Share the post "Bacalhau cada vez mais caro e vai continuar a aumentar até ao Natal"
A aproximação do Natal e do Ano Novo volta a colocar o bacalhau no centro das preocupações de quem prepara a ceia de Consoada. Um dos alimentos mais tradicionais da mesa portuguesa poderá custar mais cinco euros por quilo nesta época festiva, agravando a despesa das famílias num período em que a alimentação, os presentes e as restantes compras de dezembro já pressionam os orçamentos domésticos.
O aumento do preço do bacalhau é particularmente relevante em Portugal, onde este peixe continua a ocupar um lugar de destaque nas celebrações natalícias. E neste momento o preço médio já está nos 25 euros o quilo. Cozido com batatas e couves, acompanhado de azeite ou preparado de outras formas, faz parte dos hábitos de milhares de famílias.
Por isso, qualquer subida significativa do seu preço tem impacto não apenas nas contas do supermercado, mas também numa tradição que muitos portugueses procuram preservar.
Quanto pode subir o preço do bacalhau no Natal?
O preço do bacalhau poderá aumentar ainda mais cinco euros por quilo durante o Natal. A subida representa uma diferença considerável, sobretudo para as famílias que compram quantidades maiores para a Consoada e para as refeições dos dias seguintes.
Por exemplo, num bacalhau cujo preço passe de 15 para 20 euros por quilo, a diferença será de cinco euros por cada quilo comprado. Uma aquisição de três quilos representará, neste cenário, mais 15 euros na fatura final.
O impacto dependerá, naturalmente, do preço praticado por cada estabelecimento, da espécie comercializada, do calibre das postas, do método de preparação e da qualidade do produto.
O bacalhau graúdo, por exemplo, pode apresentar valores bastante diferentes dos praticados para exemplares mais pequenos ou para cortes específicos.
Importa também distinguir os aumentos anunciados para o período festivo dos preços efetivamente encontrados nas lojas.
A evolução poderá variar entre supermercados, peixarias tradicionais e outros pontos de venda, pelo que a comparação de preços continuará a ser uma ferramenta importante para controlar os gastos.
Porque está o bacalhau a ficar mais caro?

O preço do bacalhau depende de vários fatores, desde a disponibilidade de peixe nos locais de captura até aos custos de transformação, conservação, transporte e distribuição.
Portugal importa grande parte do bacalhau que consome, o que torna o mercado nacional particularmente dependente da evolução internacional da oferta e dos custos associados à sua aquisição.
A disponibilidade de pescado, as quotas de captura, as condições ambientais e a procura nos principais mercados podem influenciar os preços ao longo do ano.
A estes fatores juntam-se os custos de processamento e conservação. O bacalhau tradicionalmente consumido em Portugal passa por processos de salga e secagem, que exigem instalações, energia, mão de obra e logística.
As despesas de transporte e armazenamento também podem repercutir-se no preço final pago pelo consumidor.
A procura sazonal é outro elemento importante. Com a chegada de dezembro, muitas famílias compram bacalhau para a Consoada, enquanto restaurantes e comerciantes reforçam as encomendas para responder ao aumento do consumo.
Comprar bacalhau para o Natal sem gastar tanto

Perante a escalada dos preços, antecipar as compras e comparar diferentes opções são duas das medidas mais úteis para reduzir o impacto no orçamento familiar.
A DECO PROteste analisou os preços praticados nos quatro Natais entre 2022 e 2025 e concluiu que comprar bacalhau cerca de dez semanas antes da Consoada permitiu poupar, em média, 8,7% por quilo face à semana do Natal.
O resultado não garante que o preço seja sempre mais baixo em setembro ou outubro, mas mostra que deixar a compra para os últimos dias pode não ser a opção mais económica.
Para quem ainda não comprou o bacalhau, vale a pena acompanhar os preços e aproveitar eventuais campanhas promocionais. Comparar o custo por quilo, em vez de olhar apenas para o preço total da embalagem, também permite avaliar melhor as diferenças entre produtos.
Outra estratégia consiste em calcular antecipadamente a quantidade necessária. Comprar mais do que será efetivamente consumido pode aumentar desnecessariamente a despesa e contribuir para o desperdício alimentar.
A escolha das postas deve ter em conta o número de pessoas à mesa e a existência de outras entradas e acompanhamentos.
O bacalhau salgado seco e o demolhado ultracongelado devem ainda ser comparados considerando o peso efetivo do produto, o estado em que é vendido e a conveniência da preparação.
O preço por quilo, por si só, nem sempre permite uma comparação direta entre produtos diferentes.