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Os Certificados de Aforro da Série F pagam uma taxa bruta de 2,500% nas subscrições feitas em novembro de 2026. O valor foi fixado pelo IGCP a 30 de outubro e repete o de setembro e outubro.
Não sobe mais porque não pode. A taxa base da Série F acompanha a Euribor a três meses, mas tem um teto de 2,5% e a média deste indexante continua acima desse limite. Na prática, quem aplica 10.000 euros recebe cerca de 45 euros líquidos de juros no primeiro trimestre. Em novembro de 2025, com a taxa nos 2,044%, eram cerca de 37 euros.
Qual é a taxa dos Certificados de Aforro em novembro de 2026?
A taxa bruta dos Certificados de Aforro Série F para novas subscrições em novembro de 2026 é de 2,500%, segundo o IGCP. Descontada a taxa liberatória de IRS de 28%, a remuneração líquida fica em 1,8% ao ano no primeiro ano, antes de qualquer prémio de permanência.
| Mês de subscrição | Taxa base bruta (Série F) |
|---|---|
| Novembro 2025 | 2,044% |
| Dezembro 2025 | 2,057% |
| Janeiro 2026 | 2,046% |
| Fevereiro 2026 | 2,031% |
| Março 2026 | 2,012% |
| Abril 2026 | 2,138% |
| Maio 2026 | 2,195% |
| Junho 2026 | 2,215% |
| Julho 2026 | 2,356% |
| Agosto 2026 | 2,474% |
| Setembro 2026 | 2,500% |
| Outubro 2026 | 2,500% |
| Novembro 2026 | 2,500% |
Depois de três descidas no início do ano, a taxa tocou nos 2,012% em março. Desde então, subiu seis meses seguidos e está no teto desde setembro. Num ano, a subida foi de 0,456 pontos percentuais.
A regra de cálculo está nas condições de subscrição da Série F. O IGCP fixa a taxa base no antepenúltimo dia útil de cada mês, para vigorar no mês seguinte. Usa a média da Euribor a três meses dos 10 dias úteis anteriores, arredondada à terceira casa decimal. O resultado nunca pode ficar abaixo de 0% nem acima de 2,5%.
Ou seja: enquanto a Euribor a três meses estiver acima de 2,5%, a taxa base não mexe. Só volta a variar quando a média descer abaixo desse valor.
Quanto rendem 10.000 euros em Certificados de Aforro
Os juros vencem de três em três meses e são capitalizados já líquidos de IRS. Cada trimestre rende sobre o capital inicial mais os juros anteriores. As contas do primeiro trimestre, para 10.000 euros subscritos em novembro:
- Juro bruto – 10.000 × 2,5% ÷ 4 = 62,50 euros
- IRS (28%) – 17,50 euros
- Juro líquido capitalizado -45 euros
Se a taxa base se mantiver nos 2,5% durante o primeiro ano, os 10.000 euros chegam a cerca de 10.181 euros ao fim de 12 meses. São 181 euros líquidos.
A partir do segundo ano, soma-se o prémio de permanência. Com a taxa base no teto, a taxa bruta evolui assim:
| Ano da subscrição | Prémio | Taxa bruta total | Taxa líquida (IRS 28%) |
|---|---|---|---|
| 1.º | 0 | 2,50% | 1,80% |
| 2.º ao 5.º | 0,25 p.p. | 2,75% | 1,98% |
| 6.º ao 9.º | 0,50 p.p. | 3,00% | 2,16% |
| 10.º e 11.º | 1,00 p.p. | 3,50% | 2,52% |
| 12.º e 13.º | 1,50 p.p. | 4,00% | 2,88% |
| 14.º e 15.º | 1,75 p.p. | 4,25% | 3,06% |
Faça a simulação com o seu montante no simulador de Certificados de Aforro do Ekonomista para ver o rendimento a vários anos.
O que muda para quem já tem Certificados de Aforro
Quem já subscreveu não tem de fazer nada. A taxa base aplicada muda no início de cada trimestre de juros, contado a partir da data-valor da subscrição — não no dia 1 de cada mês.
Um exemplo concreto: as subscrições feitas em fevereiro, maio, agosto ou novembro, de qualquer ano, iniciam um novo trimestre de juros em novembro, no dia do mês igual ao da subscrição. Desde agosto, rendiam com uma taxa base de 2,474%. A partir dessa data passam a 2,5%, mais o prémio de permanência que lhes couber.
