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Teresa Campos
Teresa Campos
19 Dez, 2018 - 14:00

Bigode do gato ou vibrissas: qual a sua importância

Teresa Campos

As vibrissas, habitualmente conhecidas por bigode do gato, são de grande importância para o bem-estar e equilíbrio do seu animal. Fique a saber porquê!

Bigode do gato ou vibrissas: qual a sua importância

Se pensa que o bigode do gato é, apenas, mais uma caraterística ou pormenor do seu animal, desengane-se. As vibrissas (nome técnico) são de grande importância para o bem-estar e orientação do seu animal.

Portanto, trate bem dos bigodes do gato e saiba as suas principais funções, caraterísticas e por que nunca, mas nunca, deve cortar as vibrissas do seu felino. Descubra tudo!

Vibrissas ou bigode do gato: caraterísticas e funções

O que são?

Os bigodes do gato, cientificamente designados de vibrissas, existem não só na boca do animal, mas também noutras partes do corpo do felino, como por cima dos olhos, nas bochechas e na parte traseira inferior das patas dianteiras.

  • as vibrissas localizadas no lábio superior designam-se mistaciais e estão dispostas em quatro filas – as duas superiores mexem-se de forma independente das inferiores;
  • as que estão por cima dos olhos nomeiam-se supraciliares e constituem dois tufos, um em cima de cada olho;
  • por baixo das orelhas, existem as vibrissas genais, dispostas em dois tufos diferentes, um em cada lado do focinho;
  • há, ainda, um tufo mandibular;
  • e, por último, na parte traseira ou caudal das extremidades anteriores, perto dos carpos, há outro tufo de vibrissas carpais ou ulnares, idênticas às que existem no focinho do gato.

Qual a diferença em relação aos pelos comuns?

As vibrissas são mais compridas e grossas e estão alojadas num folículo piloso cinco vezes maior do que um folículo normal. Elas possuem recetores nervosos extremamente sensíveis à pressão ou ao movimento. Por isso, através das vibrissas, os gatos são capazes de sentir ténues variações nas correntes de ar, por exemplo.

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Quais as suas funções?

Como referimos, as vibrissas são muito sensíveis a aspetos tão simples como variações da velocidade e direção do ar. Por isso mesmo, estes “pelos” são tão importantes, já que permitem detetar objetos ou animais próximos e, assim, evitá-los ou caçá-los.

Quando o gato está em movimento, ele dirige as vibrissas faciais para a frente e para os lados para obter um ângulo de visão mais amplo. Já quando ele está a descansar, a cheirar ou a proteger-se, ele dobra-as para os lados da cara.

As vibrissas das patas transmitem informação importante ao gato enquanto ele se movimenta, ajudando também na captura das presas.

As vibrissas servem, ainda, para indicar o estado do humor do felino: quando um gato está irado ou com uma postura defensiva, os bigodes ficam para trás; já quando está feliz, curioso ou contente, os bigodes ficam mais relaxados e para a frente.

As vibrissas caem? E mudam de cor?

Como outro tipo de pelos, as vibrissas podem cair e repor-se. No entanto, nunca deve puxá-las ou retirá-las, pois isso pode diminuir a capacidade do felino calcular distâncias, além de provocar uma dor intensa ao animal e causar-lhe stress. Se a queda das vibrissas for grande e frequente, pode consultar o veterinário e verificar se há alguma deficiência de vitaminas ou existência de dermatopatias.

As vibrissas podem clarear com o envelhecimento. Em gatos mais velhos, é possível identificar vibrissas cinzentas ou, mesmo, sem cor. Qualquer uma destas alterações é perfeitamente natural. O siamês, por exemplo, costuma nascer com as vibrissas bem claras e, progressivamente, vão escurecendo.

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Curiosidades e mitos

5 curiosidades

  1. Os gatos Sphinx não costumam ter vibrissas.
  2. Já a raça Rex apresenta vibrissas curtas e encaracoladas.
  3. Se o seu gato retira a comida do recipiente, é porque as suas vibrissas tocam na taça. Deve comprar um comedouro maior;
  4. Há outros animais com vibrissas, tais como: ratos, cavalos, pássaros e mamíferos marinhos;
  5. As maiores vibrissas de sempre medem 19 cm e pertencem a um Maine Coon, finlandês.

3 mitos

  1. Não voltam a crescer, depois de cairem;
  2. Os gatos com as vibrissas cortadas, regressam sempre a casa;
  3. Se cortarem as vibrissas, o animal sangra.

Veja, agora, como os gatos usam as suas vibrissas:

Afinal, o bigode do gato não é, apenas, mais um pormenor da anatomia do seu animal. Ele assume grande importância no dia-a-dia do seu felino e, por essa razão, não deve ser cortados, nem sequer mexido com frequência, nem de forma agressiva ou brusca.

Respeite a fisionomia do seu animal e deixe os bigodes do gato seguirem o seu crescimento e desenvolvimento natural, sem intervir. Caso as vibrissas se partam, pergunte ao veterinário qual a melhor ação a tomar.

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