ebook
           
GUIA DO REGRESSO ÀS AULAS
Patrocinado por Escola Virtual - Grupo Porto Editora
Marta Maia
Marta Maia
05 Jul, 2022 - 09:46

Compensa ter uma conta conjunta no banco?

Marta Maia

Conheça as especificidades da conta conjunta e como funciona o acesso ao dinheiro que lá está.

Conta conjunta

Ter ou não ter uma conta conjunta? A pergunta coloca-se sempre que um casal decide viver junto, mas a resposta não será igual para todos.

A conta conjunta tem algumas características específicas que afetam a utilização, pelo que vale a pena saber exatamente o que está em jogo antes de tomar uma decisão vinculativa.

O que é uma conta conjunta?

A conta conjunta é uma conta bancária semelhante a todas as outras, mas que tem mais do que um titular. Pode ser aberta por casais, por familiares, por condomínios, por empresas e por qualquer outro grupo de cidadãos que queira partilhar a gestão de fundos.

Qual a diferença entre uma conta conjunta e uma singular?

Quando um casal ou um grupo de pessoas partilham uma conta conjunta, estão a dizer ao banco que são donos – em partes iguais – do dinheiro que lá está. Quer dizer que o banco não pode deixar que um dos elementos faça grandes movimentos de dinheiro sem a autorização dos restantes.

Numa conta singular, o titular da conta é dono de tudo o que tiver nela e pode mexer no dinheiro a qualquer momento sem precisar de autorizações.

As vantagens de ter uma conta conjunta

As vantagens da conta conjunta estendem-se aos casais, mas também a empresas e sociedades que tenham necessidade de garantir a segurança do património financeiro:

Centralização

Ter o dinheiro do casal todo junto no mesmo lugar facilita a gestão: ambos sabem o que têm, o que gastam e o que poupam. A relação financeira entre os dois torna-se mais transparente.

Segurança

O titular de uma conta conjunta nunca pode movimentar o dinheiro todo sem a autorização formal dos restantes titulares dessa conta. Claro que pensar neste mecanismo é, de certa forma, admitir que não confia totalmente no seu parceiro, mas não deixa de ser confortável saber que estes sistemas existem.

Isenção de comissões

Muitos bancos cobram comissões de manutenção de conta aos clientes que não fazem uma transferência mensal superior a determinado valor. É o caso, por exemplo, de algumas contas ordenado. Se a conta for conjunta, é mais fácil chegar ao valor mínimo juntando o património de todos os titulares.

Desvantagens de uma conta conjunta

Tal como sempre acontece quando há partilha de património, nem tudo são rosas numa conta conjunta e há riscos a considerar:

Bloqueio de fundos se um titular falecer

Se, por exemplo, um casal tiver uma conta conjunta e um dos cônjuges falecer, o outro perde automaticamente o acesso a metade do saldo. Isso acontece porque, sabendo do falecimento de um titular, o banco reserva a parte que, em teoria, lhe cabe, para entregar aos herdeiros legais.

Vulnerabilidade

Claro que, em casal, a ideia é que não desconfiem um do outro. Ainda assim, há sempre histórias sem final feliz e com um golpe pelo meio. Se tiverem uma conta conjunta – e embora os mecanismos de segurança previnam um roubo total – é sempre possível que um dos elementos do casal movimente parte do património sem o outro saber.

Perda de privacidade

Todos os titulares de uma conta conjunta conseguem ver os movimentos de dinheiro. Assim, tudo o que gastar vai aparecer detalhado no extrato mensal partilhado com os outros titulares.

Risco de contaminação financeira

Quando um dos elementos do casal tem dívidas, o tribunal manda arrestar património – e, se tiverem uma conta conjunta, ela entra para esse património. Significa que, se o seu parceiro contrair dívidas, o valor sairá da vossa conta.

Se, pelo contrário, tiverem contas singulares (uma conta cada um), o tribunal só pode mandar arrestar dinheiro da conta de quem contraiu a dívida.

Perda de agilidade

Pode acontecer um episódio de urgência em que tenha de movimentar bastante dinheiro de uma vez. Se a conta for conjunta, a agilidade é pouca: vai sempre precisar de autorização dos outros titulares para poder mexer em grandes quantidades de dinheiro lá depositado.

Como abrir uma conta conjunta?

Abrir uma conta conjunta é muito fácil, basta que todos os titulares se apresentem no banco e expressem livre vontade de partilhar o património.

Da mesma forma, só com a aprovação de todos os titulares se pode encerrar uma conta conjunta (embora cada titular possa deixar de o ser a qualquer momento, se quiser).

De uma forma geral, a conta conjunta não tem grandes riscos, desde que os titulares confiem uns nos outros e estejam confortáveis com a ideia de que todos podem ver os extratos de movimentos.

Veja também