Miguel Pinto
Miguel Pinto
20 Jul, 2026 - 11:00

Já saíram as notas! Confira agora as datas definitivas para o acesso ao ensino superior

Miguel Pinto

Depois de finalmente terem saído as notas dos exames nacionais é tempo de avançar com as candidaturas ao ensino superior. Saiba tudo.

ensino superior

As pautas dos exames nacionais foram finalmente afixadas e, para milhares de finalistas do secundário, arranca agora a fase mais decisiva do ano com a candidatura ao ensino superior.

Entre a alegria de uma boa nota e a ansiedade de escolher o curso certo, há um calendário rigoroso que convém conhecer ao pormenor, porque nesta corrida os prazos não esperam por ninguém.

Resumo rápido: as datas a não esquecer

  • 20 de julho a 6 de agosto de 2026: 1.ª fase de candidaturas ao Concurso Nacional de Acesso
  • 20 a 27 de julho de 2026: prazo alargado para o contingente de emigrantes, lusodescendentes e substituição de provas de ingresso por exames estrangeiros
  • 23 de agosto de 2026: resultados da 1.ª fase
  • 24 a 27 de agosto de 2026: matrículas dos colocados na 1.ª fase
  • 24 de agosto a 2 de setembro de 2026: 2.ª fase de candidaturas
  • 13 de setembro de 2026: resultados da 2.ª fase
  • 14 a 16 de setembro de 2026: matrículas dos colocados na 2.ª fase
  • 21 de setembro de 2026: divulgação das vagas sobrantes
  • 22 a 24 de setembro de 2026: 3.ª fase de candidaturas
  • 30 de setembro de 2026: resultados da 3.ª fase, com matrículas até 2 de outubro

Apesar de as pautas terem sido divulgadas com atraso, o Ministério da Educação confirmou que o calendário do concurso de acesso não se alterou.

Na prática, entre conhecer a nota e poder submeter a candidatura há apenas um fim de semana, pelo que a organização antecipada de documentos faz toda a diferença.

1ª fase: momento decisivo para os candidatos

A candidatura à 1.ª fase decorre entre 20 de julho e 6 de agosto de 2026, através do sistema online da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES). É nesta fase que se concentra a esmagadora maioria das vagas do ensino superior público, num total próximo das 56.790 disponíveis, número que só fica definitivamente fechado com a publicação das listas oficiais por curso.

Alguns candidatos têm um prazo próprio, ligeiramente mais alargado, entre 20 e 27 de julho de 2026: é o caso de quem se enquadra no contingente prioritário para emigrantes e respetivos familiares, dos lusodescendentes e de quem pede a substituição de provas de ingresso por exames estrangeiros.

Depois de submetida a candidatura, começa a espera. Os resultados são conhecidos a 23 de agosto de 2026, um dia depois de as listas de colocação serem entregues às instituições de ensino superior. Quem ficar colocado deve formalizar a matrícula entre 24 e 27 de agosto, diretamente na instituição respetiva.

Como funciona o processo de candidatura

primeiro ano de faculdade
  1. Pedido de senha de acesso ao sistema da DGES, indispensável para entrar na plataforma online. Quem ainda não a tem deve tratar disso o quanto antes, para evitar contratempos logo no arranque do prazo.
  2. Obtenção da Ficha ENES 2026, documento emitido pela escola secundária depois da afixação das pautas dos exames. Contém as classificações do ensino secundário e das provas de ingresso, além de um código de ativação indispensável para avançar na candidatura online.
  3. Escolha e ordenação das opções, num máximo de seis pares instituição/curso, da preferência mais desejada para a menos desejada. É importante sublinhar que a ordem de preferência pesa na colocação, mas o momento de submissão da candidatura não: candidatar-se no primeiro ou no último dia do prazo não altera o resultado, desde que dentro do período estabelecido.
  4. Submissão da candidatura e guarda do comprovativo, para referência futura em caso de reclamação ou dúvida.

A identificação de cada candidato no sistema é feita através do número de documento de identificação civil, como o cartão de cidadão.

Quem não realizou exames finais nacionais portugueses também pode obter o código de ativação necessário, através de um pedido próprio de emissão de senha, certificado numa escola ou num Gabinete de Acesso ao Ensino Superior (GAES).

E se algo correr mal? Os GAES como rede de apoio

Nem sempre tudo corre sem sobressaltos: senhas que demoram a chegar, dúvidas sobre a Ficha ENES ou situações menos comuns que exigem esclarecimento presencial.

Para estes casos existem os Gabinetes de Acesso ao Ensino Superior, distribuídos pelo país, que apoiam candidatos em dificuldades e podem, inclusivamente, emitir uma nova senha no próprio local.

Vale a pena identificar com antecedência o GAES mais próximo da área de residência, para não perder tempo caso surja algum imprevisto já dentro do prazo de candidatura.

2.ª e 3.ª fases: nova oportunidade no ensino superior

Nem todos os candidatos conseguem colocação logo na 1.ª fase, seja porque a nota de candidatura ficou aquém do necessário, seja porque as vagas do curso pretendido se esgotaram. Para esses casos, o calendário prevê mais duas fases.

  • 2.ª fase: candidaturas entre 24 de agosto e 2 de setembro de 2026, com resultados a 13 de setembro e matrículas entre 14 e 16 de setembro. As vagas que ainda restarem depois desta fase são divulgadas a 21 de setembro.
  • 3.ª fase: candidaturas concentradas em apenas três dias, 22, 23 e 24 de setembro de 2026, com resultados a 30 de setembro, data em que arranca também o período de matrícula, que se prolonga até 2 de outubro.

Estas fases funcionam com a mesma lógica da primeira: a nota de candidatura e a ordem de preferência determinam a colocação, dentro das vagas efetivamente disponíveis em cada momento.

congelar matrícula no ensino superior

Vagas e propinas no ensino superior para 2026/2027

Para além das cerca de 56.790 vagas do concurso nacional, existem ainda mais 21.493 lugares distribuídos por concursos e regimes especiais de acesso, geridos diretamente pelas instituições de ensino superior, com prazos e regras próprias que não coincidem necessariamente com o calendário nacional.

O curso de Educação Básica passa a ter 1.344 vagas nas universidades e politécnicos públicos, mais 147 do que no concurso anterior, e Medicina soma 1.656 vagas, mais 62 do que em 2025/2026.

A Universidade de Coimbra aumentou a sua oferta em 22 lugares, e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro passa a contar com um novo curso, com capacidade para 40 estudantes.

Quanto ao valor a pagar, a propina máxima das licenciaturas no ensino superior público deverá manter-se nos 697 euros em 2026/2027, um montante congelado pelo Orçamento do Estado.

Trata-se, para já, de uma referência ainda por confirmar formalmente em todas as instituições, pelo que a confirmação definitiva só deve acontecer no ato da matrícula.

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