Share the post "Já saíram as notas! Confira agora as datas definitivas para o acesso ao ensino superior"
As pautas dos exames nacionais foram finalmente afixadas e, para milhares de finalistas do secundário, arranca agora a fase mais decisiva do ano com a candidatura ao ensino superior.
Entre a alegria de uma boa nota e a ansiedade de escolher o curso certo, há um calendário rigoroso que convém conhecer ao pormenor, porque nesta corrida os prazos não esperam por ninguém.
Resumo rápido: as datas a não esquecer
- 20 de julho a 6 de agosto de 2026: 1.ª fase de candidaturas ao Concurso Nacional de Acesso
- 20 a 27 de julho de 2026: prazo alargado para o contingente de emigrantes, lusodescendentes e substituição de provas de ingresso por exames estrangeiros
- 23 de agosto de 2026: resultados da 1.ª fase
- 24 a 27 de agosto de 2026: matrículas dos colocados na 1.ª fase
- 24 de agosto a 2 de setembro de 2026: 2.ª fase de candidaturas
- 13 de setembro de 2026: resultados da 2.ª fase
- 14 a 16 de setembro de 2026: matrículas dos colocados na 2.ª fase
- 21 de setembro de 2026: divulgação das vagas sobrantes
- 22 a 24 de setembro de 2026: 3.ª fase de candidaturas
- 30 de setembro de 2026: resultados da 3.ª fase, com matrículas até 2 de outubro
Apesar de as pautas terem sido divulgadas com atraso, o Ministério da Educação confirmou que o calendário do concurso de acesso não se alterou.
Na prática, entre conhecer a nota e poder submeter a candidatura há apenas um fim de semana, pelo que a organização antecipada de documentos faz toda a diferença.
1ª fase: momento decisivo para os candidatos
A candidatura à 1.ª fase decorre entre 20 de julho e 6 de agosto de 2026, através do sistema online da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES). É nesta fase que se concentra a esmagadora maioria das vagas do ensino superior público, num total próximo das 56.790 disponíveis, número que só fica definitivamente fechado com a publicação das listas oficiais por curso.
Alguns candidatos têm um prazo próprio, ligeiramente mais alargado, entre 20 e 27 de julho de 2026: é o caso de quem se enquadra no contingente prioritário para emigrantes e respetivos familiares, dos lusodescendentes e de quem pede a substituição de provas de ingresso por exames estrangeiros.
Depois de submetida a candidatura, começa a espera. Os resultados são conhecidos a 23 de agosto de 2026, um dia depois de as listas de colocação serem entregues às instituições de ensino superior. Quem ficar colocado deve formalizar a matrícula entre 24 e 27 de agosto, diretamente na instituição respetiva.
Como funciona o processo de candidatura

- Pedido de senha de acesso ao sistema da DGES, indispensável para entrar na plataforma online. Quem ainda não a tem deve tratar disso o quanto antes, para evitar contratempos logo no arranque do prazo.
- Obtenção da Ficha ENES 2026, documento emitido pela escola secundária depois da afixação das pautas dos exames. Contém as classificações do ensino secundário e das provas de ingresso, além de um código de ativação indispensável para avançar na candidatura online.
- Escolha e ordenação das opções, num máximo de seis pares instituição/curso, da preferência mais desejada para a menos desejada. É importante sublinhar que a ordem de preferência pesa na colocação, mas o momento de submissão da candidatura não: candidatar-se no primeiro ou no último dia do prazo não altera o resultado, desde que dentro do período estabelecido.
- Submissão da candidatura e guarda do comprovativo, para referência futura em caso de reclamação ou dúvida.
A identificação de cada candidato no sistema é feita através do número de documento de identificação civil, como o cartão de cidadão.
Quem não realizou exames finais nacionais portugueses também pode obter o código de ativação necessário, através de um pedido próprio de emissão de senha, certificado numa escola ou num Gabinete de Acesso ao Ensino Superior (GAES).
E se algo correr mal? Os GAES como rede de apoio
Nem sempre tudo corre sem sobressaltos: senhas que demoram a chegar, dúvidas sobre a Ficha ENES ou situações menos comuns que exigem esclarecimento presencial.
Para estes casos existem os Gabinetes de Acesso ao Ensino Superior, distribuídos pelo país, que apoiam candidatos em dificuldades e podem, inclusivamente, emitir uma nova senha no próprio local.
Vale a pena identificar com antecedência o GAES mais próximo da área de residência, para não perder tempo caso surja algum imprevisto já dentro do prazo de candidatura.
2.ª e 3.ª fases: nova oportunidade no ensino superior
Nem todos os candidatos conseguem colocação logo na 1.ª fase, seja porque a nota de candidatura ficou aquém do necessário, seja porque as vagas do curso pretendido se esgotaram. Para esses casos, o calendário prevê mais duas fases.
- 2.ª fase: candidaturas entre 24 de agosto e 2 de setembro de 2026, com resultados a 13 de setembro e matrículas entre 14 e 16 de setembro. As vagas que ainda restarem depois desta fase são divulgadas a 21 de setembro.
- 3.ª fase: candidaturas concentradas em apenas três dias, 22, 23 e 24 de setembro de 2026, com resultados a 30 de setembro, data em que arranca também o período de matrícula, que se prolonga até 2 de outubro.
Estas fases funcionam com a mesma lógica da primeira: a nota de candidatura e a ordem de preferência determinam a colocação, dentro das vagas efetivamente disponíveis em cada momento.

Vagas e propinas no ensino superior para 2026/2027
Para além das cerca de 56.790 vagas do concurso nacional, existem ainda mais 21.493 lugares distribuídos por concursos e regimes especiais de acesso, geridos diretamente pelas instituições de ensino superior, com prazos e regras próprias que não coincidem necessariamente com o calendário nacional.
O curso de Educação Básica passa a ter 1.344 vagas nas universidades e politécnicos públicos, mais 147 do que no concurso anterior, e Medicina soma 1.656 vagas, mais 62 do que em 2025/2026.
A Universidade de Coimbra aumentou a sua oferta em 22 lugares, e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro passa a contar com um novo curso, com capacidade para 40 estudantes.
Quanto ao valor a pagar, a propina máxima das licenciaturas no ensino superior público deverá manter-se nos 697 euros em 2026/2027, um montante congelado pelo Orçamento do Estado.
Trata-se, para já, de uma referência ainda por confirmar formalmente em todas as instituições, pelo que a confirmação definitiva só deve acontecer no ato da matrícula.