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Assunção Duarte
Assunção Duarte
18 Fev, 2021 - 10:59

Clubhouse: a nova rede social onde só se entra por convite

Assunção Duarte

Todos querem entrar, mas poucos são convidados. A Clubhouse promete ligações humanas autênticas em vez de likes. Descubra o que é.

Rede social clubhouse

Clubhouse é uma aplicação de redes sociais baseada apenas na voz dos seus utilizadores. Não há texto, vídeos nem fotografias, somente a do perfil do participante, se ele quiser. A app proporciona apenas pura conversa, ao vivo e em direto e nada fica gravado para mais tarde recordar. Em fase de testes durante a maior parte do 2020, a Clubhouse foi lançada nos EUA em Março desse ano e em Maio tinha apenas 1500 utilizadores. 

Mas tudo mudou quando várias celebridades da cultura, política e tecnologia americanas começaram a frequentar a nova rede. No início de 2021 já atingia os 600 mil utilizadores e, no espaço de um mês, foi ultrapassada a fasquia dos 6 milhões. O acesso restrito e apenas por convite parece fazer parte do seu grande atrativo e até já se vendem convites para entrar.

Clubhouse: como funciona?

Dentro da aplicação, toda a comunicação é feita por voz, com áudio ao vivo, numa sala tipo chat room. Os utilizadores podem participar numa conversa, falando ou apenas ouvindo, mas só a pessoa que criou a sala é que pode dar “voz” aos participantes. 

É possível ver o perfil de quem está a participar na mesma conversa e os utilizador podem ter seguidores ou ser eles a seguir outros, como nas redes sociais normais. Pode ainda receber notificações para o início de alguma conversa que lhe interesse e que vai ter início. Tudo acontece ao vivo. Se não estiver lá, vai perder as conversas e estas não ficam gravadas na aplicação.

Smartphone com a app clubhouse

Clubhouse: até agora só se entra por convite

A Clubhouse foi criada para funcionar como um clube elitista real, mas trazido para o mundo virtual. Pode fazer o download da aplicação na App Store (ainda não saiu a versão para Android), mas se não receber um convite com um código de participação, não poderá fazer mais nada.

O objectivo é que esta rede se pareça muito com um evento social real. Os utilizadores podem entrar na sala principal, falar com várias pessoas e depois dividir-se em conversas paralelas e grupos mais pequenos. Parte do êxito da Clubhouse em tempo de pandemia, resulta precisamente desta imitação da espontaneidade que acontece nas festas e interações sociais.

As conversas podem ser leves, mas também podem debater assuntos mais sérios.  Como tem vindo a acontecer com os nomes famosos que têm colocado a Clubhouse na boca do mundo. Situações como o convite que o CEO da Tesla, Elon Musk fez ao presidente Russo, Vladimir Putin, para se juntar a ele numa conversa, só têm contribuído para fazer crescer a fama desta rede. 

Uma rede social ainda à experiência

Sob a luz intensa dos holofotes da fama, especula-se se a rede deve abrir ao público ou se deve manter o seu apelo elitista do convite. Muitos acham que reside aí, nas conversas entre gente famosa e alguns eleitos, a sua grande atração. 

Outra questão em análise é se há ou não uma maior necessidade de moderação para conteúdo menos próprio. Parece estar prevista um função para denunciar conteúdo ofensivo, gravando o áudio dessa interação, mas para alguns isso iria desvirtuar o toque de “ao vivo” que a aplicação parece ter trazido ao mundo das redes sociais. 

Por agora a Clubhouse ainda é pequena quando comparada com as redes sociais clássicas, mas tem suscitado tanto interesse que pode tornar-se enorme de um momento para o outro. Fique atento às novidades aqui.

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