Miguel Pinto
Miguel Pinto
08 Jul, 2026 - 15:00

Castelo de Almourol: o templário que dorme no meio do Tejo

Miguel Pinto

É um castelo que remonta à fundação da nacionalidade. Almourol é o testemunho de batalhas passadas e um excelente destino de férias.

castelo de almourol

Algumas paisagens que parecem saídas de um livro de aventuras. O Castelo de Almourol é uma delas. Erguido sobre um pequeno ilhéu rochoso no meio do rio Tejo, este castelo templário é um dos monumentos mais fotografados de Portugal.

Situado em Vila Nova da Barquinha, o Castelo de Almourol assenta numa ilha escarpada no curso médio do Tejo. As origens da ocupação deste local perdem-se um pouco no tempo, mas o que se sabe com certeza é que, quando os portugueses conquistaram a região em 1129, já aqui existia uma fortificação, então conhecida por Almorolã.

A construção que hoje se visita ficou a cargo da Ordem dos Templários, que reedificou o castelo ao longo do século XII, com as obras concluídas em 1171 sob a liderança de Gualdim Pais, o célebre mestre templário responsável também pela fundação de Tomar.

Foi um posto avançado fundamental da Reconquista Cristã, guardando a linha do Tejo. Com a extinção da Ordem e o fim do contexto militar que justificava a sua existência, Almourol entrou num longo período de esquecimento, só interrompido séculos mais tarde pelo interesse do Romantismo pelas ruínas medievais e pelo imaginário cavaleiresco.

Já no século XX, o castelo chegou a servir como residência oficial da República Portuguesa, tendo sido palco de alguns eventos ligados ao Estado Novo.

Foi classificado Monumento Nacional em 1910 e, mais recentemente, destacou-se como finalista das 7 Maravilhas de Portugal, em 2007. Em 2018 foi inaugurado o Centro de Interpretação Templário de Almourol (CITA), que complementa a visita com um olhar mais aprofundado sobre a herança templária da região.

Como visitar o Castelo de Almourol

vista de almourol

A grande particularidade, e o principal charme, desta visita é que só se chega ao castelo de barco. Não há ponte nem acesso pedonal direto. O Tejo faz questão de manter o mistério.

Horário

  • Verão (março a setembro): das 9h30 às 13h e das 14h30 às 18h30
  • Inverno (outubro a fevereiro): das 10h às 13h e das 14h30 às 17h
  • A última travessia acontece sempre 40 minutos antes do encerramento, tanto de manhã como à tarde.

Vale a pena ter em conta que, devido à localização insular do monumento, as visitas dependem das condições climatéricas e podem ser interrompidas a qualquer momento caso o rio não ofereça condições de segurança para a travessia.

Preços

O bilhete de entrada no castelo inclui também o acesso ao Centro de Interpretação Templário de Almourol (CITA):

  • Crianças até aos 6 anos – entrada gratuita;
  • A partir dos 7 anos são 4 euros por pessoa;
  • Antigos combatentes e viúvas/os de antigos combatentes, mediante apresentação do cartão respetivo têm entrada gratuita.

Importa referir que o Castelo de Almourol não está sob tutela da Museus e Monumentos de Portugal, pelo que não se aplica a gratuitidade habitual para residentes em território nacional.

praia do lago
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A travessia de barco

  • Cais de Almourol, mesmo em frente ao castelo, a partir de embarcações com capacidade para 20 pessoas, sem necessidade de marcação prévia.
  • Cais de D’El Rei, em Tancos, um passeio fluvial em embarcação de recreio com capacidade para 50 pessoas, com marcação prévia obrigatória (reservado a grupos com mais de 20 visitantes), através da Junta de Freguesia de Tancos.

Centro de Interpretação Templário de Almourol (CITA)

Antes ou depois da travessia, vale a pena parar no CITA, no Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha, para perceber melhor o contexto histórico do castelo e da presença templária na região.

O horário de funcionamento varia consoante a época do ano e o dia da semana, por isso a recomendação é confirmar previamente junto do próprio centro ou da autarquia.

As melhores praias fluviais perto de Almourol

Aldeia de Dornes

Depois de subir e descer as muralhas templárias debaixo do sol de verão, nada como um mergulho de água doce.

O Médio Tejo é, aliás, uma das regiões do país com maior concentração de praias fluviais de qualidade, muitas delas com o selo Bandeira Azul, que atesta a excelência da água e a segurança do espaço.

Praia Fluvial de Constância, na confluência do rio Zêzere com o Tejo, a escassos minutos de Almourol. Conta com uma área de areal requalificada e água de excelente qualidade, sendo uma das opções mais convenientes para quem visita o castelo no mesmo dia.

Praia Fluvial de Aldeia do Mato, no concelho de Abrantes, na margem esquerda do rio Zêzere, já dentro da Albufeira de Castelo do Bode. É uma das praias fluviais mais premiadas do país, com Bandeira Azul há mais de uma década, e oferece piscina, bar de apoio, zona balnear vigiada e boas condições de acessibilidade.

Praia Fluvial de Fontes, também em Abrantes, igualmente distinguida com Bandeira Azul e integrada na mesma albufeira, uma alternativa mais tranquila para quem procura um ambiente familiar.

Praia Fluvial do Carvoeiro, em Mação, um pouco mais afastada mas incontornável. É a praia fluvial mais premiada do Médio Tejo, com Bandeira Azul atribuída de forma consecutiva há duas décadas. Tem balneários, bar, parque de merendas e churrasqueira.

Praia Fluvial do Agroal, na fronteira entre Ourém e Tomar, conhecida pelas suas águas com propriedades terapêuticas e também galardoada com Bandeira Azul.

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