O Dia Internacional dos Parques Nacionais assinala-se a 24 de agosto. E Portugal, apesar de todo o território de áreas protegidas que tem espalhado pelo país, entra nesta data com apenas um: o Parque Nacional da Peneda-Gerês. Existe uma pergunta comum de quem planeia uma visita: quanto custa entrar?
A maioria do parque é gratuita: não existe bilhete de entrada geral nem horário de funcionamento, e a paisagem, os trilhos e as aldeias podem ser percorridos livremente. Mas há uma exceção sazonal que continua a apanhar muita gente de surpresa, além de alguns custos opcionais que podem pesar no orçamento de um dia de passeio.
Antes de fazer as malas, vale a pena perceber onde se paga, onde não se paga um cêntimo, e como planear a visita ao único parque nacional português sem sustos na carteira.
O único parque nacional de Portugal
O Peneda-Gerês foi criado a 8 de maio de 1971 e continua a ser a única área protegida portuguesa com o estatuto de Parque Nacional – todas as outras são parques naturais ou reservas. Ocupa 22 freguesias distribuídas por cinco concelhos: Melgaço, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Terras de Bouro e Montalegre.
Faz fronteira com o parque natural espanhol da Baixa Limia-Serra do Xurés, com quem forma, desde 1997, o Parque Transfronteiriço Gerês-Xurés, classificado pela UNESCO como Reserva da Biosfera a 27 de maio de 2009.
Quanto custa entrar?
Ao contrário do que acontece em muitos parques nacionais europeus, o Peneda-Gerês não tem portaria nem bilhete de entrada. É uma área aberta, com estradas públicas, aldeias habitadas e a maioria dos trilhos de acesso livre.
A exceção fica na Mata da Albergaria, uma das zonas mais sensíveis e visitadas do parque, entre as Caldas do Gerês e a Portela do Homem. Ali, o acesso automóvel está sujeito a uma taxa diária de 1,50€ por viatura, aplicada entre junho e setembro, das 11h às 18h, ao abrigo de um protocolo entre o ICNF e a ADERE Peneda-Gerês. O valor é igual para carros e motas, sem descontos por número de passageiros. Estão isentos os residentes e naturais de Terras de Bouro, mediante comprovativo.
Confirme sempre os horários junto da ADERE Peneda-Gerês antes de viajar, sobretudo em fins de semana de verão, já que a operação da cobrança pode variar ligeiramente de ano para ano.
Termas, museus e outras despesas opcionais
Fora da Mata da Albergaria, os custos que existem são sempre opcionais. Alguns núcleos museológicos, como o de Campo do Gerês, cobram um bilhete simbólico com um suplemento de 1€ para acesso combinado às três áreas expositivas. As Termas do Gerês, por seu lado, costumam praticar pacotes entre 15€ e 30€, consoante o tipo de tratamento escolhido.
Onde dormir sem gastar muito
Para quem quer prolongar a visita, o campismo continua a ser a opção mais económica dentro do parque, com preços por casal e tenda a partir de 21€ nalguns parques da região, subindo até cerca de 100€ para bungalows equipados. Reserve alojamento com antecedência nos meses de verão, quando a procura dispara e os preços sobem rapidamente, sobretudo em agosto.
Na prática, a paisagem é grátis, os trilhos são grátis, só a Mata da Albergaria cobra 1,50€ por dia entre junho e setembro, um pouco mais do que um café.
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