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Catarina Reis
Catarina Reis
04 Mar, 2020 - 12:11

Economia colaborativa: do que se trata e quais as vantagens

Catarina Reis

Neste artigo ficaremos a saber tudo sobre economia colaborativa, tendo como base o contexto do mercado de trabalho atual.

motorista da uber a levar cliente

A economia colaborativa surgiu como uma alternativa para os consumidores com menos poder de compra poderem reduzir custos através da partilha de bens e serviços.

A sua existência deve-se em grande medida aos avanços da tecnologia digital, que facilitou a aproximação de comunidades virtuais e a realização de compras via internet e mobile.

A ideia de economia colaborativa, com origens em 2008, pode ser sinónimo hoje em dia de troca, compra coletiva, casa partilhada, aluguer de bens ou serviços, redes de empréstimos ou ainda modelos de assinatura.

Assim, economia colaborativa, também conhecida por economia de partilha, é um tipo de economia emergente que vai de encontro aos novos valores sociais das novas gerações. Tais valores diferem do modelo tradicional de funcionamento do mercado de trabalho, que consiste em contratar mão de obra e vender produtos a consumidores. 

A economia colaborativa desafia esse modus operandi ao disponibilizar bens e serviços a preços democratizados, acessíveis a toda a gente, sob a dinâmica da partilha ou do aluguer dos mesmos. Normalmente, o preço praticado poderá ser uma taxa apenas, que incide sob o uso temporário do bem ou serviço por parte do cliente. 

O QUE É ECONOMIA COLABORATIVA?

A economia colaborativa caracteriza-se por constituir uma forma de fazer mais com menos e aproveitar os recursos físicos ao máximo. Assim, um bem de alto custo torna-se acessível a quem o use desta forma.

As empresas que seguem este modelo de negócio caracterizam-se por se guiarem por um sentido de sustentabilidade, consciência ecológica, benefício mútuo, racionalidade e responsabilidade coletiva.

mulher a comprar algo através da aplicação no telefone

Características da economia colaborativa

É peer-to-peer

O modelo da economia colaborativa baseia-se no conceito peer-to-peer (de pessoa para pessoa), no qual a aquisição, fornecimento ou partilha de acesso a bens e serviços geralmente é facilitado por uma plataforma online utilizada por uma comunidade. O uso de apps e websites associado a este tipo de serviços é praticamente uma regra.

É um fenómeno típico da era digital

A economia colaborativa deve a sua existência à era digital, devido ao facto de as transações serem realizadas por intermédio praticamente exclusivo de websites e aplicações de telemóvel.

Recorre à otimização de bens já produzidos, e não à produção e compra de novos produtos.

Exemplos de economia colaborativa

Alguns exemplos bem conhecidos de uma economia colaborativa são os serviços de car sharing, empresas de partilha de trotinetes, bicicletas ou carros como a Uber. Para além disso, são também exemplos empresas de aluguer de bens como o Airbnb, ou ainda empresas de venda de artigos em segunda mão, como o OLX. 

Vantagens da economia colaborativa

Impacto positivo na economia global

A economia colaborativa está em crescimento e pode vir a gerar milhares de milhões de euros. Num estudo sobre o desenvolvimento económico da economia colaborativa na União Europeia, admite-se que Portugal apresenta um grande potencial de crescimento.

Um estudo do Joint Research Centre da Comissão Europeia refere que em Portugal o peso do emprego gerado direta e indiretamente por negócios de plataformas digitais deverá ser já um dos mais elevados num conjunto de 14 países europeus, num total de 11%.

Mais oportunidades de emprego em Portugal

Particularmente no setor do alojamento e transporte têm sido criadas oportunidades de emprego. Em 2016 a economia colaborativa já representava 0,17% do total de emprego no país.

Com grande expansão particularmente em Lisboa, a mobilidade partilhada é outro setor da economia colaborativa que surge em destaque no emprego em Portugal.  Estima-se que as empresas de partilha de veículos já originaram pelo menos 574 postos de trabalho.

Revitalização das cidades

Particularmente devido ao crescimento do alojamento local, temos vindo a assistir a uma reabilitação urbana nos centros históricos das grandes cidades. Se isto não acontecesse, estes imóveis ainda se encontrariam em avançado grau de degradação. Para além disso, agora podem ser ocupados muitos edifícios que se encontravam vazios.

Democratização progressiva do acesso a bens e serviços

Como já referimos anteriormente, uma das vantagens desta nova forma é tornar acessíveis a um grande número de pessoas com poder de compra médio ou reduzido muitos bens e serviços que de outra maneira seriam impensáveis, devido ao facto de se tornarem mais baratos devido ao facto de serem partilhados.

Mais sustentabilidade para o planeta

As empresas que trabalhem sob este conceito assumem automaticamente um compromisso de impacto atenuador no meio ambiente.

Assim, o meio ambiente sai menos prejudicado, pois esta é uma solução que poupa muitos recursos, reduzindo o consumismo excessivo.

Tal deve-se à possibilidade que a economia colaborativa abre à redução de necessidades de produção, sendo decisivo no aspecto de emitir menos gases poluentes e de recorrer a recursos naturais. Por exemplo, os carros de serviços de transporte como a Uber são maioria elétricos.

Fonte de rendimentos extra para pessoas comuns

O rendimento disponível em muitos setores da economia partilhada é acessível às pessoas comuns, não exigindo, por exemplo, que tenham empresa constituída.

Além disso, permite aproveitar espaços e recursos que de outra forma estariam a ser desaproveitados, como no caso de quartos ou divisões de casas particulares que não estavam a ser usados por ninguém e que passaram a estar arrendadas.

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