ebook
Ebook Finanças (s)em Crise
Um guia para tempos complicados
Afonso Aguiar
Afonso Aguiar
04 Fev, 2021 - 15:15

Discos de travão: o que são, diferentes tipos e cuidados a ter

Afonso Aguiar

Saiba o que são os discos de travão, qual a sua função e os diferentes tipos Atente, ainda, nos sinais que alertam para problemas deste componente.

discos de travão

O sistema de travagem de um automóvel é das componentes mais importantes de qualquer carro. De forma simplista, embora seja mais complexo, o sistema de travagem é composto por três peças essenciais: as pastilhas, as pinças e os discos de travão.

Apesar de todas serem igualmente importantes, são os discos de travão, colocados junto das rodas e girando consoante estas, que têm o trabalho de garantir que o carro desacelera ou para.

Esses atos são provocados quando o condutor aciona o pedal do travão, o qual, por sua vez, faz com que as pastilhas de travão se encostem ao disco do travão, provocando uma fricção que faz travar o carro.

Portanto, pode-se ser que estes são fulcrais para assegurar que não tem sustos ou, na pior das hipóteses, acidentes. Como tal, é imperativo perceber quais os discos de travão mais aptos para o seu veículo e se os mesmos estão ou não em boas condições.

Tipos de discos de travão

Dada a fricção que existe no momento da travagem, é fundamental que os discos de travão tenham uma boa capacidade de arrefecimento para não se desgastarem tão rápido. Além disso, convém evitar o acumular de sujidade para não comprometer o sistema de travagem.

Existem vários tipos de discos de travão divididos em duas categorias. Primeiro, deve perceber a diferença entre um disco de travão sólido ou ventilado e depois só depois entre um liso, perfurado ou ranhurado.

Sólidos

A grande vantagem deste tipo de discos reside no facto de serem mais baratos, uma vez que a sua conceção é menos complexa; é uma peça só. No entanto, uma vez que são menos desenvolvidos, acabam por ser menos eficientes em travagens bruscas e/ou de emergência.

Costumam ser observados em SUVS e automóveis citadinos de baixa cilindrada, a rondar os 1.000cm3.

Ventilados

São, de forma quase unânime, a melhor opção. Têm uma fissura no meio para garantir um melhor arrefecimento das superfícies sobreaquecidas. Aliás, são considerados por vários especialistas como críticos para um melhor controlo da temperatura.

Lisos

Se, de um lado, há a possibilidade entre discos de travão sólidos ou ventilados, do outro pode optar entre lisos, ranhurados ou perfurados. Estes são, como o próprio nome indica, completamente “limpos”.

Em relação aos outros exemplos que falaremos aqui, aumentam a superfície de contacto e não comprometem tanto a resistência dos discos.

Porém, não tem qualquer sistema para auxiliar na limpeza de sujidades, nem para escoar a água.

Perfurados

Normalmente ventilados, atualmente, apesar de serem os mais utilizados em automóveis desportivos, há um grande debate sobre a utilização ou não deste tipo de discos. Uma vez que são perfurados, a ideia é usar esses pequenos furos para aumentar o atrito, principalmente sobre a chuva.

Para além disso, o facto de serem perfurados também ajuda no escoamento de água e na limpeza de sujidades. No entanto, uma vez que a superfície de contacto é menor, acabam por ser menos resistentes e acabam por diminuir a eficácia do arrefecimento.

Ranhurados

Se de um lado, temos discos de travão lisos que aumentam a resistência e aumentam a superfície de contacto, por outro temos os discos de travão perfurados que aumentam o atrito, ajudam no escoamento da água e na limpeza de sujidades.

Juntando o melhor dos dois, temos os discos de travão ranhurados que, embora não tenham grandes defeitos, perdem na comparação com as virtudes dos outros dois, uma vez que são desenhados para serem uma espécie de híbridos entre os lisos e os perfurados.

Como verificar se os discos de travão estão gastos ou em mau funcionamento

mecânico a trocar discos de travão

Os discos de travão não têm prazo de validade. Este depende de muitos fatores, como a marca, a condução e o automóvel em que estão inseridos.

No entanto, especialistas apontam no sentido de ser melhor trocá-los quando os mesmos tiverem circulado cerca de 80.000 km. Aliás, é dito várias vezes que a partir do momento em que os mesmos perdem cerca de 20% da sua espessura original, deixam de ser eficazes.

Com efeito, sempre que verificar as pastilhas deve, igualmente, avaliar o estado dos discos de travão. Nesse momento saberá, com certezas, se deve, ou não, trocas os discos.

Não obstante, para verificar se os mesmos estão em condições, atente nos seguintes aspetos:

  • Falta de precisão na travagem: quando o carro não agarra no momento da travagem;
  • A luz dos travões está sempre a acender no painel de instrumentos: pode ser sinal que os discos precisam ser trocados ou outro problema no sistema de travagem;
  • Pedal suave: quando o pedal dos travões está demasiado suave e, para parar o carro, necessita de carregar com mais força significa, à partida, que os discos de travão estão gastos;
  • Bloqueio das rodas: em sentido inverso se as rodas bloqueiam mais rápido do que habitual, pode haver algum desalinhamento do sistema de travagem ou até haver alguma corrosão;
  • O pedal vibra: se o pedal do travão vibra com frequência é sinal de mau funcionamento ou desgaste dos discos.

Se ainda assim, quiser verificar pelos seus olhos, basta espreitar junto da roda se os discos têm pequenas fissuras ou rachas ou até sujidade. O aspeto ideal dos discos de travão é brilhante, embora com o tempo perca essa característica.

Se o automóvel tiver jantes de liga leve será mais fácil ver o estado dos discos. Caso contrário, utilize uma lanterna para observar melhor.

Substituir os discos de travão

Se achar que deve trocá-los deve dirigir-se a um mecânico. Os valores de novos discos de travão variam, normalmente, entre os 50 e os 300€.

Normalmente, uma condução defensiva, mais suave, com mais distanciamento em relação aos outros automóveis e a menores velocidades, ajuda a preservar o bom estado dos discos de travão.

Veja também

Aviso Legal

O Ekonomista disponibiliza e atualiza informação, não presta serviços de aconselhamento fiscal, jurídico ou financeiro. O Ekonomista não é proprietário nem responsável pelos produtos e serviços de terceiros apresentados, por conseguinte não será responsável por quaisquer perdas ou danos que possam resultar de quaisquer imprecisões ou omissões. A informação está atualizada até à data apresentada na página e é prestada de forma geral e abstrata, tratando-se de textos meramente informativos, pelo que não constitui qualquer garantia nem dispensa a assistência profissional qualificada. Se pretender sugerir uma atualização, por favor, envie-nos a sua sugestão para: [email protected].