgG anti-S1 permite presumir contacto e, logo, imunidade. Embora este aspeto ainda esteja pendente de validação científica. Convém sublinhar que o papel dos anticorpos na imunidade/proteção para esta doença ainda se encontra em estudo pela comunidade médica.

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