Resgatar para voltar a subscrever não compensa. O prémio de permanência conta-se a partir da data de cada subscrição, por isso uma subscrição nova volta ao primeiro ano, sem prémio. Já os certificados da Série E, que deixaram de ser vendidos em 2023, têm regras de remuneração próprias. As taxas em vigor estão publicadas na tabela trimestral do IGCP.
Quem ainda guarda certificados em papel das séries A, B ou D tem até 29 de novembro de 2029 para os converter para formato digital, nos balcões dos CTT. A troca é gratuita. Os títulos não convertidos são amortizados nessa data: o valor passa para saldo na conta aforro e deixa de render juros.
Certificados de Aforro ou Certificados do Tesouro Série 5?
Desde julho de 2026, o Estado vende uma alternativa com taxa fixa: os Certificados do Tesouro «Série 5». A escolha depende de duas coisas, o que se espera da Euribor e quando pode precisar do dinheiro.
| Critério | Certificados de Aforro Série F | Certificados do Tesouro Série 5 |
|---|---|---|
| Taxa | Variável, Euribor 3M (máx. 2,5%) + prémio | Fixa, de 2,35% a 3,35% |
| Prazo | Até 15 anos | 10 anos |
| Mínimo | 100 euros por conta | 1.000 euros |
| Resgate | Após o primeiro trimestre | Após um ano |
| Juros | Trimestrais, capitalizados | Anuais, pagos na conta bancária |
Segundo o IGCP, quem mantiver os Certificados do Tesouro Série 5 até ao fim tem uma taxa média bruta de 2,710%, ou 1,951% líquida. No primeiro ano pagam 2,35%, abaixo dos 2,5% atuais dos Certificados de Aforro.
Por outro lado, a taxa fixa protege contra uma descida da Euribor. Quem acredita que os juros vão cair nos próximos anos e não precisa do dinheiro tão cedo pode preferir essa segurança. Quem quer liquidez ao fim de três meses fica melhor servido pelos Certificados de Aforro. Ambos têm garantia total do capital pelo Estado e juros sujeitos a IRS com retenção na fonte.
Vale a pena subscrever Certificados de Aforro agora?
A taxa de 2,5% é o máximo que a Série F paga à partida. Não vai subir mais, mesmo que a Euribor continue a subir. Pode, sim, descer, se a Euribor recuar.
Para começar, basta abrir uma conta aforro nos CTT ou num Espaço Cidadão. Depois, as subscrições seguintes podem ser feitas online no AforroNet. O mínimo por subscrição é de 10 euros e cada conta tem de manter pelo menos 100 unidades, até um máximo de 250.000.
Faça as contas: 10.000 euros parados numa conta à ordem sem juros ficam nos 10.000 euros. Nos Certificados de Aforro, com a taxa de novembro, rendem cerca de 181 euros líquidos no primeiro ano. Não é muito, mas é dinheiro garantido pelo Estado e disponível ao fim de três meses.
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Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública. (s.d.). Condições de subscrição de Certificados de Aforro, Série F. AforroNet. https://aforronet.igcp.pt/iimf.aforronet.ui/condicoes/CondicoesSubscricao.aspx
Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública. (s.d.). Frequently asked questions: Treasury certificates «series 5». https://www.igcp.pt/en/frequently-asked-questions-0
Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública. (2026). Série F: Taxa de juro anual dos Certificados de Aforro em vigor no trimestre corrente de contagem de juros [PDF]. https://www.igcp.pt/sites/default/files/2026-07/Taxa_Anual_F+PP_0.pdf
Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública. (2026, julho 6). IGCP lança Certificados do Tesouro «Série 5» com taxas crescentes e capital garantido. https://www.igcp.pt/pt/noticias/igcp-lanca-certificados-do-tesouro-serie-5-com-taxas-crescentes-e-capital-garantido
Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública. (2026, outubro 30). Taxas de juro dos Certificados de Aforro das Séries A, B, D, E e F em novembro de 2026. https://www.igcp.pt/pt/noticias/taxas-de-juro-dos-certificados-de-aforro-das-series-b-d-e-e-f-em-novembro-de-2026
CTT – Correios de Portugal. (s.d.). Alterações aos certificados de aforro [PDF]. https://www.ctt.pt/application/themes/pdfs/particulares/dinheiro-e-seguros/alteracoes_certificados_aforro.pdf