Ekonomista
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23 Set, 2025 - 10:45

Alterações à legislação laboral: estamos a falar de retrocesso?

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PS alerta para retrocessos nas alterações à legislação laboral e critica manobras com temas como amamentação no trabalho.

As recentes alterações à legislação laboral propostas pelo Governo estão a gerar fortes reações. O Partido Socialista (PS) denuncia que as propostas escondem retrocessos graves e que temas sensíveis, como a amamentação no trabalho e o luto gestacional, estão a ser usados como moeda de troca nas negociações sindicais.

Este debate levanta preocupações sobre o impacto real das mudanças para os trabalhadores portugueses, sobretudo mulheres e jovens, num momento de crescente precariedade no mercado laboral.

Direitos laborais das mulheres em risco com nova proposta

Amamentação no trabalho e luto gestacional instrumentalizados

Entre as medidas apresentadas pelo Governo estão o direito à amamentação durante o horário laboral e ao luto gestacional. No entanto, o PS, através do seu secretário-geral José Luís Carneiro, acusa o Executivo de incluir estas propostas apenas como iscos negociais para serem retirados estrategicamente. Segundo o PS, o Governo tenta assim criar uma falsa imagem de abertura ao diálogo, ao mesmo tempo que avança com mudanças mais nocivas à lei laboral.

Retrocessos históricos em setores já vulneráveis

Para a ex-ministra do Trabalho Ana Mendes Godinho, esta “agenda medieval” pode representar um ataque sério aos direitos conquistados. A socialista salienta os impactos diretos que estas alterações podem ter em setores marcados por alta precariedade, como a agricultura, construção civil e trabalho doméstico. S

egundo Godinho, ao focar o debate em medidas simbólicas, o Governo está a desviar atenções de retrocessos estruturais que enfraquecem garantias fundamentais do mundo laboral.

Governo e sindicatos em rota de colisão sobre nova legislação

Ameaça à estabilidade institucional dos sindicatos

O PS alerta para as consequências da desregulação do trabalho em Portugal e para o enfraquecimento das estruturas sindicais tradicionais, como a UGT. A nova legislação poderá agravar a precariedade e promover o trabalho não declarado, especialmente entre os trabalhadores mais jovens. Segundo os socialistas, este caminho favorece a informalidade laboral e coloca em risco direitos essenciais conquistados ao longo de décadas de luta sindical e social.

José Luís Carneiro reforça ainda a necessidade de separar debates estruturais, como a alteração da lei laboral, do Orçamento do Estado. Para o líder socialista, temas como a reforma fiscal, a lei de bases da saúde e a segurança social devem ser discutidos com total transparência, longe da influência de manobras políticas pontuais.

Partilhe este artigo e participe no debate sobre os impactos das alterações à legislação laboral. A sua opinião é fundamental para proteger os direitos de todos os trabalhadores.

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