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Afonso Aguiar
Afonso Aguiar
12 Abr, 2022 - 12:59

Travão de mão: todos os cuidados que deve ter

Afonso Aguiar

O que acontece se puxar o travão de mão demasiado para cima? E se o carro estiver muito tempo parado? Saiba tudo neste artigo.

Travão de mão

Entre as várias componentes de um carro, há uma que é muitas vezes descurada, mas cuja negligência de cuidados pode arcar graves consequências: o travão de mão. E pode dar origem a contas pesadas na altura de levar o seu automóvel ao mecânico.

O travão de mão tem como função imobilizar o veículo, impedir que o veículo se movimente quando estacionado, principalmente em subidas, descidas e declives. Normalmente, esta componente é uma alavanca, que está presente entre os dois bancos dianteiros. Em alguns modelos é necessário carregar num botão para acionar o travão de mão.

É formado por um cabo de aço que, quando acionado, puxa as lonas do travão traseiro contra as rodas. Esse movimento vai travar o veículo, mantendo o carro imóvel enquanto estiver estacionado. Porém, muitos especialistas sugerem ainda engatar o carro, para não forçar o travão de mão.

Possíveis problemas com o travão mão

Como todas as peças, o travão de mão sofre com o desgaste natural. Com o tempo, e também com um mau cuidado ou maus hábitos de condução, será normal começarem a aparecer alguns problemas:

  • Problemas nas maxilas – Quando o travão de mão não prende, uma causa comum são problemas nas maxilas, o que pode vir a implicar alguma despesa;
  • Rutura nos cabos – Se existirem ruturas nos cabos o travão de mão pode não prender, ou prender mal o suficiente para o carro não ficar no mesmo sítio em terreno íngreme;
  • Ferrugem – A alavanca do travão de mão funciona com a ajuda de um linguete que encaixa numa cremalheira. Se não o usamos com regularidade, este sistema está sujeito a ferrugem que pode vir a fazer estragos, sendo que em alguns casos poderá inclusive não conseguir baixá-lo. Os cabos podem também ser vítimas;
  • As pastilhas partirem – caso force demasiado o travão de mão, as pastilhas do travão traseiro, responsáveis pelo bloqueio das rodas, poderão partir e inutilizar todo o sistema;
  • Sistema desafinado – O sistema do travão de mão tem um sistema de afinação. Caso não esteja afinado, uma ou as duas rodas poderão deixar de ficar imobilizadas.

Apesar de algumas das situações acima serem mais graves e dispendiosas do que as outras, recomenda-se, em qualquer dos casos, que se desloque o quanto antes a uma oficina para resolver o problema.

Se não o puder fazer, então estacione num sítio muito plano e, como salvaguarda, coloque a primeira mudança ou a marcha atrás, preferencialmente a primeira. Opte pela última apenas se houver um muito ligeiro declive descendente.

Estacionar num lugar exageradamente plano só deverá ser utilizado como último recurso para evitar complicações, até porque é uma opção não 100% fiável. Correrá, portanto, o risco de esta solução não funcionar e vir a descobrir que o carro bateu contra um poste. Além disso, problemas no travão de mão poderão inclusive originar aumento nos consumos.

Cuidados e manutenção a observar

Apesar de não haver soluções que garantam que não vai ter nunca ter problemas, há formas de diminuir a sua possibilidade. Os hábitos de condução e um maior cuidado com a manutenção são importantes para que isso aconteça. Portanto, é aconselhável:

  • fazer a revisão do travão de mão a cada 10 mil ou 15 quilómetros;
  • verifique o manual do veículo para saber quando deve trocá-los e respeite a indicação dada pela marca;
  • evite puxar muito para cima o travão de mão. Este hábito comum costuma forçar desnecessariamente o sistema e originar vários problemas;
  • se o veículo estiver muito tempo parado, então dê uma pequena volta com ele ou, na impossibilidade de o fazer, rode as rodas uns metros. Se as pastilhas de travão estiverem a pressionar muito tempo a mesma zona da roda, irão eventualmente partir.

Agora que já sabe o que deve fazer para evitar problemas é só colocá-lo em prático. Poupar no mecânico depende mais vezes dos hábitos do condutor do que da sorte ou azar do modelo que lhe “saiu”.

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