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Marta Maia
Marta Maia
05 Nov, 2019 - 18:16

O que é o consumo colaborativo e como pode ajudá-lo a poupar

Marta Maia

Além de reduzir o desperdício, o consumo colaborativo pode ajudá-lo a poupar no dia a dia. Conheça alguns exemplos e saiba como aderir a este conceito.

o que é o consumo colaborativo e como pode ajudar à poupança

Fruto das oscilações financeiras e de uma sociedade cada vez mais consciente do desperdício, o conceito de consumo colaborativo tem vindo a ganhar visibilidade um pouco por todo o mundo.

Apesar de ser um movimento ainda muito tímido em Portugal (com principal foco nas zonas em redor de Lisboa), o consumo colaborativo está a ganhar espaço e vale a pena conhecê-lo: não só porque lhe permite ver-se livre do que já não usa sem produzir lixo, mas também porque pode fazê-lo poupar uns euros na hora de adquirir novos produtos.

O consumo colaborativo

consumo colaborativo

O conceito de consumo colaborativo assenta numa filosofia de partilha e de troca direta. Independente de lojas, marcas e grandes indústrias, o consumo colaborativo é orquestrado diretamente entre os participantes, podendo ter envolvimento de terceiros no papel de mediação (ou seja, pode haver entidades que recolhem as ofertas e as disponibilizam a quem procura).

O principal objetivo do consumo colaborativo é reduzir o desperdício e promover um melhor e maior aproveitamento dos materiais, baseando-se no princípio de que “o lixo de uns é o luxo de outros”. Procura reduzir a produção de lixo, o desperdício e a compra de produtos novos, que não só poluem no momento em que são descartados, mas também no momento em que são produzidos.

O consumo colaborativo não envolve dinheiro

O princípio do consumo colaborativo é o de que todos os objetos trocados ou partilhados têm um valor semelhante, e por isso não há necessidade de envolver o dinheiro nas trocas.

Assim, quando oferece um produto, está a oferecê-lo de borla, e quando procura um produto está a adquiri-lo sem custos. No caso das trocas, elas são diretas e não há lugar a compensações monetárias entre as partes. As partilhas também são organizadas de forma a que ninguém precise de pagar para usufruir da parte que lhe cabe.

Como aplicar o consumo colaborativo ao dia a dia

Há muitas formas de concretizar o consumo colaborativo, e se calhar até já aplicou algumas na sua vida sem saber que é este o conceito.

Pode, por exemplo, partilhar o carro: combinar com colegas de trabalho que vivam perto de si e irem dando boleia uns aos outros à vez. Usam apenas um carro para todos, com a vantagem de pouparem no combustível, pouparem no desgaste dos carros e até reduzirem o trânsito.

Também pode aplicar o princípio do consumo colaborativo comprando em sociedade. Esta prática é muito comum nos negócios e até chegou a ser moda no imobiliário, numa época em que os portugueses se juntavam para comprar, em conjunto, casas de férias que depois usavam alternadamente.

Também está em causa o consumo colaborativo nas trocas. Uma casa que é trocada por outra, um sofá que é trocado por um móvel de TV, roupas de bebé que são trocadas por roupas de criança.

Todas as trocas diretas são a concretização do consumo colaborativo, porque evitam a produção de lixo e a compra de produtos novos, reaproveitando e redistribuindo o que já existe.

Por fim, o consumo colaborativo pode expressar-se pela partilha mais abstrata de todas: a do tempo.

Imagine que dedica o seu tempo livre a dar explicações de matemática a alguém que, em troca, se compromete a limpar-lhe a casa nos tempos que tem disponíveis. Esta troca de tempo é útil porque envolve também troca de competências, numa economia auto-suficiente que se desenvolve com os seus próprios recursos.

Por onde começar o consumo colaborativo

Como a economia de partilha pode salvar o seu bolso: 4 casos práticos

Se está entusiasmado com a ideia de participar no consumo colaborativo mas não sabe por onde começar, indicamos alguns sites:

BlaBlaCar

Neste site encontra cidadãos que vão de carro para o trabalho ou que planeiam fazer viagens e têm lugares disponíveis no automóvel. Pode encontrar alguém que faça percursos semelhantes aos seus e com a mesma frequência para combinarem a partilha das viagens.

HomeExchange

Neste site, o consumo colaborativo assume a forma de trocas diretas e indiretas de casas durante uma viagem de férias ou a trabalho, por exemplo. Pode trocar de casa com alguém enquanto essa pessoa fica alojada na sua (troca direta), ou então ir para a casa de um anfitrião que não é nem será seu hóspede (troca indireta). O objetivo é o mesmo: reduzir os custos com alojamento.

Freecycle

Neste caso só encontra ainda ofertas na zona de Lisboa, mas nada o impede de começar um grupo na sua própria região. Há ofertas de tudo o que pode imaginar, a custo zero, e anúncios de pessoas que procuram produtos específicos que, se calhar, até tem em casa e não usa. O princípio é sempre o do custo zero, ou seja, tudo o que oferecer é grátis e tudo o que adquirir é igualmente grátis.

Banco de tempo

Este site funciona como um banco normal, mas não envolve uma única moeda: o banco de tempo é uma organização onde o seu tempo é convertido em cheques, créditos e débitos, e onde pode oferecer serviços gratuitos em troca de outros serviços gratuitos também.

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