Share the post "Comprar online é prático, rápido e o melhor de tudo: sem filas!"
Regra geral, trata-se de um ato simples. Começa por: procurar um dado artigo no Google (ou noutra plataforma, até mesmo numa rede social), entrar num site (se for de confiança e usual para o utilizador, ainda melhor), adicionar ao carrinho, registar uma conta de utilizador (caso ainda não o tenha realizado), colocar os dados, pagar e está feito! Mais simples do que isto, não existe. Correto?
Porque é que as lojas online pedem registo antes da compra
Mas será que a maioria dos consumidores sabe porque é que muitas lojas online (e-commerce) pedem o registo antes da compra? Qual será o verdadeiro motivo?
A resposta é simples: trata-se de marketing puro. E não tem mal nenhum nisso, mas é pertinente explicar todo o conceito por detrás do mesmo.
Ao registar-se e deixar dados como contacto telefónico, morada, e-mail, idade, entre outros, torna-se num consumidor cada vez mais acessível para o vendedor. Podendo ficar, ao dar autorização para tal, em registo na base de dados do site/da marca.
O valor dos dados para as marcas
Essa enciclopédia de contactos é uma das fontes mais valiosas para uma loja online no que diz respeito a possíveis ações de marketing e retargeting da marca (voltar a impactar alguém que já antes foi impactado ou demonstrou interesse em algum produto ou conteúdo da mesma). Isto, obviamente, respeitando sempre o RGPD (Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados).
Ao longo do tempo, um dado sujeito, ao continuar a comprar no mesmo site e através da mesma conta, possibilita que se crie uma espécie de biografia do consumidor. Em que o seu histórico de pesquisas e compras, artigos adicionados ao carrinho, favoritos, desistências de compra, tempo permanecido numa dada página… funcionam como uma teia de dados e estatísticas que ajudam a mapear o perfil do consumidor.
Então, à luz disso, a vantagem fica apenas do lado das marcas? Não necessariamente!
O típico consumidor atual procura a facilidade, a automatização e a rapidez nos seus modos de consumo. Ao fornecer todos estes dados, contribuirá para tornar toda a sua experiência de compra mais ágil e prática.
Exemplos práticos de personalização
Por exemplo, se o Afonso viver na cidade do Porto e tiver deixado a sua pegada digital num site (em que está com o login feito), após pesquisar várias vezes pelo telefone XPTO, poderá receber na sua caixa de e-mail um voucher de -10% nessa tecnologia específica.
Outro exemplo clássico é quando se recebe no e-mail “não completou a sua compra, o seu carrinho está à sua espera”.
Relação de consumo ou pura funcionalidade?
Poderia romantizar e dizer que também se poderia estar, aqui, a criar uma relação de consumo ao se ver o consumo como uma forma de comunicação, evocando Mary Douglas e Baron Isherwood (1990). Contudo, o “registe-se antes de avançar para o pagamento” é algo muito mais prático e objetivo.
Óbvio que equipas de CRM (Customer Relationship Management) podem humanizar todo o processo, mas isto não acontece na grande maioria dos casos, até porque não há como fazê-lo (em termos de mão de obra) para todos os utilizadores, sendo muitos destes processos geridos através de automação, com personalização, mas não de forma humanizada.
Por conseguinte, trata-se, de forma geral, de uma ação que possibilitará à marca aceder a dados preciosos do consumidor, continuando com os seus processos de marketing cada vez mais personalizados e impactando de várias formas o consumidor.
Por sua vez, permite ao consumidor agilizar a sua jornada de compra, tornando todo o processo mais rápido e menos burocrático, sobretudo numa segunda compra em que os dados fornecidos na primeira e no registo de conta serão utilizados.